8 de fev de 2016

Disk Encrenca - Entrega sem check list



Check list para entregadores de alimentos:

No estabelecimento
Todo o pedido está aqui nesta embalagem?
Tem refrigerante?
Tem troco?
Qual o endereço? (conferir no mapa se não conhecer o local)

No cliente
Se apresentar (pelo interfone e não pela buzina)
Entregar o pedido certo
Entregar a bebida certa
Entregar o troco certo e, é claro,
não esquecer de pegar o dinheiro com o cliente.


Agora eu pergunto:
É difícil as empresas adotarem esse check list?

3 de fev de 2016

Uma aliança por 10 centavos


Aprendi aos trancos e barrancos que, quanto mais nervoso eu ficava, mais eu perdia.
Mesmo assim, fiquei algumas vezes, nervoso.
Não é bom estarmos assim.
Ficamos parte cegos, parte surdos, parte burros.
Falamos demais e falamos besteiras demais.
Sempre quando fico nervoso, tento me lembrar da imagem do Pato Donald, dando seus chiliques. Pulando e quackeando.
Quanto mais nervoso, ficava, mais atrapalhado ficava, mais coisas erradas aconteciam.
Na ultima vez que perdi a cabeça, lembro de ter enfiado a aliança de casamento no bolso do shorts que estava usando.
Caminhei o supermercado. Fiz compras do dia.
Fui para o caixa. Ainda com a carga da irritação. Coisa que não devia ter feito. Devia ter esfriado a cabeça.
Enfiei a mão no bolso para pegar algo, ouvi um barulho de metal caindo e quicando.
Como estava puto demais para me ligar ao que estava acontecendo e irritado demais para por os óculos, prossegui na fila.
Logo, quem estava atrás, me chamou aponto para algo no chão e disse:
- aquilo é teu?
Aborrecido, devo ter virado com uma cara de losta, olhei para o chão, abaixou 3 peguei a Moeda de 10 centavos que estava no chão. Enquanto fazia uma cara de "putz! Pôr que me incomodou por 10 centavos?"
Fui para casa, ainda puto com o ocorrido, antes e não quis saber de pegar a aliança no shorts.
Manhã seguinte, vou pegar a aliança e cadê a dita cuja?
Corri para o supermercado e nada de alguém ter encontrando e devolvido a aliança.
Acho que estes 10 centavos, ficarão gravados para sempre. Para que eu não deixei mais a raiva tomar conta de mim.

20 de jan de 2016

Incentivos às avessas



Descontos e promoções
As empresas adotam a política de conceder descontos, prêmios e promoções para os novos clientes, enquanto que os clientes antigos, pagam os preços integrais, inclusive com os reajustes anuais.
Parece até que precisam que os clientes antigos, fiquem insatisfeitos, para:
1) Justificarem a manutenção do departamento de Atendimento ao Cliente.
2) O departamento de vendas continuar podendo vender novos produtos ou serviços, já que com os cancelamentos, dos antigos clientes, podem ter novos clientes.
3) Precisarem gastar fortunas em marketing para conquistar novos clientes.



FGTS
Nas empresas, um funcionário relapso, trabalha menos, esquenta menos a cabeça e recebe o mesmo que um bom funcionário.
O relapso, comete falhas e erros e no dia que já juntou uma "poupança" o FGTS, pede para ser demitido e recebe todos os seus "direitos".
O bom funcionário, nem dorme de noite, de preocupação com o trabalho, procura fazer tudo certo, sem falhas, atender bem, etc etc. Quando precisa sair da empresa, pede para ser demitido e o chefe dele informa:
- Querido, não posso te demitir, você tem uma ficha limpa!
- Não tem nada que eu possa usar de argumento para te mandar embora.
Ai, o bom funcionário, precisa pedir a demissão e ficar sem os "direitos" que teria se fosse demitido pela empresa.

