8 de jan de 2017

Intolerância a lactose

Intolerância a lactose



Assim definem os sites e blogs que abordam o tema:
"A intolerância à lactose é a doença bem comum, provocada pela incapacidade de digerir lactose, um açúcar encontrado no leite e nos laticínios. A falta da lactase, enzima que digere a lactose, leva ao aparecimento de sintomas gastrointestinais sempre que um produto à base de leite é consumido.
A intolerância à lactose não costuma ser uma doença grave, mas os seus sintomas podem ser bastante incômodos.

Por outro lado, observando as estatísticas, chego a uma outra conclusão:
70% entre os ocidentais (inclusive brasileiros) e 99% entre os orientais (japoneses, por exemplo) são intolerantes a lactose.
Biologicamente, desenvolvemos a enzima lactase somente na fase de amamentação como uma forma de quebrar a lactose presente no leite materno.
Entretanto, por séculos, adquirimos o hábito de ingerirmos leite, mesmo depois de adultos.
Hoje, acrescentamos leite em quase todos os pratos, sendo que 83% dos alimentos ultra processados (pronto para consumo) possuem lactose em sua composição.

Com este hábito alimentar, forçamos nosso organismo a produzir excessivamente a lactase. Bom para quem consegue produzi-la, nessa "forçada da barra". Ruim para os bebês que não conseguem produzir lactase, péssimo para o adulto que nunca produziu a lactase ou que depois de alguns anos passou a não produzir mais a lactase.

E porque até bem pouco tempo atrás nada era ventilado sobre essa tal "doença"?
Simples!
Todo uma cadeia de negócios esta embasada na alimentação a base de leite.
Gigantescas industrias do setor alimentício, como por exemplo a Nestlê e muitas outras e, ainda, a industria farmacêutica, perderiam muito com uma mudança de comportamento alimentar tão drástica, como seria o abandono do uso do leite na dieta alimentar.
Remédios e mais remédios são vendidos para tratar desconforto, flatulências, diarreias e até a industria de papel higiênico se beneficia do nosso habito alimentar de consumir leite.

Eu, particularmente, só fui conhecer esta questão da lactase x lactose, depois de adulto já aos 40 anos.
Até então, nunca tinha sofrido qualquer transtorno com o consumo de leite.
Também não entendia, o motivo de minha filha mais velha, no final dos anos 80, ter cólicas terríveis que a faziam berrar e nada, nenhum remédio resolvia ou diminuía seu sofrimento.
Médicos chegaram a "absurda ideia" de abri-lá ao meio, para apalpar órgãos, uma vez que, nenhum exame indicasse "doenças" conhecidas.

Depois dos 40 anos é que comecei a ter algum desconforto, porém, como não havia literatura a respeito dos efeitos da lactose não digerida, eu não achava a causa do desconforto.
As primeira limitações foram a redução do tempo que eu podia permanecer em um shopping, praticando o footing.
Não conseguia associar o desconforto, as dores e a incontinência ao fato de ter comido uma massa no almoço ou um doce no café, que continham leite.

Descobri, portanto, antes do nome da minha limitação "intolerância a lactose" os intolerantes aos intolerantes a lactose.
Primeiro foram as brigs com a esposa na época que não entendia minha necessidade de ir embora, mais cedo do shopping.
Claro que eu, por ser extremamente reservado, não me sentia confortável de ir para o W.C. público e ficar lá sentado umas 4 horas, até o corpo se normalizar.
Então era fundamental que eu pudesse retornar para casa.

O tempo foi passando... eu ainda não tinha tomado consciência da limitação que estava se agravando.
Achei, primeiro que era uma fatalidade. Um acidente. Um prato mau preparado.
Comecei a evitar pratos diferentes e alimentos manipulados por pessoas desconhecidas.
Neste momento da minha vida, me tornei o Sr. Chato e insociável aos olhos dos outros.

A coisa ficou pior quando após eu almoçar no refeitório da empresa onde trabalhava e me empanturrar de frango com creme de milho (um dos pratos recorrentes de lá), passava a sentir desconforto tão grande e dores tão fortes que eu não conseguia trabalhar direito.
Para pior a situação, o W.C. da empresa era próximo demais das salas de trabalho que tinham somente divisórias e seria notado por todos, quando estivesse lá dentro sofrendo.
Então, eu constrangido, comecei a sair depois do almoço para visitas e corria até minha casa para me aliviar, sofrer um pouco e esperar a normalização, quando então voltava ao trabalho...
resultado óbvio: Ganhei a demissão por "não vestir a camisa", "não ser fiel" a "empresa e sair para fazer outras coisas". Achavam que era outro emprego.



Minha autonomia ficou tão limitada, pois, a esta época, qualquer coisa que eu comesse ou tomasse, me deixava ruim. que tive a "genial" ideia de desenvolver um trabalho "home office" que me permitisse trabalhar, entre as crises de cólicas e as idas ao sanitário.

