1 de set de 2016

Submarino anunciando notebook a R$0,00 no facebook



O pessoal do submarino deve achar que o cliente é tonto.
Deve achar que está fazendo uma baita publicidade, anunciando um produto de mais de R$ 2.500,00 por R$ 0,00, em anúncio pago no facebook, para quando o público clicar, encontrar a piada de que já foram vendidos.
Acontece que as publicidades no facebook, podem ser retiradas assim que a loja souber que o estoque zerou porém, os espertos do Submarino estão, o dia todo de hoje (31/08/2016), anunciando o mesmo produto pelos tais R$ 0,00, com estoque esgotado desde as 9:00 da manhã.


Estão com esta artimanha, jogando o nome da empresa na lama, levando ao descrédito público (se é que ainda tem algum), empurrando os clientes para outras lojas mais confiáveis.


Você amigo empresário, comerciante ou proprietário de uma prestadora de serviços, não use este recurso. Quando desejar atrair a atenção do cliente, cumpra o anunciado.
A mesma energia que gera a compulsão por comprar nos seus clientes, gera a revolta quando ele se sente enganado.

6 de jul de 2016

Saindo do sedentarismo

A esquerda eu em 1995, no final da faculdade de Direito. No centro, em 2013, quando cheguei a 100Kg. A direita eu em 2015.

Sedentários
Dois seres estavam sedentários, a muito tempo parados.
Muitas águas rolaram nos mais de 15 anos que ficamos sem pedalar, a bike Caloi e eu.
Ela estava parada, empoeirada, tomando sol, de um lado só, enquanto eu estava engordando e perdendo saúde, aos poucos, de forma tão imperceptível aos meus olhos que eu ainda me achava capaz de praticar esportes... um dia, se necessário.

A primeira tentativa
Saímos, para 20Km de pedalada.
Achava eu que ainda tinha condicionamento e segui no ritmo do meu amigo que já praticava ciclismo a um bom tempo.
Não era um percurso difícil. Era praticamente uma reta, margeando o Rio Sorocaba, mesmo assim, não aguentei e abri o bico, quando estava bem perto de chegar no apartamento.
Sorte que parei no topo de uma subidinha e avisei meu amigo que ia desmai...
Apagão!
Ele me segurou a tempo de não bater a cabeça no chão.
Logo veio o socorro do "Brimo" do restaurante Árabe ali na Washington Luiz, com uma garrafinha de água gelada.
Eu preocupado com não criar mais transtorno para meu amigo, que já estava atrasado para um compromisso família, chamei a minha esposa (na época), para vir me pegar, pois, dali até o apartamento tinha uma intransponível subida.
Ela chegou, ralhando como sempre, desmontamos a bike e colocamos no porta malas do carro.
Depois, coloquei no quartinho de despejo do estacionamento e ficou lá por um bom tempo.

Segunda tentativa
Agora, já aprendendo com o erro da tentativa anterior, comecei a me preparar aos poucos.
Primeiro, pesquisando orientações de treino, relembrando velhos exercícios físicos.
Adicionando uma dieta saudável. Deixando de lado as guloseimas e porcarias da vida moderna.

30 minutos de caminhada
Lembro do dia que iniciei a etapa da caminhada medicinal, diária, de 30 minutos.
Desci do apartamento, com roupas antigas, porém, adequadas fui para a calçada mais reta que tinha no quarteirão e dei o 1º passo.
Ao contrário do que disse o Astronauta, este foi um pequeno passo para a humanidade, mas, um grande passo para um homem sedentário.
Ganhei confiança...
Dei o segundo passo, comecei a ver que era possível me locomover com prazer e, ao final de alguns poucos minutos já estava suando, se o corpo não era de atleta, com meus 100Kg, pelo menos suava como um atleta em momento de superação.
Suor corria em bicas!
Continuei caminhando, afinal, a proposta era caminhar por pelo menos 30 minutos.
Então, comecei a sentir aquele gosto de "ferrugem" na boca, que a gente sente quando está sangrando. Coração no extremo do limite, ponteiro do marcador mental já me avisava que estava no "vermelho".
Conclui os 30 minutos, já contando com o retorno para o Apto.

Banho gelado
Bem gelado, com massagem nas pernas, muita água goela abaixo e um descanso mais que merecido, no sofá.
Não deixei o ânimo esfriar!
Pensei como poderia ajudar meu corpo a voltar a um condicionamento mínimo para não sentir que ia morrer, ao final de 30 minutos de caminhada lenta.

Natação
Escolhi voltar a nadar.
Comprada a sunga (enorme) e o óculos de natação, lá fui eu para sessões de natação.
Como eu sabia que estava fora de forma, não quis entrar para as aulas de natação, então, eu treinava onde tivesse espaço no cantinho de entretenimento da piscina.
Treinava a respiração, batia perninha segurando na borda da piscina, tudo como nos velhos tempos de natação na piscina da AFE.
Fui aumentando o fôlego aos poucos, intercalando com os 30 minutos diários de caminhada.

Um passo de cada vez
Assim fui avançando. Quando já não me sentia tão exausto com 30 minutos de caminhada, "desenterrei" a bicicleta, remontei ela e passei a pedalar.
Comemorei cada pequeno avanço!
O aumento da velocidade de deslocamento, encurtando as distâncias.
A primeira brisa no rosto.
Os sinais físicos de progresso.
Não foi uma salto, foi um trilhar, passo a passo, pedalada a pedalada.
Primeiro só nas retas e com a marcha mais leve.
Quando chegava nas subidas, não tinha vergonha, descia e empurrava a bicicleta.
Mantinha meu objetivo de melhorar a saúde. Sabia que com o tempo aquelas subidas seriam vencidas.
Treinos diários, nada era desculpa para deixar de treinar. Sim, sem perceber o que um desafio titânico, já tinha se transformado em treino prazeroso.
Não deu para pedalar as 19:00h? Sem problema! Pedalava as 20:00h, 22:00h ou até pelas manhãs.
Planejava o percurso com antecedência, de acordo com os objetivos:
Consolidar os ganhos de saúde ou fortalecer mais o corpo.
Chegou o dia de arriscar passar pelo tobogã, perto do SESC, seguir até a marginal Dom Aguirre e lá ampliar os treinos, fui tranquilo, empurrando nas subidas, mantendo as pedaladas nas descidas. Nada de "descer na banguela".
Primeiro dia nesse percurso, voltei exausto.
Segundo dia, um outro amigo me convidou para pedalar com ele, um domingo de manhã. Ele acabara de comprar uma bike nova. Sofri calado, para acompanhá-lo.
Ganhei até um elogio dele, por, como ele disse: Eu não ser um cara que atrasa a pedalada dele. Porque ele não gosta de pedalar com cara lento.
Treinei a semana toda e no domingo seguinte ele novamente me convidou para pedalar.
Já estávamos com condicionamento igual, já que ele, só pedalava aos domingos.
Mais uma semana de treino, eu aumentando as voltas no percurso e no sábado já estava fazendo média de 40Km por dia.
Novo domingo, novo convite do amigo, pedalamos eu tomando o cuidado para não deixar o amigo para trás (heheheh), mesmo assim, acho que ele notou algo.
Desse dia em diante, ele nunca mais quis pedalar comigo.
Coisas da vida!