12 de jan de 2016

Desconectados


Ao contrário do que se imagina, com a internet e todos os outros recursos da modernidade, não passamos a viver mais conectados uns aos outros.
Estamos cada dia mais isolados.
Usamos a tecnologia como maquiagem do isolamento.
Uma curtida, para um amigo solitário e já achamos que estamos kits com Deus.
Uma caretinha sorrindo, postada na publicação triste de uma pessoa é já nos regozijamos de termos feito uma boa ação.
Uma compartilhada na mensagem de socorro e já nos sentimos de alma lavada.
Usamos a tecnologia para montarmos virtualmente a nossa cara com as cores dos problemas de países distantes. Assim justificamos não arregaçarmos as mangas e trabalharmos para a solução. Pois, "fica lá longe né!"
Ao passo que fingimos de cegos com os problemas dos vizinhos e nem amamos a terra onde pisamos. "Deixa passá, senão vão me chamá, pra ajudá!"
"Verde Amarelo é cor de copa do mundo!"
Para não dizer que passamos o tempo todo olhando para o próprio umbigo, disfarçamos segurando uma tela, entre as mãos e, quando nos movimentamos, estamos correndo atrás do próprio rabo.
Incapazes de sentirmos o choro do vizinho, de ouvirmos o grito de pedido de socorro do irmão, seguimos, virtualmente, felizes e "unpluged".

3 de dez de 2015

Poema de celular




A vida é poema de momentos estressantes.
(Plena) (interessantes)


Para grandes anuidades, pequenas conta a prestações são necessárias.
(Amizades) (contra prestações)


Um louco de carrinho!
(Pouco) (carinho)


Um oi pelado de manhã!
(Pela)


O degredo da vida Félix, é sanear que nada  e foi aceso.
(Segredo) (feliz) (saber) (é por) (acaso)


E, se tudo acontece contorne o que resta escroto.
(conforme) (está) escrito)


Conforme os congênitos, não peça trampo com atributos.
(Contorne) (confrontos) (perca) (tempo) (atritos)


Segue mais leque, pelado no calor dos dias comedouros
(Seja) (leve) (pelo) (amor) (vindouros)