Comecei as pesquisas sobre os sintomas, sobre as situação e comecei a isolar os componentes dos alimentos.
Um a um!
Longa e extenuante fase de tentativa e erros.
Como eu poderia saber que o componente principal da nossa dieta era a causa?
Então, obviamente o leite, ficou para o final da fila de itens as serem excluídos.

Longa e minuciosa observação e experimentação e, um belo dia, o leite foi isolado, e tudo voltou ao normal!

Passei então a pesquisar possíveis doenças relacionadas ao consumo de leite.
Descobri, então, um ou dois blogs de pessoas que falavam da intolerância a lactose.
Colecionei informações sobre a Lactase, seu processo clássico de extração dos filhotes de mamíferos, para comercialização. Do alto custo deste medicamento e até fontes alternativas de lactase.
Um dia, tropecei na patente da pesquisa que produzia lactase a partir do próprio leite.




Acompanhei o lançamento no Brasil deste leite, que passou a ser chamado de "Zero Lactose".
Fiz novas experimentações com esses leites e cheguei a uma importante conclusão.
Como, na verdade, nestes leites eles estão carregados de "lactase" como processo de quebra da lactose, pelo menos no meu caso, que tenho uma intolerância moderada, adotar o consumo de um copo de leite "zero lactose" junto com cada alimento que contem leite, é suficiente para que a lactase contida no leite especial, quebre a lactose do outro alimento.

A lactase em sachê ainda era rara de achar e somente importada.

Encontrada a solução, faltava resolver o problema de transporte de dose desse leite que ainda era raro de achar nos supermercado e custava caro.
Comprei, então, um cantil de wisk de aço inox, cada vez que ia a um jantar na casa de um amigo, um restaurante, um passeio, levava um pouco de leite no cantil.
Hahah! Passei, então, a ser considerado um alcoólatra, por quem me via bebendo ou carregando o cantil na bolsa.



Hoje, tenho uma vida relativamente normal, com boa autonomia, uma vez que, sei que devo me afastar do leite, seus derivados e dos alimentos que possuem leite em sua composição.
Não é fácil, apesar de parecer, pois, o leite está em cada alimento menos esperado. Até na barra de proteína utilizada em competições de longa distância é uma barra de "leite".
Além disso as pessoas que vendem os alimentos, que trabalham no atendimento, não possuem conhecimento sobre a questão (semelhante acontece com quem é vegetariano), quando pergunto se tem um alimento sem leite, as pessoas,me oferecem produtos com queijo, produtos com requeijão e etc. etc, etc.
Raros são os lugares que os ingredientes estão devidamente divulgados, nos cardápios.

Uso também os sachês de lactase em pó, que servem para ter uma alimentação normal. Que custam uma média de R$ 1,30, cada sachê. A dose "infantil" no meu caso é suficiente para digerir alguns pedaços de pizza, por exemplo.



Três dias atrás, tomei um copo de leite Zero lactase, junto com massar e doces e não resolveu.
Foi então que li o rótulo e percebi que agora temos dois tipos de leites "Zero Lactose" no mercado.
Os que possuem lactase produzida a partir do leite comum e portanto é um dos componentes especificados no rotulo e os que possuem Galactose em sua composição.
Este último tipo, embora sirva para ser ingerido no lugar do leite comum, não trás "carga extra de lactase" portanto não servem para digerir a lactose contida nos outros alimentos.

Leite com Galactose


Então, se você tiver intolerância a lactose (não alergia), poderá usar os leites "zero lactose" em cuja composição esteja indicada a presença de lactase, como auxiliar na digestão dos outros alimentos e bebidas que contenham lactose.


Quanto a tal doença?
Pare de pensar que é o doente!
Como nós os tachados "intolerantes a lactose" podemos ser os doentes, se apenas 30% dos ocidentais e 1% dos orientais não apresentam dificuldade de digerir a lactose?
Somos os normais, vivendo em uma civilização que está mais interessada em criar demandas por produtos que podem facilmente comercializar, do que no bem estar das pessoas.
Fico imaginando quantas pessoas, cresceram achando normal tomar leite no café da manhã e passar horas lendo jornal no banheiro, até a dor passar ou, ter que correr para o banheiro depois de um almoço de negócios.