Mundo novo
Junto com as pedaladas diárias, um mundo novo, chegou.
Novas roupas compradas, pois as velhas já não estavam servindo.
Novos rostos descobertos. Rostos de pessoas de passagem, ou de pessoas pedalando, pessoas correndo, caminhando e até, pessoas que estavam batendo papo em plena ciclovia, com suas roupas de igreja e a falta de conhecimento do que era aquela calçada vermelha ao lado da calçada comum.
Estava sozinho nas pedaladas e ao mesmo tempo não estava.
Já tinha me sentido só em plena multidão e até no casamento.
Agora era diferente.
Ora competia comigo mesmo, pedalando uma marcha mais pesada que na volta anterior, ou mais acelerado, ora competia com um ciclista que passava por mim e seguia a minha frente.
Transformava-o em "batedor" sem ele sequer ter consciência disso, pois, seguia a uma distância respeitosa.
Até velhos amigos, reencontrei pelos caminhos, chegando a pedalar junto por alguns domingos.

Altos e baixos
Tinha começado, com um passo, e terminado com a sensação de que ia morrer, depois de pouco mais de 1km de caminhada, no primeiro dia de nova vida.
E já estava conseguindo chegar a até até 60Km de pedalada, sem parar, sem descer do "banco". Parando apenas nos cruzamentos e para socorrer alguma pessoa, quando necessário.
Assim fechei os meses de Março de 2014 com 800km de pedalada, Abril, com 600Km e maio com outros 600Km.
Mesmo quando o divórcio surgiu, parei de treinar. Apenas fiz uns ajustes necessários.
Troquei de cidade, vim para Araraquara e passei a pedalar em novos percursos.
Depois de alguns meses, voltei para Sorocaba, como a bike ficou em Araraquara, por um tempo, comecei a correr sozinho, me preparar para encarar o "Clube da Corrida do SESC".
Depois de um tempo, já acreditando que não ia fazer muito feio, me inscrevi no clube da corrida.

Competições
Nova etapa, agora com treinos orientados pessoalmente, já que antes eu estudava lições de treinos em vídeos, revistas e sites especializados.
No clube conheci pessoas com as personalidades mais variadas.
Eu continuava fiel ao meu plano "secreto" de recuperar saúde.
Não fui pego pelo tal do vício de buscar a superação pessoal a qualquer custo.
Toda oportunidade de acompanhar incentivar alguém, de dar apoio, para mim era válida e deixava de lado a pressa, contudo, nunca saia da técnica. Falava o estritamente necessário, controlando a respiração e as passadas, atento ao percurso.
Assim, não participei de muitas competições, porém, procurei fazer uma de cada modalidade, até chegar ao objetivo final.
Embora os treinos no clube fossem só de quarta e sexta, eu continuei treinando diariamente, correndo e depois que busquei a bike em Araraquara, correndo e pedalando nos dias de recuperação dos treinos.
Focado no ganho de saúde e na superação das "limitações" declaradas pelos médicos, em decorrência do acidente gravíssimo que sofri aos 18 anos, segui aumentando a quilometragem.
Segui um bom plano de treinos. Como manda o "figurino", intercalando corridas curtas, médias, longões, tiros, exercícios físicos, pois, por um tempo, também, fiz um pouco de Ginástica Multifuncional, no SESC, além de treinar em casa.
O que me capacitou para participar das competições relacionadas, abaixo:
1ª - 16/11/2014 - Bauru - caminhada 4k
2ª - 07/12/2014 - Ipiranga - corrida de revezamento - 5k - 33 minutos
3ª - 31/12/2014 - Araraquara - Corrida de Santo Onofre - 7K - 45:22 minutos 168º
4ª - 01/03/2015  - São Paulo - 1/2 Maratona Internacional de São Paulo - 22K - 2:28:15
5ª - 17/05/2015 - Bertioga - 10K na areia, posição 191º, -  01:11:46
6ª - 28/06/2015 - Belenzinho - 6K, Tempo liquido 00:37:38
7ª - 09/08/2015 – Sorocaba – 11K, 4a. Corrida e caminhada Legal OAB Sorocaba - 1:14:08, 35º na categoria, 150º no geral
8ª - 13/09/2015 – Sorocaba – 10k, Correr e Caminhar - Posição 146 Masculino Tempo 01:06:15
9ª - 18/10/2015 – Santos – Corrida dos Comerciários - Posição 197 - 10k, Tempo 01:01:00 Equipe SOROCABA
10ª - 31/12/2015 - Araraquara - Corrida de Santo Onofre - Posição 188 na categoria - 6,53K - 45:49 Minutos
11ª - 24/04/2016 - 15 Milhas da Meia Maratona de SP - 3:09:57 - 1913º colocado. 280º na categoria.

Conclusão
Como pode ver, nunca subi no pódio, nem ganhei troféu, por outro lado, também nunca sofri lesões nas competições. Chegava inteiro, alegre, leve, sem dores, com condição de observar e curtir toda a beleza da competição e dos eventos após a chegada.
Sofri uma lesão, doméstica, quando enfiei o pé esquerdo dentro de um buraco no asfalto ao montar na moto, o que me custou reprogramar a meta final das competições, desta fase.
Assim, após me poupar por meses, reduzindo a carga de exercícios e protegendo bem o pé, nos dias de competição, faltando pouco mais de um mês da Maratona de SP de 2016, pedi minha reclassificação para a prova das 15 milhas.
Acho que fiz o certo, ao reconhecer que não tinha conseguido me preparar para uma Maratona.
Sei que valeu tudo que vivi até aqui, as amizades, as superações positivas, as alegrias e comemorações, como a do dia que consegui pedalar onde havia desmaiado anos antes, ou o dia que dava pulos de alegria, feito criança, por ter chegado ao primeiro 6K de distância em um treino.
Hoje sou uma pessoa mais leve em todos os sentidos, fruto dos anos de vida de bônus, que ganhei de Deus, com o simples gesto de dar o primeiro passo no dia que acreditei que podia voltar a ter saúde.
Agora chego ao fim de um ciclo...

O começo de um novo ciclo
Tenho algumas opções na manga, todas visando fazer bom uso, destes anos "Bônus" de vida.
Já fiz um pequeno "ensaio" e foi bom.

Quer arriscar um palpite? Ver se advinha qual é o meu plano?
Comente.

16 de mai de 2016

Anotar o pedido!




Este pequeno gesto, que demonstra grande atenção e cuidado com o que o outro deseja, está esquecido em nossa sociedade.

Vi o representante da Elma Chips fingindo anotar dr cabeça o pedido do cliente dono de bar.
O cliente analisava o item que desejava. Pedia a quantidade que precisava é o representante fingindo anotar.
Foi para o carro e voltou com o que queria vender.


Vi também a atendente da padaria, que terá que preencher a comanda em papel, para o cliente pagar, no caixa, porque não faz isso antes, quando o cliente faz o pedido.
Não! Ela anota na cabeça, mesmo sendo super "atenciosa", sai para limpar uma mesa e quando volta, já esqueceu parte do pedido.

Conheci um funcionário que pediu ajuda com um trabalho de faculdade.
Prontamente, me dispus a ajudá-lo, reservamos uma hora do final do expediente para eu passar as orientações solicitadas.
Para espanto, no primeiro dia ele não pegou um papel e caneta para anotar as orientações.
Insisti para que tomasse notas do que eu ia falar e ele relutantemente, pegou uma caneta e meia folha de rascunho.
No segundo dia, sentou ao meu lado, para as orientações, sem papel, sem caneta, novamente.
Sequer, pegou o rascunho que perdeu em algum lugar.
No terceiro dia, encerrei a brincadeira. Depois de constatar que, novamente, não tinha papel e caneta para as anotações.


Quanto tempo, é perdido, com essa tola atitude de não anotar o pedido no ato e depois perguntar mais de uma vez para confirmar?
Quanto prejuízo é causado quando a comida errada é servida, o produto errado é entregue ou o serviço errado é prestado?
Quanto sofrimento, irritação e briga são evitados com o pronto e eficiente atendimento é prestado?