24 de set de 2015

A loja do meu pai


A loja do meu pai... pensei em começar a redação, assim, usando parte do título como início de frase, exatamente como uma redação escolar.
Não tem como evitar o ar de conto escolar, como aqueles sobre “a volta às aulas”, ou sobre “minhas férias”, ainda mais quando se pretende relatar fatos, pouco comuns, nos tempos atuais.
Fica um inevitável clima de “Éra uma vez...”
Contudo, a história que relato, a partir de agora, não é apenas um “conto de fadas”. É uma história real, como devem existir outras tantas, de trabalhadores no comercio, de gente do campo ou qualquer outra atividade.
Esta, pode ser considerado uma pequena história de um pequeno negócio, de uma família qualquer. Contudo, não é assim que a observo do ângulo que estou.
Meu pai tem uma loja, um pequeno comércio de variedades, no Mercado Municipal de Araraquara, sua, loja já está lá desde 1968.
Não é a primeira loja que ele abre, nem a última. É a loja entorno da qual, um mundo girou.
Lembro do olhar de menino curioso, devorando incansavelmente as prateleiras e vitrines, cintilando, a cada novidade descoberta e haviam muitas. Quase todo dia, algo de novo estava a venda.
Canivetes diferentes, calçados de trabalho, botas, cintos, uma infinidade de coisas que nem dá para relacionar.
Ora era um pente importado, ora uma caneta com tinta perfumada. Eletrônicos cheios de novidade e botões, como os rádios de 12 faixas.
Matéria prima para mil brincadeiras, engenhocas para sonhos de espião.
Produtos para atender as necessidades básicas dos clientes, não podiam faltar.
Lâminas de barbear e palhas de milho para cigarros, vendidas uma a uma, camisas, luvas de raspa de couro, congas e chuteiras, afinal, futebol é tão importante para nós, quanto o ar e o alimento.
A loja, nunca gostou de arrojos e rompantes. O pouco se mudou, foi mais por necessidade dos tempos do que por desejo. Depende-se de sua vontade, continuava com seu balcão em curva, entalhado em madeira.
Com certeza é uma loja mineira. Fica ali, no cantinho do Mercadão, de cócoras, dentro do seu próprio ritmo.
Ao mesmo tempo, como todo bom mineiro, está atenta e sempre prestativa. Braços abertos para os clientes!
A loja já teve jovens e senhores, como funcionários. Alguns, entraram crianças e saíram adultos, outros, continuam por gerações, na loja. No fim das contas, todos, de uma forma ou de outra, continuam, por lá, ou melhor dizendo, carregam parte da loja, onde quer que estejam.
Com ela, não se aprende somente o ofício de comerciar.
Aprende-se muito mais do que atender, negociar, fazer contas, dar trocos e embrulhar as compras. O que já seriam grandes lições em um mundo com tantas lojas nem ai para a instrução de seus vendedores.
São lições para a vida toda!
Aprende-se a entender a outra pessoa. Reconhecer gostos, desejos diferentes.
Respeitar as pessoas pelo que são e não pelo que aparentam ser, ou pelo dinheiro que tem na carteira. Afinal, são inúmeras as vezes em que os clientes de menores posses, se mostraram os mais fiéis.
Na loja, ninguém tem idade. Grupos não são formados por etnias, cores ou religião. Nela, todos são iguais.
É fácil ver uma rodinha de clientes, concorrentes, amigos, funcionários e patrões, conversando alegremente sobre um determinado assunto.
Gargalhadas até podem ser ouvidas nestes momentos, mas, não da loja. A loja é mineira. Seu sorriso é contido, quase um deboche.
Com ela, aprendermos a “ser gente”!
Eu e meus irmãos já trabalhamos lá, cada um ao seu modo, com suas características e seus sonhos pessoais.
Nem todos continuam com ela, mas, todos não se afastaram dela.
Até minha mãe, que embora negue e diga que não gosta da loja (deve ser uma pitada de ciúmes), já foi lá trabalhar nela, nas horas de maior sufoco.
Minhas filhas, com ela trabalham
Não foi uma vida fácil, esta da loja. Não! Não foi nada fácil, para dizer a verdade.
A contragosto já trocou de nome e trocou de cor. Já se expandiu e se retraiu.
Viu passar, na frente de sua porta, épocas de ditadura, hiperinflação, planos econômicos dos mais variados possíveis. Tempos de rédeas curtas, momentos de crescimento econômico e até “milagres eleitoreiros”.
Políticas e politicagens, viu de tudo.
De candidatos distribuindo beijinhos nas crianças, pelos corredores do Mercadão, até, ideias de transformar o lugar em restaurante público.
Viu outras lojas, vizinhas, nascerem. Algumas prosperarem outras, perecerem.
Lojas que escolheram o caminho errado, mais até, que escolheram a vocação errada e acabaram dando com os burros nágua. Porque ficaram com o nariz em pé e esqueceram quem era seu público.
Com o canto dos olhos viu, “homens da cobra” e vendedores do “baú da felicidade”, apresentarem seus produtos; malucos e bêbados, cantarolarem suas músicas, prosearem com Deus e escalarem seleções de futebol, de tempos idos.
Viu “de ladinho”, uma rodoviária chegar, trazendo milhares de novos clientes, depois viu ela partir, trazendo o vazio para os corredores do Mercadão.
Esteve ali, firme e forte (pelo menos era o que os clientes pensavam), dando crédito e de portas abertas, nos tempos de vacas magras.
Falências de empresas, desemprego na cidade. Recessão econômica, Arroxo salarial, Fim da Usina Tamoio, Crise da laranja e da cana de açúcar, de tudo já viu e sentiu na carne.
O Proálcool, já foi seu amigo e seu inimigo.
Leis malucas e populistas de tabelas de preços, congelamentos, tablitas, assombraram nas noites de sono da loja, que insistiam em entrar por sua única janela, assim com os gatunos.
Modismos chegaram, foram adotados por ela, que pendurava por todas suas prateleiras, “chaveiros do Greg”, lenços de “Porcina” e botons dos “Menudos”.
Já usou chapéu panamá, depois, chapéu de palha, os “antiquados bonés” com corte brasileiro, usou até “cata ovo” e agora usa os “dáhoramano” bonés de design gringo, mesmo assim, até hoje, no meio do ano, usa seu chapéu de caipirinha e a cada 4 anos, afirma com todas as 4 cores, sua paixão nacional.
Seu sorriso já foi negro, de altos dentes de rolos de “fumo”, Arapiracas, Jorginhos, Amarelinhos, Goianinhos...
Depois colocou na testa, “bandana” de maços de cigarros industrializados.
Leis mudaram, tempos mudaram e os cigarros sumiram, o “fumo” aos poucos está se dissipando, como a própria fumaça que produziam.
Aqui, eu devia levantar bandeira, contra o cigarro industrializado. Em defesa do fumo de corda. Pois, o cigarro industrializado é o verdadeiro vilão, que o poder público não quer enfrentar, pois gera impostos, mas, vamos deixar esta questão para uma outra história, afinal, aqui a grande estrela é a loja.
Hoje, mesmo com todos os anos acumulados, não podemos chama-la de velha senhora.
É sim, uma grande dama, cheia de atrativos e segredos.



22 de set de 2015

O planeta dos 99 centavos



Este é um estranho planeta.