Se você quer se destacar, anote.
Destacar não é só no sentido profissional.
Quer ser notado, lembrado, como alguém de valor, faça as anotações necessárias, quando alguém fala com você.
Preste mais atenção no que o cliente pede, o outro pede, os familiares pedem.
Não existe vergonha em precisar anotar, pelo contrário. Andar com um bloco de papel e uma lápis ou caneta é positivo. Pode até tomar nota em arquivo digital, aliás, excelente recurso.

Certo está o "Manuel", que sempre tem um bloquinho de papel no bolso e um lápis preso na orelha.

11 de mai de 2016

Irreconhecíveis


Diário de bordo No. 72911027256

Este planeta é muito maluco!
Cada dia algo novo me surpreende.
Acreditam que os terráqueos não conseguem reconhecer um rosto, de uma pessoa, se a pessoa colocar um simples óculos (artefato que circulam os olhos quando não conseguem enxergar direito ou precisam proteger os olhos) ou mudam a posição de distribuição dos pelos capilares.

Outro dia mesmo, estava eu em um Tribunal e apresentei meu documento de identidade terráquea.
A atendente, olho para a foto do documento, olho para meu rosto, voltou para a foto e perguntou:
- O Dr. é o senhor mesmo?
Respondi que sim e ela comentou que eu estava muito diferente.
Na foto as diferenças eram um rosto levemente mais gordo e, cavanhaque e bigode.

Curiosa a forma de identificação dos terráqueos!
Parece coisa de história de entretenimento, mas é real.

Aqui bandidos e heróis se escondem atrás de um simples óculos, de uma pequena barba ou um minusculo bigode.

8 de mai de 2016

Correndo na contramão




Parte do participantes das corridas de rua estão correndo sem preparo ou, pior, preparados de forma errada.
Estão sendo incitados a competirem, além das forças, além de suas capacidades.
Não percebem que quem ou o que as estimulam a isso está interessado no milionário mercado das lesões.
Sim!
São empresas, com campanhas do tipo: "Arrebente seus músculos que depois passando meu remédio X, vai se sentir bem".
"Coma meu alimento Y que estará pronto para se arrebentar até esgotarem suas forças"
São "profissionais" agitando suas bandeirolas do "corra o máximo que não puder, depois venham na minha clínica que faço uma massagem ou um tratamento e tudo bem".
Estes participantes, estão defendendo esse estilo de vida de correr "abestado" e torcer para não sofrer NOVA lesão, da mesma forma que um fumante defende o cigarro.

  • Mata lentamente
  • Faz mal mas, da prazer
  • Se eu vou morrer, posso escolher como.
Esquecem que o ídolo Fidípides não saiu correndo entre Maratona e Atenas, pensando "vou pra me arrebentar!".
Ele foi porque tinha uma missão a cumprir e, infelizmente, depois de cumprida a missão, morreu.

Embora a mídia se interesse por mostrar os atletas lesionados em momentos de superação, precisamos compreender que aquilo não é a rotina do atleta.
O verdadeiro atleta (seja amador ou profissional) executa toda uma preparação física, com treinos, exercícios, alimentação e hidratação. Estuda o percurso, analisa a prova e, dependendo do nível da competição, até faz a ambientação ao clima e ao fuso horário do local da prova.

Fico com a seguinte questão na cabeça:
Somos atletas ou somos marionetes usadas por alguns grupos para ganharem dinheiro com o nosso desgaste, nas corridas?

Não há dúvidas que correr faz bem para a saúde. Que competir cria motivações e inspirações transformadoras para as pessoas.
Questiono, aqui, a forma ou a deforma de correr que algumas pessoas adotaram.
Questiono, o "mercantilismo" das competições, mascarado de "popularização" do esporte.

Verifiquem, quantos dos 26000 inscritos (sem contar as pipocas), chegaram cansados porém, sem lesões e quantos chegaram lesionados.

6 de mai de 2016

Far West


Não sou um cowboy, nem estou à cavalo.
Não uso um chapéu, com a aba cobrindo os olhos porém, a visão que tenho é a mesma.
Sigo na estrada que me leva onde o sol está se pondo.
Belo sol de Araraquara.
Sem dúvida o mais gostoso de partir é o momento de voltar.
Chego a terra que me viu crescer.
Terra que me deu duas filhas, uma família abençoada e um diploma.
Chego no momento em que tudo é dourado.
Logo a noite chega e com ela, os abraços da família.

13 de abr de 2016

Receita de Receita de Pudim de Leite




Vi essa chamada no facebook, na minha "timeline" então fiquei imaginando como seria...

Vamos a receita de receita de Pudim de leite?


Tome nota!

Ingredientes:
1 folha de papel A4 (pode substituir por 1 folha de caderno)
1 caneta (não recomendamos o uso de lápis, pois, acaba apagando com o tempo.
1 copo de água
1 cadeira
1 Mesa (para apoiar o papel)

Modo de fazer:
Sente na cadeira, e apoie o papel sobre a mesa.
Junte a caneta sobre o papel e comece a escrever a receita de Pudim de leite.
Escreva com boa empunhadora e em ritmo que permita uma boa caligrafia ou, nem mesmo você conseguirá ler a receita depois.
Intercale a escrita com goles de água.

Tempo de preparo:
Depende da sua afinidade com a escrita.
Alguns levam 5 minutos fazendo a receita de forma legível outros levan uns 30 minutos
É mais ou menos a história do fogão. Sabe como é, nunca bate o tempo da receita com o tempo na vida real da sua cozinha.

Rendimento:
Com letras normais, cabe uma ou duas receitas por folha

Armazenamento:
Guarde no meio daquele caderno velho, cheio de farinha e manchas de óleo na gaveta da cozinha.

10 de abr de 2016

A revolução na educação



Em um primeiro momento, pode parecer simplista o conceito de que todos os problemas "do mundo" ou da sociedade moderna, possam ser solucionados através da educação das pessoas.
Educação, aqui entendido, não somente a questão envolvendo palavrões e insultos ou a omissão deles. Falamos aqui da "educação" no sentido completo da palavra.

Educar é preencher a alma de uma pessoa com conhecimento que permita, ela própria, fazer suas escolhas, tomas suas decisões e encontrar as soluções para seus problemas.

Erros, sofrimentos, dificuldades e autodestruição
No mundo atual, sofremos mais por erros de decisão, erros de escolha, sejam os erros induzidos pela mídia, pela imprensa tendenciosa, seja pela falta de conteúdo, para embasarmos nossas decisões, do que por qualquer outro motivo.
Estamos sendo moldados para termos medos que nos levem a consumir determinados produtos para nos dar proteção. Desejos que nos levem a consumir mais.
A discórdia é semeada entre nós, para que isolados uns dos outros, não possamos, trocar informações e termos "insights" reveladores

O resultado de tudo isso, é o cenário que estamos vendo.
O mundo onde o ser humano caminha para a autodestruição.

Várias soluções nos são apresentadas, como solucionadoras.
O assistencialismo político não é o caminho, mais do que dar a alegada "igualdade de condições" ele escraviza as pessoas.
Cada vez mais, mais e mais será necessário para suprir a demanda crescente ao passo que cada vez menos, menos e menos, quem tem, vai querer compartilhar com os que necessitam.
Armar as pessoas, umas contra as outras e deixar que elas próprias reduzam as populações não é o caminho. Esse processo não tem fim, até que, restando apenas dois humanos, ambos tentem se matar para não ter que dividir o mundo com o outro.

Como é possível parar esse processo e até mesmo revertê-lo, se nada tem funcionado?
A solução, aliás a única solução possível é a educação das pessoas.Não é só uma questão de ser bondoso, justo, religioso, etc, etc e etc,
Até mesmo o maior dos egocêntricos, se pensar bem, vai chegar a mesma conclusão.
Não estaremos seguros, enquanto existir uma única pessoa que não tenha sido privilegiada com a luz do conhecimento, da instrução, da informação.

Do conhecimento ao autoconhecimento
O conhecimento, nos mostra o quanto somos, pequenos dentro do universo, ao mesmo tempo tão especiais e importantes, como cada um dos outros seres.
O conhecimento nos leva a admirar a luta pela vida de uma simples planta ao brotar. Uma pequena flor, ao abrir suas pétalas.
Nos faz compreender os ciclos da natureza, a força de suas águas, da energia do sol, a importância da luz e da noite.

"A pessoa com maior bagagem de informações, sofre menos em sua vida.
Ela encontra soluções mais rapidamente, encontra mais opções de soluções, inclusive."

Como iniciar esse processo de educação de forma efetiva?
De todas as formas que temos disponíveis atualmente, de distribuirmos o conhecimento creio que a que verdadeiramente vá revolucionar o processo de educação, está no uso de e-reader (leitores digitais) para as crianças, carregados com exemplares dos melhores livros já escritos, independente da época em que foram publicados.
De todas as matérias. Sejam de estudos, literatura.

Porque um e-reader?
Primeiro porque são os equipamentos melhores desenvolvidos para a leitura. Sua tecnologia de eink (tinta eletrônica) permite que um leitor eletrônico possa ser lido por horas e horas, dias e dias, antes de precisar de uma nova recarga.
Seu consumo de energia é baixíssimo.
Dentro de um e-reader, mesmo nos modelos mais baratos, cabem milhares de livros. E ainda podem receber memória adicional para armazenarem mais livros.
Livros escolares, então! Podem ser atualizados a cada nova edição, com uma simples conexão na internet ou em um computador.
Você sabia que a dificuldade em entender o conteúdo é o principal motivo para as pessoas abandonarem a leitura?
Um e-reader trás embutido, dicionários. Acessíveis com o simples toque do dedo sobre a palavra desconhecida.
E-readers foram criados pensando em solucionar a maioria das dificuldades de leitura.
Não ocupam grandes espaços no armazenamento e transporte. 
Estão sempre acessíveis.
Podem ajustar o tamanho da letra e intensidade das letras de acordo com a necessidade visual do leitor.
Possuem marcadores de páginas.
Permitem anotações.
Livros digitais, são baixados rapidamente em qualquer banda de internet, até nos pacotes mais lentos e menores.

Obs.: Minha única preocupação era. Onde os jovens pobres iriam encontrar energia elétrica para recarregarem seus leitores.
Se já estamos tão bonzinhos que permitimos que as pessoas recarreguem seus "Smartphones" em rodoviárias, lanchonetes, escolas, etc, porque não vamos permitir que recarreguem seus leitores digtais?

Livros digitais x Livros Impressos
Livros digitais são de produção bem mais barata do que os livros impressos, o que permite que os livros antigos e fora do interesse comercial das editoras possam ser lidos, novamente.
Sim, livros fora de moda ficam encalhados em prateleiras, então, as editores, simplesmente, deixam de publicá-los.
Além disso, as editores perdem o direito de exclusividade sobre um livro, quando um livro cai em "Domínio público". - No Brasil isto ocorre no primeiro janeiro, após o aniversário de 70 anos da morte do autor. O que reduz o preço dos livros, já que qualquer um pode publicá-lo. Deixando de ser interessante para a editora.

O futuro pode começar agora
Imagine uma criança, crescendo, com acesso a uma fonte enorme de informação confiável.
Jovens trocando livros digitais.
Saraus de leitura, acontecendo pelos cantos. Em bares, cafeterias, clubes.
Pessoas descobrindo o desejo de escrever bem, para ter seu livro publicado.

O que está impedindo a revolução cultural começar?
Interesses políticos (sim, sempre eles).
Interesses comerciais (dos famintos por dinheiro).
Interesses religiosos (das falsas igrejas, claro).

Tempo para colhermos os resultados
Uma ou duas gerações, para começarmos a ver os efeitos da revolução, rotineiramente. Porém, em pouco tempo veremos mudanças pontuais, visíveis no rosto de cada criança contemplada com um leitor digital.

Custo da revolução
Um leitor digital, chega a ser vendido por algo em torno de US$ 99.00. Isto porque ainda é visto como um produto comercial. Imagine como os preços poderão ser reduzidos quando a escala de distribuição for maior. Quando grandes grupos começarem a negociar a compra destes equipamentos para a distribuição para as pessoas?

Livros digitais são encontrados gratuitamente, tanto os de domínio público em grandes bibliotecas virtuais, confiáveis, como com preços promocionais nas editoras.
Fora que, muitos autores adorariam colaborar com a revolução, com algum de seus títulos, graciosamente.

Debates
Queridos leitores, o que acham da ideia?
Vamos discutir o tema?
Debater?
Procurar viabilidade para iniciarmos a revolução?

17 de mar de 2016

Manual Básico de Desenho e Pintura


Para quem está iniciando nas artes, como eu, estava em 1997, eis um pequeno resumo das principais informações e dicas de pintura.

Está no formato epub.
Baixe o arquivo, leia no seu smartphone, tablet, computador de mesa.

Clique aqui!

13 de mar de 2016

Como acabar com os políticos corruptos


Dias atrás, me perguntaram até onde vai essa "poca vergonha política"? Essa roubalheira! Se não tinha como acabar com os políticos corruptos?

Minha resposta não agradou quem fez a pergunta.


1) Enquanto nós, cidadãos, continuarmos agindo, pensando mais em nosso benefício do que no benefício de nossa comunidade, continuaremos tendo políticos corruptos.
Citei um exemplo:
Um homem, está em um vestiário de um clube, olha no chão e vê um par de chinelos.
Olha para um lado, olha para o outro, ninguém por perto.
Abaixa, pega os chinelos, poe na mochila e fica todo feliz que encontrou um par de chinelos novos.
Depois conta para os amigos: - Imagina se eu ia deixar lá? Novinho! Lá esquecido! Se eu não pego, alguém ia pegar!

Acha exagero?

Então deixa contar outra situação.

2) Um cidadão, encontra na sua uma carteira recheada de dinheiro, em plena semana de pagamento.
Olha para os lados, cobre a carteira com o pé, arrasta ela para um canto, abaixa discretamente e a pega.
Poe no meio das suas coisas e vai embora, feliz que achou uma grana. Depois, doa 10%  para alguma obra assistencial, por via das dúvidas e leva os documentos no correio para ver se devolvem pro dono, já que 2a. via de documento é um parto, né?
Do dinheiro, nem um pio, afinal de contas, se a outra pessoa perdeu é porque não estava precisando ou não faz falta.

Quer mais?
Leia esta!

3) Fila do supermercado. Caixa rápido.
Consumidor com um carrinho lotado de compra, pegando fila porque ali é mais rápido e ele está com pressa.

4) Área reservada para deficiente físico em estacionamento.
Vou parar aqui mesmo, porque vai ser rapidinho.

5) Uma pessoa compra um automóvel, por 1/3 do preço, de uma pessoa que chegou dizendo: - Olha! Este carro tinha sido comprado por uma pessoa lá na Bahia (ou outro estado bem longe) e ele não pagou as parcelas, então o carro foi pego pelo banco e agora o banco esta vendendo mais barato.
Só vamos deixar no nome do outro por enquanto pra não ter que refazer o contrato e aumentar o preço. Vai usando, que logo, logo, vem a transferência no seu nome.