Aqui, vendem produtos com preços terminados em 0,99, para criar a ilusão de produto em promoção, produto com desconto.
De cara, o logista leva 0,01 centavo de brinde.
Além disso, os preços são acrescidos de "gordura", para depois aplicarem os descontos.
O mais engraçado é que parece que os habitantes deste planeja, gostam de fingir que acreditam em descontos.

Eu mesmo já fiz uma experiência, nos tempos de jovem, quando administrava uma loja para meu pai.
Coloquei os produtos com a menor margem de lucro possível, para vender. Porém, não dava desconto.
Assim os preços ficavam os menores da praça.
Sabe quantos produtos consegui vender assim?
Nenhum!

Vou citar um exemplo:
Imagine que um belo chapéu de qualidade, estivesse sendo vendido por R$ 300,00 no preço médio na Praça.
Eu vendia os da loja por R$ 250,00.
O cliente chegava, pedia desconto, eu explicava que o preço era o menor da cidade e informava que não poderia dar mais desconto.
O cliente saia da loja, ia até a do concorrente. Lá o mesmo chapéu era vendido por R$ 350,00, com desconto promocional de R$ 40,00. O cliente comprava, ficava feliz e vinha na minha loja, me dizer que eu era um péssimo comerciante, pois meu concorrente, sim, deu R$ 40,00 de desconto.

Nestas horas não sei quem está enganando quem.
O logista feliz porque deu balão, o cliente feliz porque tomou vantagem. Cada um pensando que está enganando o outro, na verdade, está enganando a si.

15 de set de 2015

Exoesqueletos e as vitimas de AVC



Tenho visto, vários projetos de exoesqueletos para pessoas vitimas de paralisia, entretanto, nenhum destes projetos prevê a utilização do exoesqueleto pelos vítimas de AVC.
Nestes casos, diferentemente dos casos de paralisia dos membros superiores ou inferiores dos atletas, multimilionarios em seus acidentes automobilisticos ou esportivos, soldados em combate e vitimas de acidentes de trânsito, as vítimas de AVC, na maioria das vezes são pessoas de idade avançada e, portanto, consideradas pela sociedade como descartáveis. Muitas, sem condições financeiras para investirem no desenvolvimento ou compra de um exoesqueleto ou as poucas que possuem recursos financeiros, nenhum parente tem interesse que ela consiga voltar as ser independente, o que prolongaria sua vida.
Então, porque, investir em tal projeto?
Vejamos algumas questões:
Moralmente, seria digno que em reconhecimento pelo que já fizeram pela sociedade, pela educação dos filhos, etc etc, permitissemos que elas façam a escolha por usarem ou não um exoesqueleto.
Já pelo lado da saúde publica, é sabido que os gastos com os cuidados médicos dos pacientes acamados vítimas de AVC é altissimo e os maiores problemas enfrentados por estas vítimas, decorrem da falta de movimentação do corpo.
São elas, a atrofia muscular, a descalcificação óssea, as escaras a angustia e a falta de esperança da vítima e o desgaste psicológico e físico dos familiares.
Exoesqueletos, podem ser a solução
Para as pessoas que perderam lateralmente os movimentos e que possui o outro lado ativo, um exoesqueleto poderia utilizar os movimentos dos membros ativos, como referencia para os movimentos do lado oposto.
O usuário do exoesqueleto, controlaria se desejar usar o movimento, oposto ou o movimento igual ao do lado ativo.
Assim, em uma caminhada, quando o usuário, movesse a perna direita para a frente, a perna esquerda faria o movimento (memoria) para trás e assim, alternadamente e sucessivamente.
Em outra situação, o usuário escolheria o movimento idêntico, e assim, poderia sentar, quando dobrasse as pernas e o quadril.
E porque não fazer melhor e  criar um exoesqueleto que possa ser acoplado a cama, permitindo a vítima ou ao cuidador (nos casos de impossibilidade de auto controle do equipamento) a movimentação total, inclusive a colocação e retirada da vítima da cama.
Este que é um dos momentos mais delicados e que mais exigem cuidados e auxílio.
Sei que virão com o velho argumento que alguns senhores e algumas senhores, não aceitarão a ajuda de uma máquina para se locomoverem.
Contudo, eu afirmo que este é um argumento ultrapassado e inadequado.
O que as vítimas de AVC não querem é depender de outra pessoa. Se elas puderem controlar o equipamento, terão o desejo de usá-lo.
Basta que o usuário, tenha preservada a movimentação, mesmo que pequena, de parte de uma unica mão para que ele possa controlar um exoesqueleto deste tipo.
Não seria criado para tornar um soldo mais letal, nem necessitaria realizar tarefas extremamente complexas ou rapidamente.
Tudo seria realizado no tempo necessário para a preservação da vida do usuário.
E você, o que acha da ideia?
O que você pode fazer pelo projeto?
Que tal levantar esta bandeira?
Talvez você possa impulsionar o desenvolvimento, com sua ação ou doação?
Venha! Colabore, opine, realize!