6) E quando crescemos achando que a pessoa mais legal é a que vive dando presentinhos?

7) Enquanto continuar o pensamento que, jogando lixo e esgoto nos rios, quem vai se ferrar é só o "outro" que mora rio abaixo, muita coisa não vai mudar no futuro.

8) Quando participamos de uma corrida como "pipoca" sem pagarmos inscrição e bebemos a água de quem pagou para participar, estamos saciando a sede de um microcorrupto.

9) Estacionar em local proibido para esperar alguém e abrir o capô do carro para fingir que o carro quebrou, para enganar o guarda, se ele aparecer.

10) Cidadão com um belo carrão importado, para o trânsito de metade de um cruzamento, porque está com o carro atravessado na pista, esperando o melhor momento de fazer uma conversão proibida.

11) Pessoa (jovem universitária) acaba de se mudar para um novo condomínio, manda recado para o síndico dizendo que quer conversar, puxa para um canto e propõe:
- Eu acho que está caro o que estão pagando pela faxina. Posso arrumar para um "parente" vir fazer a faxina, eu faço ela pedir um valor mais baixo e você embute no serviço a faxina do meu apto."

Sim, cada pequena atitude dessa é que faz nosso pais ter tantos políticos corruptos.
Lembra daquela aula na escola? - O político é um representante do povo!

Dizem que "a ocasião faz o ladrão". Errado! A  ocasião faz o ladrão levar o que tem disponível.
Ou ele é ou não é uma pessoa que está disposta a se apropriar da coisa alheia.

Se a pessoa cresce levando pra casa, chinelos, carteiras, furando filas, desrespeitando regras e achando que melhor pessoa é a que dá mais presentes, quando tiver um cargo público vai continuar agindo assim, só que não é só uma carteira ou um chinelo que ele vai encontrar, por perto.

É difícil mudar? Sim, é! Não vou mentir. Porém, não é impossível.
Não é uma atitude de rompante cívico, com passeatas momentâneas, como se fosse um dia de copa do mundo, que vai mudar o pais.
Não é pintando a cara em um dia e no outro, pegando o pendrive alheio que vamos construir uma grande nação!

Aliás, grande nação já somos!
Maior do que muitas outras por ai que pensamos que são melhores que a nossa, mas isso, é tema para outro dia.


Eduque seus filhos e eduque os filhos dos outros, sempre que possível.
Ensine-os que o que é certo é certo sempre. O que é errado é errado sempre.

Quando ele for eleito, saberá o que fazer!

24 de fev de 2016

Os habitos de cada um



O meu é tentar facilitar a vida das pessoas. (Já ouvi me falarem que sou um chato, por ser assim.)

Conheço uma pessoa que tem o habito de comprar no supermercado um desinfetante sanitário, daqueles de pedra, e colocar no vaso do banheiro de qualquer lugar onde se hospede.
Ai, por mais novo e moderno que seja o lugar, fica com aquele cheirinho de casa velha.

Sei de pessoas que tem o hábito de furtar frutas, docinhos, geleias do café da manhã dos hoteis, para comer depois, se sentir vontade.
Na maioria das vezes, acaba pegando por pegar. Nem come depois.

Conheci pessoas que quando vão comprar algum alimento em algum bar, ou lanchonete, ou mesmo em carrinho de sorvete, ou até mesmo quando vão ser atendidas por garçons, fazem o pedido para todos que estão juntos, sem perguntar o que elas querem.

Hábitos existem aos milhares, cada um mais inusitado que o outro.
Fico observando as pessoas, seus hábitos, suas atitudes.
Alegra-me perceber a diversidade no mundo.

14 de fev de 2016

Zumbi de tomada



Era um dia adorável no SESC, como a tempos eu não tinha.
Tirei a manhã para esquecer as contas e o tempo escasso. Esquecer o corre corre do dia a dia.
Troquei um livro na estante de trocas. Deixei um conto policial americano, por poemas do Quintana.
Visitei as flores e li um pouco, sob o brilho peneirado do sol, entre as madeiras e telas do viveiro de plantas.
Depois, fui até a comedoria, fazer uma pausa na leitura, para comer salgados com refrigerante.
Satisfeito com a refeição, decidi fechar com café e pão de queijo.
Peguei o pedido, e fui até os bancos do outro lado do salão.
Sentei, abri o livro eletrônico e fui comendo pãozim, tomando cafezim e lendo.
Meu 6º sentido me alerta!
Olho para a frente, vejo um novo tipo de zumbi se aproximando.
Cabeça baixa, duas mãos levantadas, até a altura do peito. Fazendo cara de quem tem algo muito importante para resolver, tentando com este olhar, comover as pessoas que estão a sua volta (se é que zumbi tem conhecimento do que está a sua volta), comover para que não a repreendam pelo que está prestes a fazer.
A zumbi, olha para as paredes... aquele olhar de quem está hipnotizado.
Olha em algum ponto imaginário a 30cm do chão.
Procura desesperadamente uma tomada. Como se seu enslavingphone, fosse morrer em segundos, sem o socorro.
Sim, ela trás em suas mãos flutuantes, seu enslavingphone, na esquerda o aparelho, com seu cabo, saindo de suas entranhas, como se fosse um cordão umbilical, embaralhado no ar, ligado a outra mão onde um carregador que mais parece um desfibrilador, está empunhado com seus pinos para frente, pronto para invadir a primeira tomada que encontrar.
Até ouço seu pensamento:
- Tomada! Tomada!
- Preciso de uma tomada!!!!
Para meu azar, a única tomada deste lado do salão, está ao meu lado.40cm do meu quadril...
Recolho o meu corpo com medo de ser abocanhado, quando ela acopla seu carregador a tomada.
Um brilho de sangue novo correndo pelo corpo, surge em seu rosto.
Ela carrega, ali, de pé, apoiada contra a mureta, por alguns segundos. tempo apenas para dar sobrevida ao seu enslavingphone, então, retira o carregador e procura outro lugar mais confortável.
Não encontra, pega uma cadeira do grupo de leitura e arrasta até perto da tomada.
Zumbis são assim  mesmo, não pensam em mais nada a não ser conseguir o que lhe garanta vida por mais alguns momentos.
Passa um tempo e quando ela já está para sair dali, como que se já tivesse sugado a alma de uma pobre vítima, aproxima-se outra Zumbi... está com uma sede ainda maior... trás em suas mãos flutuantes, um notebook de 15 polegadas, com ainda mais cabos, pois, além do desfibrilador ela usa um mouse.
Sumo dali, em busca de um lugar mais seguro, longe de tomadas.


13 de fev de 2016

Documentos públicos com fé

Lei orgânica do Município de Votorantim

DAS VEDAÇÕES

 Art.  17 Ao  Município  é  vedado:

I  ‐  estabelecer  cultos  religiosos  ou  igrejas,  subvencioná‐los,  embaraçar‐lhes  o  funcionamento  ou  manter com  eles  ou  os  seus  representantes,  relações  de  dependência  ou  aliança,  ressalvada,  na  forma  da  lei,  a colaboração  de  interesse  público;

II  ‐  recusar  fé  aos  documentos  públicos;



Fala sério!
Para estarem elencados assim, em sequência. Foi para confundir ou por confusão?

Ou...
Documentos públicos tem direito de frequentar cultos religiosos?

9 de fev de 2016

Tempo de vida x Valor da vida x Qualidade de vida


Hoje vivemos mais e talvez, por isso mesmo, o valor que damos a cada minuto de vida é menor.
É como se uma vida tivesse um valor predeterminado e esse valor fosse dividido pelos minutos que vivemos. Deste modo, hoje, se é possível viver em média até 65, 70 anos, o valor do minuto é inferior do que no passado, quando uma pessoa vivia em média, 45 anos.
A brevidade da vida, no passado, parece que impulsionava as pessoas a viverem mais, aproveitarem mais cada minuto dos poucos anos de vida que teriam.
Hoje, pelo contrário, o que vemos são pessoas, correndo atrás de coisas, comprando, acumulando e deixando de viver, da forma que deveria, seus preciosos minutos, pois, têm, a vã crença de que nos minutos futuros, poderão desfrutar plenamente da vida e recompensar o tempo perdido.
Porém, o que as pessoas esquecem é que; não há volta.
Não há como recuperar o minuto perdido.
Você pode manter seu corpo em forma, porém, não será a mesma coisa que um corpo jovem saudável.
Isso sem contar nos riscos, nas surpresas que o destino nos reserva.
Quem garante que um AVC, uma doença ou fatalidade, não venha a cortar, reduzir ou modificar o tempo que resta?
Com esse desperdício de tempo, a qualidade da vida está pior.
Reflita sobre a qualidade da sua vida!
Está vivendo?

8 de fev de 2016

Namorando na cafeteria


Gosto das cafeterias.
Sou um frequentador assíduo.
Mesmo que pareça um absurdo, para alguns, pagar uma nota por um cafezinho.
Se pensar bem, vai perceber que não é só pelo café que eu gosto das cafeterias.  É pelo carinho com que se é atendido. Pelo, "boa tarde" de alguém conhecido e que ficou, realmente, feliz em te rever.
Cafeterias tem um "que" de "eu gosto de você, mesmo se você só gastar uns trocados".
Não é como entrar em uma revenda de carros, em uma clínica de estética ou loja de grife. 
Os sorrisos não são falsos.
Pode ver. Preste atenção!
Uma cafeteria só vai para frente, se as pessoas que tocam o negócio tem paixão em servir.

Assim, estava eu na cafeteria do Café do Ponto, no Shopping Iguatemi de Sorocaba, tomando meu "Sul de Minas", quando minha namorada, mandou mensagem. Estava ela no shopping de Campo Grande, muito distante daqui.
Sentou para tomar café, também, em uma cafeteria Café do Ponto e comer uma fatia de bolo, junto com os filhos.
Enviou uma foto.
Comentamos, trocamos algumas mensagens. Falamos um pouco sobre o que estávamos bebendo e brinquei...
Estamos juntos. Estou na mesa ao lado!
Sim. É uma brincadeira boba. Imagina quase 900km de distância e eu dizer isso.
Coisa de louco. Alguns vão dizer.
Claro! Vou responder.
Uma deliciosa brincadeira, que aquece o coração, como um bom café e que só os que amam vão entender.

Disk Encrenca - Entrega sem check list



Check list para entregadores de alimentos:

No estabelecimento
Todo o pedido está aqui nesta embalagem?
Tem refrigerante?
Tem troco?
Qual o endereço? (conferir no mapa se não conhecer o local)

No cliente
Se apresentar (pelo interfone e não pela buzina)
Entregar o pedido certo
Entregar a bebida certa
Entregar o troco certo e, é claro,
não esquecer de pegar o dinheiro com o cliente.


Agora eu pergunto:
É difícil as empresas adotarem esse check list?

3 de fev de 2016

Uma aliança por 10 centavos


Aprendi aos trancos e barrancos que, quanto mais nervoso eu ficava, mais eu perdia.
Mesmo assim, fiquei algumas vezes, nervoso.
Não é bom estarmos assim.
Ficamos parte cegos, parte surdos, parte burros.
Falamos demais e falamos besteiras demais.
Sempre quando fico nervoso, tento me lembrar da imagem do Pato Donald, dando seus chiliques. Pulando e quackeando.
Quanto mais nervoso, ficava, mais atrapalhado ficava, mais coisas erradas aconteciam.
Na ultima vez que perdi a cabeça, lembro de ter enfiado a aliança de casamento no bolso do shorts que estava usando.
Caminhei o supermercado. Fiz compras do dia.
Fui para o caixa. Ainda com a carga da irritação. Coisa que não devia ter feito. Devia ter esfriado a cabeça.
Enfiei a mão no bolso para pegar algo, ouvi um barulho de metal caindo e quicando.
Como estava puto demais para me ligar ao que estava acontecendo e irritado demais para por os óculos, prossegui na fila.
Logo, quem estava atrás, me chamou aponto para algo no chão e disse:
- aquilo é teu?
Aborrecido, devo ter virado com uma cara de losta, olhei para o chão, abaixou 3 peguei a Moeda de 10 centavos que estava no chão. Enquanto fazia uma cara de "putz! Pôr que me incomodou por 10 centavos?"
Fui para casa, ainda puto com o ocorrido, antes e não quis saber de pegar a aliança no shorts.
Manhã seguinte, vou pegar a aliança e cadê a dita cuja?
Corri para o supermercado e nada de alguém ter encontrando e devolvido a aliança.
Acho que estes 10 centavos, ficarão gravados para sempre. Para que eu não deixei mais a raiva tomar conta de mim.

20 de jan de 2016

Incentivos às avessas



Descontos e promoções
As empresas adotam a política de conceder descontos, prêmios e promoções para os novos clientes, enquanto que os clientes antigos, pagam os preços integrais, inclusive com os reajustes anuais.
Parece até que precisam que os clientes antigos, fiquem insatisfeitos, para:
1) Justificarem a manutenção do departamento de Atendimento ao Cliente.
2) O departamento de vendas continuar podendo vender novos produtos ou serviços, já que com os cancelamentos, dos antigos clientes, podem ter novos clientes.
3) Precisarem gastar fortunas em marketing para conquistar novos clientes.



FGTS
Nas empresas, um funcionário relapso, trabalha menos, esquenta menos a cabeça e recebe o mesmo que um bom funcionário.
O relapso, comete falhas e erros e no dia que já juntou uma "poupança" o FGTS, pede para ser demitido e recebe todos os seus "direitos".
O bom funcionário, nem dorme de noite, de preocupação com o trabalho, procura fazer tudo certo, sem falhas, atender bem, etc etc. Quando precisa sair da empresa, pede para ser demitido e o chefe dele informa:
- Querido, não posso te demitir, você tem uma ficha limpa!
- Não tem nada que eu possa usar de argumento para te mandar embora.
Ai, o bom funcionário, precisa pedir a demissão e ficar sem os "direitos" que teria se fosse demitido pela empresa.

12 de jan de 2016

Desconectados


Ao contrário do que se imagina, com a internet e todos os outros recursos da modernidade, não passamos a viver mais conectados uns aos outros.
Estamos cada dia mais isolados.
Usamos a tecnologia como maquiagem do isolamento.
Uma curtida, para um amigo solitário e já achamos que estamos kits com Deus.
Uma caretinha sorrindo, postada na publicação triste de uma pessoa é já nos regozijamos de termos feito uma boa ação.
Uma compartilhada na mensagem de socorro e já nos sentimos de alma lavada.
Usamos a tecnologia para montarmos virtualmente a nossa cara com as cores dos problemas de países distantes. Assim justificamos não arregaçarmos as mangas e trabalharmos para a solução. Pois, "fica lá longe né!"
Ao passo que fingimos de cegos com os problemas dos vizinhos e nem amamos a terra onde pisamos. "Deixa passá, senão vão me chamá, pra ajudá!"
"Verde Amarelo é cor de copa do mundo!"
Para não dizer que passamos o tempo todo olhando para o próprio umbigo, disfarçamos segurando uma tela, entre as mãos e, quando nos movimentamos, estamos correndo atrás do próprio rabo.
Incapazes de sentirmos o choro do vizinho, de ouvirmos o grito de pedido de socorro do irmão, seguimos, virtualmente, felizes e "unpluged".