Uma velha amiga dos tempos de escola

Hoje encontrei uma irmã, de uma velha amiga.
Amiga dos tempos de criança, dos tempos de escola, lá na "Escola Estadual de Primeiro Grau, Dorival Alves".
Eu ficava ali, ao seu pé, escondido do sol, nos dias quentes, durante o recreio ou nas janelas das aulas.
Sombra fresca e agradável, que eu aproveitava para ler mais um livro. As vezes um "Para Gostar de Ler", as vezes um "Sherlock Holmes".
Quando não estava lendo, colhia seus frutos dourados, semitransparentes. Cada fruto com sua semente negra, redonda.
Utilizava destas sementes, de improviso, como bolinhas de gude, com os amigos.
Lavava as mãos nas torneiras da escola, com o sumo das cascas das sementes.
Sabonete mágico, que fazia espuma e deixava os colegas curiosos.
Descobri outras brincadeiras, com as sementes:
De guardar as sementes, dentro de um frasco de Shampoo Johnson, com água. Para que depois de uns dias, as sementes triplicassem de tamanho o que fazia com que  estourassem o frasco, pela pressão que provocavam por dentro. Transformando-as, assim, em excelente matéria prima para uma inofensiva bomba relógio.
De usar como munição para estilinge, mas, nada superava a eficácia das sementes de mamona, para este fim. Então, as sementes, eram usadas somente em momentos de extrema necessidade de munição extra.
Hoje, depois de tantos anos, volto a encontrar uma destas árvores saboneteiras, carregada de frutos.
Hoje, seus frutos não estão dourados, estão castanhos, suas sementes, porém, continuam como sempre foram.
Naturais pérolas negras.



Para saber mais: Acesse Fruta de Sabão, na Wikipédia


16 de jun de 2015

Mundo real x Mundo imaginário 8 - BK Cheddar Duplo - Burger King

O anunciado no mundo imaginário
BK Cheddar Duplo - Burger King
 Pão preto integral com gergelim, dois hambúrgueres grelhados, queijo cheddar cremoso e pedacinhos de cebolas defumadas.

O lanche real
No combo, acompanhado de batatas fritas (média) e refri médio (refil grátis) por R$ 21,90.

24 de abr de 2015

Estamos todos emburrecendo


Até pensei em deixar passar estes pequenos fatos, mas, a frequência está cada dia maior.
Então, isto me assusta.
Parece que cada dia que passa as pessoas estão ficando mais desligadas, esquecendo como faz contas, deixando de lembrar como atender uma pessoa. Como ser gentil.

Vamos aos fatos:

Cena 1)
Funcionária da loja, tem que cobrar R$ 18,50 de um cliente.
Cliente entrega R$ 20,00 e pergunta se R$ 0,50 facilitaria o troco.
Funcionária fica confusa, pensa um pouco. Na dúvida pega os R$ 0,50 e devolve para a cliente, R$ 1,50 + R$ 0,50 em moedas.

Cena 2)
Caixa da lojas Americanas em Campinas, em um dos shoppings chics.
Cliente pergunta, tem pendrive de 16Gb? Pegue aquele ali amarelo, de R$ 30,00, atrás de você.
Caixa responde: Não temos pendrive de R$ 30,00,00. Temos este aqui, de R$ 29,99, de 16Gb.
Respondo ironicamente: A bom, poxa, eu pensei que fosse de R$ 30,00, ainda bem né que é de R$ 29,99.

Cena 3)
Loja nova com nome de JellyBread, no Shopping Iguatemi de Campinas.
Cliente: Olá! Do que é feito este (nome do doce) de Pêra? O nome do doce, estava em uma plaquinha indicativa.
Atendente: Ele é feito com pêra.
Cliente já chateada: Sei! E este doce (fala o nome do doce) de Damasco, como ele é?
Atendemente: Bem, esse ai, eu acho que vai damasco.
Cliente já inconformada: Tá bom, então faz o seguinte, arruma para mim um cardápio, que vou escolher lá na mesa.
Atendoente: Vira, pega dois cardápios e entrega para a cliente.
Cliente, olha os cardápios e constata que neles, só tem salgados e lanches. Sequer um pirulito, está listado no cardápio.
(Neste caso, várias outras atrapalhadas, ocorreram, mas, isto, já é matéria para outra publicação.)