3 de dez de 2015

Poema de celular




A vida é poema de momentos estressantes.
(Plena) (interessantes)


Para grandes anuidades, pequenas conta a prestações são necessárias.
(Amizades) (contra prestações)


Um louco de carrinho!
(Pouco) (carinho)


Um oi pelado de manhã!
(Pela)


O degredo da vida Félix, é sanear que nada  e foi aceso.
(Segredo) (feliz) (saber) (é por) (acaso)


E, se tudo acontece contorne o que resta escroto.
(conforme) (está) escrito)


Conforme os congênitos, não peça trampo com atributos.
(Contorne) (confrontos) (perca) (tempo) (atritos)


Segue mais leque, pelado no calor dos dias comedouros
(Seja) (leve) (pelo) (amor) (vindouros)

24 de set de 2015

A loja do meu pai


A loja do meu pai... pensei em começar a redação, assim, usando parte do título como início de frase, exatamente como uma redação escolar.
Não tem como evitar o ar de conto escolar, como aqueles sobre “a volta às aulas”, ou sobre “minhas férias”, ainda mais quando se pretende relatar fatos, pouco comuns, nos tempos atuais.
Fica um inevitável clima de “Éra uma vez...”
Contudo, a história que relato, a partir de agora, não é apenas um “conto de fadas”. É uma história real, como devem existir outras tantas, de trabalhadores no comercio, de gente do campo ou qualquer outra atividade.
Esta, pode ser considerado uma pequena história de um pequeno negócio, de uma família qualquer. Contudo, não é assim que a observo do ângulo que estou.
Meu pai tem uma loja, um pequeno comércio de variedades, no Mercado Municipal de Araraquara, sua, loja já está lá desde 1968.
Não é a primeira loja que ele abre, nem a última. É a loja entorno da qual, um mundo girou.
Lembro do olhar de menino curioso, devorando incansavelmente as prateleiras e vitrines, cintilando, a cada novidade descoberta e haviam muitas. Quase todo dia, algo de novo estava a venda.
Canivetes diferentes, calçados de trabalho, botas, cintos, uma infinidade de coisas que nem dá para relacionar.
Ora era um pente importado, ora uma caneta com tinta perfumada. Eletrônicos cheios de novidade e botões, como os rádios de 12 faixas.
Matéria prima para mil brincadeiras, engenhocas para sonhos de espião.
Produtos para atender as necessidades básicas dos clientes, não podiam faltar.
Lâminas de barbear e palhas de milho para cigarros, vendidas uma a uma, camisas, luvas de raspa de couro, congas e chuteiras, afinal, futebol é tão importante para nós, quanto o ar e o alimento.
A loja, nunca gostou de arrojos e rompantes. O pouco se mudou, foi mais por necessidade dos tempos do que por desejo. Depende-se de sua vontade, continuava com seu balcão em curva, entalhado em madeira.
Com certeza é uma loja mineira. Fica ali, no cantinho do Mercadão, de cócoras, dentro do seu próprio ritmo.
Ao mesmo tempo, como todo bom mineiro, está atenta e sempre prestativa. Braços abertos para os clientes!
A loja já teve jovens e senhores, como funcionários. Alguns, entraram crianças e saíram adultos, outros, continuam por gerações, na loja. No fim das contas, todos, de uma forma ou de outra, continuam, por lá, ou melhor dizendo, carregam parte da loja, onde quer que estejam.
Com ela, não se aprende somente o ofício de comerciar.
Aprende-se muito mais do que atender, negociar, fazer contas, dar trocos e embrulhar as compras. O que já seriam grandes lições em um mundo com tantas lojas nem ai para a instrução de seus vendedores.
São lições para a vida toda!
Aprende-se a entender a outra pessoa. Reconhecer gostos, desejos diferentes.
Respeitar as pessoas pelo que são e não pelo que aparentam ser, ou pelo dinheiro que tem na carteira. Afinal, são inúmeras as vezes em que os clientes de menores posses, se mostraram os mais fiéis.
Na loja, ninguém tem idade. Grupos não são formados por etnias, cores ou religião. Nela, todos são iguais.
É fácil ver uma rodinha de clientes, concorrentes, amigos, funcionários e patrões, conversando alegremente sobre um determinado assunto.
Gargalhadas até podem ser ouvidas nestes momentos, mas, não da loja. A loja é mineira. Seu sorriso é contido, quase um deboche.
Com ela, aprendermos a “ser gente”!
Eu e meus irmãos já trabalhamos lá, cada um ao seu modo, com suas características e seus sonhos pessoais.
Nem todos continuam com ela, mas, todos não se afastaram dela.
Até minha mãe, que embora negue e diga que não gosta da loja (deve ser uma pitada de ciúmes), já foi lá trabalhar nela, nas horas de maior sufoco.
Minhas filhas, com ela trabalham
Não foi uma vida fácil, esta da loja. Não! Não foi nada fácil, para dizer a verdade.
A contragosto já trocou de nome e trocou de cor. Já se expandiu e se retraiu.
Viu passar, na frente de sua porta, épocas de ditadura, hiperinflação, planos econômicos dos mais variados possíveis. Tempos de rédeas curtas, momentos de crescimento econômico e até “milagres eleitoreiros”.
Políticas e politicagens, viu de tudo.
De candidatos distribuindo beijinhos nas crianças, pelos corredores do Mercadão, até, ideias de transformar o lugar em restaurante público.
Viu outras lojas, vizinhas, nascerem. Algumas prosperarem outras, perecerem.
Lojas que escolheram o caminho errado, mais até, que escolheram a vocação errada e acabaram dando com os burros nágua. Porque ficaram com o nariz em pé e esqueceram quem era seu público.
Com o canto dos olhos viu, “homens da cobra” e vendedores do “baú da felicidade”, apresentarem seus produtos; malucos e bêbados, cantarolarem suas músicas, prosearem com Deus e escalarem seleções de futebol, de tempos idos.
Viu “de ladinho”, uma rodoviária chegar, trazendo milhares de novos clientes, depois viu ela partir, trazendo o vazio para os corredores do Mercadão.
Esteve ali, firme e forte (pelo menos era o que os clientes pensavam), dando crédito e de portas abertas, nos tempos de vacas magras.
Falências de empresas, desemprego na cidade. Recessão econômica, Arroxo salarial, Fim da Usina Tamoio, Crise da laranja e da cana de açúcar, de tudo já viu e sentiu na carne.
O Proálcool, já foi seu amigo e seu inimigo.
Leis malucas e populistas de tabelas de preços, congelamentos, tablitas, assombraram nas noites de sono da loja, que insistiam em entrar por sua única janela, assim com os gatunos.
Modismos chegaram, foram adotados por ela, que pendurava por todas suas prateleiras, “chaveiros do Greg”, lenços de “Porcina” e botons dos “Menudos”.
Já usou chapéu panamá, depois, chapéu de palha, os “antiquados bonés” com corte brasileiro, usou até “cata ovo” e agora usa os “dáhoramano” bonés de design gringo, mesmo assim, até hoje, no meio do ano, usa seu chapéu de caipirinha e a cada 4 anos, afirma com todas as 4 cores, sua paixão nacional.
Seu sorriso já foi negro, de altos dentes de rolos de “fumo”, Arapiracas, Jorginhos, Amarelinhos, Goianinhos...
Depois colocou na testa, “bandana” de maços de cigarros industrializados.
Leis mudaram, tempos mudaram e os cigarros sumiram, o “fumo” aos poucos está se dissipando, como a própria fumaça que produziam.
Aqui, eu devia levantar bandeira, contra o cigarro industrializado. Em defesa do fumo de corda. Pois, o cigarro industrializado é o verdadeiro vilão, que o poder público não quer enfrentar, pois gera impostos, mas, vamos deixar esta questão para uma outra história, afinal, aqui a grande estrela é a loja.
Hoje, mesmo com todos os anos acumulados, não podemos chama-la de velha senhora.
É sim, uma grande dama, cheia de atrativos e segredos.