Estes três pequenos fatos, são uma leve amostra de para onde está caminhando o atendimento.
Estamos em uma era onde o "self" tem prioridade.
Garçons não esperam o cliente passar na frente dele, quando se cruzam no estabelecimento.
Funcionários ficam conversando entre si, na frente do cliente, como se ele nem existisse. Inclusive no caixa, recebendo o pagamento do cliente e dando o troco.

No meu conceito, os gerentes, os proprietários os "donos da bola" são mais responsáveis por estas atitudes do que os funcionários.
Mas estes, não ficam isentos, totalmente da responsabilidade.
Claro que se o "chefe" não serve de exemplo de qualidade de atendimento, ou se a empresa não tem normas de educação, o funcionário não irá agir da forma adequada, porém, se ele desejar, ele pode sim, se destacar e agir com todo o respeito que o cliente (que é quem paga o salário do funcionário, seja ele de empresa privada ou pública) merece.
E dai, tratar o cliente com respeito, em uma empresa que dá a mínima para isso? O que eu ganho com isso, pode um atendente perguntar.
Ganha, que em um mundo de desqualificados e desinteressados, quem atende com qualidade, reluz, como diamante. Será notado por alguém que fará uma proposta de trabalho, bem mais interessante, para ele.
Não escorregue ladeira abaixo! Não se emburreça!
É preciso amar seus clientes, como se não houvesse amanhã...

Mundo real x Mundo imaginário 7 - Panquecas Dukan



As deliciosas e saudáveis panquecas Dr. Dukan, na concepção artística da agência de publicidade...



As panquecas com gosto de caixa de sapato (sem o sapato, claro), na vida real.
Produzidas, exatamente, como manda a receita da caixinha.

4 de abr de 2015

A eterna insatisfação das mulheres


As mulheres, são insatisfeitas por natureza.
Esta característica é ao mesmo tempo, uma de suas qualidades e um de seus defeitos.
Não importa o que você faz, como faz, o quanto faz, um dia, mesmo que seja perfeito ou desleixado, gentil ou grosso, autoritário ou submisso, cordial ou prepotente ela cansará de você.

23 de fev de 2015

Inventos ainda não inventados VI - Corrimão de escada rolante com indicação de sentido

Já que esta se tornando um hábito comum nas lojas e shoppings, alterarem os sentidos das escadas rolantes, pois, acreditam que assim, reduzem o desgaste das mesmas, pergunto:
Porque ainda não inventaram corrimão de escada rolante que tenha na borracha, pequenas listras coloridas.
Elas serviriam para indicar o sentido em que a escada rolante está funcionando, bem antes que a pessoa, tenha que chegar pertinho para descobri que está do lado errado.
Em Sorocaba, caso clássico de confusão é no Walmart, pois, as pessoas entram pelo estacionamento, bem no meio entre as escadas e não sabem para qual lado devem ir.
Pior é no Shopping Cidade, onde cada dia as escadas rolantes estão em um sentido. Ora sobem, ora descem.
Vai a dica das listras, tanto para os fabricantes da borracha do corrimão, como para o pessoal de publicidade, que pode associar uma marca, a esta importante função de alerta.
Abraços,
Gostou da ideia? Comente, divulgue!