22 de set de 2015

O planeta dos 99 centavos



Este é um estranho planeta.

Aqui, vendem produtos com preços terminados em 0,99, para criar a ilusão de produto em promoção, produto com desconto.
De cara, o logista leva 0,01 centavo de brinde.
Além disso, os preços são acrescidos de "gordura", para depois aplicarem os descontos.
O mais engraçado é que parece que os habitantes deste planeja, gostam de fingir que acreditam em descontos.

Eu mesmo já fiz uma experiência, nos tempos de jovem, quando administrava uma loja para meu pai.
Coloquei os produtos com a menor margem de lucro possível, para vender. Porém, não dava desconto.
Assim os preços ficavam os menores da praça.
Sabe quantos produtos consegui vender assim?
Nenhum!

Vou citar um exemplo:
Imagine que um belo chapéu de qualidade, estivesse sendo vendido por R$ 300,00 no preço médio na Praça.
Eu vendia os da loja por R$ 250,00.
O cliente chegava, pedia desconto, eu explicava que o preço era o menor da cidade e informava que não poderia dar mais desconto.
O cliente saia da loja, ia até a do concorrente. Lá o mesmo chapéu era vendido por R$ 350,00, com desconto promocional de R$ 40,00. O cliente comprava, ficava feliz e vinha na minha loja, me dizer que eu era um péssimo comerciante, pois meu concorrente, sim, deu R$ 40,00 de desconto.

Nestas horas não sei quem está enganando quem.
O logista feliz porque deu balão, o cliente feliz porque tomou vantagem. Cada um pensando que está enganando o outro, na verdade, está enganando a si.

15 de set de 2015

Exoesqueletos e as vitimas de AVC



Tenho visto, vários projetos de exoesqueletos para pessoas vitimas de paralisia, entretanto, nenhum destes projetos prevê a utilização do exoesqueleto pelos vítimas de AVC.
Nestes casos, diferentemente dos casos de paralisia dos membros superiores ou inferiores dos atletas, multimilionarios em seus acidentes automobilisticos ou esportivos, soldados em combate e vitimas de acidentes de trânsito, as vítimas de AVC, na maioria das vezes são pessoas de idade avançada e, portanto, consideradas pela sociedade como descartáveis. Muitas, sem condições financeiras para investirem no desenvolvimento ou compra de um exoesqueleto ou as poucas que possuem recursos financeiros, nenhum parente tem interesse que ela consiga voltar as ser independente, o que prolongaria sua vida.
Então, porque, investir em tal projeto?
Vejamos algumas questões:
Moralmente, seria digno que em reconhecimento pelo que já fizeram pela sociedade, pela educação dos filhos, etc etc, permitissemos que elas façam a escolha por usarem ou não um exoesqueleto.
Já pelo lado da saúde publica, é sabido que os gastos com os cuidados médicos dos pacientes acamados vítimas de AVC é altissimo e os maiores problemas enfrentados por estas vítimas, decorrem da falta de movimentação do corpo.
São elas, a atrofia muscular, a descalcificação óssea, as escaras a angustia e a falta de esperança da vítima e o desgaste psicológico e físico dos familiares.
Exoesqueletos, podem ser a solução
Para as pessoas que perderam lateralmente os movimentos e que possui o outro lado ativo, um exoesqueleto poderia utilizar os movimentos dos membros ativos, como referencia para os movimentos do lado oposto.
O usuário do exoesqueleto, controlaria se desejar usar o movimento, oposto ou o movimento igual ao do lado ativo.
Assim, em uma caminhada, quando o usuário, movesse a perna direita para a frente, a perna esquerda faria o movimento (memoria) para trás e assim, alternadamente e sucessivamente.
Em outra situação, o usuário escolheria o movimento idêntico, e assim, poderia sentar, quando dobrasse as pernas e o quadril.
E porque não fazer melhor e  criar um exoesqueleto que possa ser acoplado a cama, permitindo a vítima ou ao cuidador (nos casos de impossibilidade de auto controle do equipamento) a movimentação total, inclusive a colocação e retirada da vítima da cama.
Este que é um dos momentos mais delicados e que mais exigem cuidados e auxílio.
Sei que virão com o velho argumento que alguns senhores e algumas senhores, não aceitarão a ajuda de uma máquina para se locomoverem.
Contudo, eu afirmo que este é um argumento ultrapassado e inadequado.
O que as vítimas de AVC não querem é depender de outra pessoa. Se elas puderem controlar o equipamento, terão o desejo de usá-lo.
Basta que o usuário, tenha preservada a movimentação, mesmo que pequena, de parte de uma unica mão para que ele possa controlar um exoesqueleto deste tipo.
Não seria criado para tornar um soldo mais letal, nem necessitaria realizar tarefas extremamente complexas ou rapidamente.
Tudo seria realizado no tempo necessário para a preservação da vida do usuário.
E você, o que acha da ideia?
O que você pode fazer pelo projeto?
Que tal levantar esta bandeira?
Talvez você possa impulsionar o desenvolvimento, com sua ação ou doação?
Venha! Colabore, opine, realize!

Uma velha amiga dos tempos de escola

Hoje encontrei uma irmã, de uma velha amiga.
Amiga dos tempos de criança, dos tempos de escola, lá na "Escola Estadual de Primeiro Grau, Dorival Alves".
Eu ficava ali, ao seu pé, escondido do sol, nos dias quentes, durante o recreio ou nas janelas das aulas.
Sombra fresca e agradável, que eu aproveitava para ler mais um livro. As vezes um "Para Gostar de Ler", as vezes um "Sherlock Holmes".
Quando não estava lendo, colhia seus frutos dourados, semitransparentes. Cada fruto com sua semente negra, redonda.
Utilizava destas sementes, de improviso, como bolinhas de gude, com os amigos.
Lavava as mãos nas torneiras da escola, com o sumo das cascas das sementes.
Sabonete mágico, que fazia espuma e deixava os colegas curiosos.
Descobri outras brincadeiras, com as sementes:
De guardar as sementes, dentro de um frasco de Shampoo Johnson, com água. Para que depois de uns dias, as sementes triplicassem de tamanho o que fazia com que  estourassem o frasco, pela pressão que provocavam por dentro. Transformando-as, assim, em excelente matéria prima para uma inofensiva bomba relógio.
De usar como munição para estilinge, mas, nada superava a eficácia das sementes de mamona, para este fim. Então, as sementes, eram usadas somente em momentos de extrema necessidade de munição extra.
Hoje, depois de tantos anos, volto a encontrar uma destas árvores saboneteiras, carregada de frutos.
Hoje, seus frutos não estão dourados, estão castanhos, suas sementes, porém, continuam como sempre foram.
Naturais pérolas negras.



Para saber mais: Acesse Fruta de Sabão, na Wikipédia


16 de jun de 2015

Mundo real x Mundo imaginário 8 - BK Cheddar Duplo - Burger King

O anunciado no mundo imaginário
BK Cheddar Duplo - Burger King
 Pão preto integral com gergelim, dois hambúrgueres grelhados, queijo cheddar cremoso e pedacinhos de cebolas defumadas.

O lanche real
No combo, acompanhado de batatas fritas (média) e refri médio (refil grátis) por R$ 21,90.