Amores reciclados

Ontem, enquanto caminhava, notei, parado no semáforo, uma kombi, velha, surrada, dessas que algumas pessoas usam para recolher material para reciclagem, da cor já não era branca e sobre ela tinha um bagageiro, preso a ele, com cordas também surradas, um gigantesco ursão de pelúcia, era transportado.
Me lembrei do King Kong, sendo levado para longe do seu lar...
Aquele ursão, que já foi simbolo de um grande amor, agora seguia para sabe lá, onde.
Seguie ele, melancólico, por deixar uma história para trás e ao mesmo tempo alegre porque ia viver uma nova história.
Acho que ele sentia que agora sim, ia brincar, rolar na mão de uma criança, correr pelas calçadas, comer papás imaginários. Ver o sorriso de uma criança que só ganha presentes de 2ª mão.
Não ficaria mais, ali no canto, esperando sua dona chegar, com seus humores bipolares, característicos de todo relacionamento apaixonado.
Sendo chutado e socado quando as coisas não estavam bem, apertado e molhado por águas salgadas, nos momentos de tristeza e afagado e aquecido quando tudo estava mil maravilhas entre o casal apaixonado.
Vi a cena, não fotografei, nem relatei. Guardei para mim, porém, hoje, na hora do almoço, quando estou saindo do plantão, para ir no shopping ao lado, vejo um caminhão de reciclagem, carregado até a boca de cacarecos, passando.
Magicamente, a soma de um vento brincalhão, com um arteiro buraco, fazem com que o conteúdo do caminhão sacoleje e despeje no chão um trapo e um coração de pelúcia.
Também grande, pouco usado. Este inclusive parecia de um amor mais breve. Alguma relação que não durou muito tempo.
Tinha ele dois braços vermelhos, que ficaram abertos, ali, no meio fio.
Corações são bobos!
Mesmo ali, ele continuava sorrindo.
Passaram algumas motos, alguns carros, ao seu lado, até que um casal se aproxima, já maduros, ainda andando lado a lado.
Ela para, se abaixa, estende sua mão e acolhe aquele coração perdido.
Seguem, então, os três, de mãos dadas.
Decidi fotografar a cena, mas, corações são tímidos. Toda vez que eu apontava a câmera do smartphone ele se virava, ficava de perfil.
Então, caminhei, tentando entender tudo aquilo e cheguei a uma conclusão:
Se até os ursos de pelúcia e os corações com braços podem ser reciclados e começarem uma nova história, o que impede uma pessoa de se reciclar e viver um novo amor, uma nova vida?

21 de dez de 2014

Dicas de lazer gratuito em Sorocaba

City Tour = Passeio no carro de um corretor, pela cidade, fingindo que vai comprar um imóvel.
Parque de diversões = Levar as crianças para brincar nos equipamentos em demonstração  na Polishop.
Relaxamento = Deitar , sem ficha, nas cadeiras de massagem dos shoppings.
Tour Gastronômico = Degustação de produtos em supermercados.
Aventura Radical = Usar o carrinho elétrico de deficiente dos shoppings e supermercados.
Praticar esporte = jogar ping pong, andar de bicicleta, arremessar dardos, chutar bolas, dentro da Decathon.
Atletismo = Correr de "pipoca" para não pagar a inscrição da prova.
Missa Anual = Ir na missa no dia de Santo Antonio, para descolar bolo e pães de graça.

Roseiras


Gosto de pessoas que cultivam rosas, de casas com roseiras, bairros com roseirais.
Noto que neste mundo de cultura selfie, as roseiras estão ficando raras, afinal, cultivar rosas é um exercício de dedicação, é um ato de devoção a um ser tão frágil.
Cuidar de uma roseira é tratar a rosa, como algo mais importante do que a pessoa que cuida dela.
A ausência de roseiras, nas cidades é um reflexo do pensamento da sociedade atual.
Ninguém mais "tem tempo" ou quer saber de cuidar de outra pessoa.
Regar, periodicamente uma relação, com gotas de incentivo, retirar os pulgões de incompreensão, proteger do sol excessivo do brilho próprio, podar desvios de sintônia e adubar com amor, está fora de moda.

Sigo procurando roseiras, pois, onde as encontro, sei que tem alguem que ainda se importa com outras pessoas.

16 de ago de 2014

Sorocaba 360 anos

Estava aqui, pensando... "Que foto devo escolher para homenagear Sorocaba, neste aniversário de 360 anos?"
Vivi 14 anos em Sorocaba, foram 441.806.400 segundos, a gigantesca maioria deles, segundos bons. Alguns segundos muito, muito especiais.
Uma foto é um registro de fração de segundos, então, qual das fotos que registrei (quem me conhece sabe que fotografo, quase tudo), representaria melhor os anos vividos em Sorocaba?
Abri a pasta de imagens no meu notebook e comecei a olha-las...
Flagrantes nas praças, viagens com amigos, confraternizações, registros de situações engraçadas, lugares, flores, animais, gente andando, rindo, chorando, sozinha e acompanhadas. Fotos de casamento, de lua de mel, de jantares românticos e passeios, tudo com Sorocaba, como pano de fundo.
São fotos com qualidade variadas, desde instantâneos registrados com os primitivos celulares (para não perder o registro único, da fração de momento) até fotos planejadas e com câmera razoável.
Não são "Cartier Bresson", não são "Sebastião Salgado", nem sensuais como "J. R. Duran", o que salva estas fotos é a qualidade, a beleza, o conteúdo da modelo. Esta cidade com inúmeros contrastes, incontáveis cantinhos especiais e tantos lugares comuns.
Levaria horas para olhar todas, relembrando cada momento, o dia passaria e eu não teria publicado uma homenagem, então, decidi por uma "qualquer".
É a imagem da expectativa do nascimento do sol.
O que se vê, ainda é apenas o seu brilho refletido no céu.
Mesmo assim, quem presencia este momento, com toda certeza, se enche de esperança de que o dia, que está nascendo, será bom.
Sorocaba é assim, a soma de 131.490 dias, de esperança e luta, de cada um que viveu e vive nela, para que o dia que nasce, seja um ótimo dia.

24 de mai de 2014

Lágrimas na chuva

 

Quando precisar chorar em segredo,
chore na chuva.
Ela abafará seus soluços, lavará seu rosto e,
guardará teu segredo.

20 de mai de 2014

A vida é uma roda gigante




A vida é uma "roda gigante", tem momentos no alto, momentos lá embaixo e, não importa se o seu ingresso é VIP ou CORTESIA, se souber brincar, será feliz!

16 de mai de 2014

Canção do Brasil


(Letra original: Canção da América - Milton Nascimento)
(Sacanagem com a letra: Márcio Eiras)


Cartão de amigo é coisa para se esquecer
Debaixo de sete folhas
Dentro do gavetão
Assim falava a canção que no Brasil ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo curtir (o perfil do concorrente)

Mas quem ficou, no pensamento se irritou
Com orçamento que com o outro ele fechou
E quem comprou, nem no pensamento ficou
A lembrança que o cartão o outro lhe entregou

Cartão de Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do porta treco
Mesmo que o tempo e a distância digam "quem?"
Mesmo esquecendo a feição
O que importa é ouvir
A voz que vem do bolsão

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, "muy amigo", eu vou
Me Vingar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se "acertar"

10 de mai de 2014

Do Avesso


Nota 10 para o pessoal que faz as comidinhas da Rotisserie da Padaria Real.
Os pratos são deliciosos!



Nota 3 para o funcionário que lacra as embalagens (sim, nota 3, afinal ele conseguiu lacrar) só inverteu o lado.

27 de abr de 2014

Selfie life


Em 8 dias de viagem, tirei algo em torno de 1000 fotos, das quais 600 eu selecionei como as melhores, deletando as restantes.
Em apenas 2 momentos eu fiz autorretrato.
Por outro lado, andando pela praia, só vi pessoas fazendo suas "selfies".
Não vi as pessoas, olhando a areia onde pisa, o sol que a cobre, ou o horizonte e as ondas.
Nenhuma foto sendo feita sem que a pessoa estivesse no foco central.
No Forte São João, não fotografam os canhões. Fotografam os canhões do lado das pessoas.
A cada flash, mais e mais, está sendo sedimentada a ideia de que o "EU" deve prevalecer e suplantar todas as outras coisas. Que nada mais é importante do que a própria pessoa que esta se fotografando.
Tenho receio deste comportamento e onde ele nos levará.

26 de abr de 2014

Medicamentos


"Ao despertar, tome um complexo vitamínico com estimulante, pois, não dormiu direito e precisa estar disposto o dia todo.
No almoço, tome um anti-ansiolítico para baixar a pressão, para não explodir com a carga do dia.
No meio da tarde, tome um regulador de pressão para não deixar ela cair demais.
Se notar uma queimação do estômago, durante a tarde, tome um remédio para úlcera, já que os medicamentos anteriores, provocam úlceras.
No começo da noite, tome um estimulante de apetite, pois, você precisa comer para manter seu corpo funcionando.
No jantar, tome um inibidor de apetite, para não ficar assaltando a geladeira, depois.
Ao deitar, tome um calmante, para poder dormir.
Procure dormir, cedo, em um lugar escuro e calmo.

Obs.: Procure comprar os remédios, na farmácia X, e das marcas indicadas.
Assim, ganharei os meus brindes pelas indicações."


Como seria, mais tranquila, a vida de boa parte das pessoas, se descobrissem que passam metade do tempo, "remediando" sintomas que elas mesmas causaram.

19 de abr de 2014

Um bom dia para meditar


Se existe um bom dia para meditar, é este!
Contas para pagar a mais de 200km de distância, me aguardando em casa.
Eu sentado no banco da praça. De um lado o mar, do outro a capela.
Um som único, formando em meus ouvidos, pela união do mar quebrando na praia, junto com o som do piano e dos instrumentos de sopro, da música barroca.
A tarde caindo, a brisa fresca e, lá na frente, a esposa fazendo relaxamento, no quiosque "zen".