7 de jan de 2017

Montando o presépio


Desde pequeno, tenho por hábito montar o presépio.
Enquanto outras pessoas, se preocupavam em comprar mudas de pinheiro, para ornamentá-las com algodão e bolas de vidro, bem delicadas e brilhantes, ou correndo atrás de comprar presentes e fazer ceias com castanhas eu, me preocupava em recriar o cenário do nascimento de Jesus.
Cada ano, inovava, um ano construindo uma gruta de papel machê, no outro, um celeiro de palitos de sorvete. Até encomendei uma vez, pelos correios um kit de mini tijolos, que não chegou a tempo e acabei usando só no ano seguinte.
Alguns anos, tinha rio com água corrente, alimentado ou por mangueira (meu maior erro) ou por bombas dágua de aquário, com cascatas que caiam da mesa, para o balde no chão. Espelhos como lago. Café como estrada, serragem tingida de verde como grama. Areia por toda cena. Já usei de tudo. Até retalhos de garrafa PET verde para as gramas. Areias coloridas e tudo mais que se possa imaginar.
Em um certo ano, até inclui um avião sobrevoando a cena, e um trem passando ao lado, como forma de dizer que o nascimento do menino Jesus, é um fato presente em nossas vidas.
As peças o presépio são os únicos componentes que nunca mudaram.
Ganhei a coleção de personagens, ainda criança. Perteceram a um tio, depois a uma tia em suas infâncias.
Fiz várias restaurações nas peças, seja por perderem um pouco da cor ao longo dos anos, seja por quebrarem em acidentes (como no ano que usei mangueira de água para alimentar o rio e alguém achou a outra ponta e resolveu abrir, mais, o registro. Provocando uma torrente de areia e peças, por todo o quarto.
Nada me impediu de manter o presépio montado. Nem acidentes ou falta de espaço. Montava onde fosse possível. Até mesmo dentro do barzinho (depois de retirar as bebidas) que ficava no meio do meu sofá, quando as minhas filhas eram pequenas.
Depois dei de presente para minhas filhas, para que continuassem a tradição.
Elas montaram alguns anos até que uma determinada pessoa (que pensa que não sei quem é) quebrou o pescoço e braços dos personagens, como forma de intimidação (sim, o lado do mal, não gosta nada nada de presépios).
Adiantou nada!
Minuciosa restauração e, este ano, estava lá montado na casa da minha filha mais velha.
Lembrando a todos, que lá estiveram estes dias, qual o verdadeiro sentido do Natal.
Que Jesus nasceu para nos salvar!

A foto acima é deste ano.
Abaixo, estão fotos de outros anos e de algumas restaurações.










Natal de 2011



27 de dez de 2016

Como montar uma Cafeteria - Aromas e Sabores



Para você que está investindo no ramo de cafés, é preciso dedicar um cuidado especial aos tipos e aromas de cafés que disponibiliza em seu estabelecimento.

É preciso "algo a mais" para justificar o preço de uma xícara de café, bem como é preciso "algo a mais", para atrair a fidelidade do consumidor.

Um apreciador de café tem sempre seu café preferido, porém, gosta, também de descobrir novos sabores, novos aromas.

De nada adianta montar uma super cafeteria, com prédio gigantesco, publicar anúncios que é uma Cafeteria Especial se, no momento que o cliente senta para tomar o café e pede a carta, encontra apenas dois tipos de café.
"O normal e o curto."

Recentemente, foi essa a resposta que recebi de um garçom, quando perguntei se ele teria um café mais intenso.
Aliás o rapaz nem sabia do que eu estava falando.

Então, para quem ainda não conhece o assunto, segue um resumo:

Vamos considerar a mais conhecida classificação de Aromas e Sabores, que foi elaborada com exclusividade para a Specialty Coffee Association of America (SCAA), pela equipe do conceituado aromista francês Jean Lenoir. Cujos estudos levaram em conta aromas e sabores de plantas e bebidas prontas de diversas procedências ao redor do mundo.

Aromas
Em uma primeira divisão fundamental de aromas, são apontadas três categorias; os aromas que têm natureza enzimática, os de caramelização de açúcares e, aqueles que têm destilação seca.

Enzimáticos
Deixará no ambiente aromas que poderão ocasionar resquícios florais, frutados e herbais.
Representa aromas com notas mais voláteis

Caramelização do açúcar
Proporcionam aromas de caramelo, nozes ou de chocolate.
Esse grupo de aromas apresenta notas de volatilidade média.

Destilação seca
Podem originar aromas mais carbonados, apimentados ou de resina.
Esses são aromas com notas de menor volatilidade.

Essas variações de aromas, decorrem do processo de produção do grão de café, desde o plantio, até a colheita, secagem, armazenagem e também do processo de torra dos grãos.

Paladar
Quanto ao paladar, em uma primeira divisão, são classificados os cafés de sabor Amargo, Salgado, Doce e Azedo.

Tanto a classificação por Paladar quanto a classificação por Aroma, sofre subdivisões em suas categorias, de modo a cobrir uma ampla variações de aroma e sabores

Veja abaixo o gráfico completo das classificações SCAA.


É claro que não é possível ter todas as variedades em uma cafeteria, entretanto, é recomendável ter uma boa variedade de cafés para se intitular "Cafeteria Gourmet".
Pense nisso ao montar sua carta.
Não inclua somente, drinks e bebidas preparadas com um café da casa, pensando que isto é ter variedade de cafés.

Oferecer variedades de cafés é dar o cliente opções de:
Torras: claras, medias e escuras.
Tipos de grãos diferentes: Robusta, Arábica e suas variedades Bourbon, Kona, Catuai, etc.
Regiões produtoras diferentes: Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Mogiana, India, Guatemala, Colômbia, etc.

Enfim, paixão por servir um bom café é muito mais do que oferecer Espresso, Cappuccino e Moka.


Gostou da matéria?
Quer saber mais sobre cafeteria e dicas?
Leia os outros títulos da série:

Leia também:

5 de dez de 2016

Curso de advinhação para Advogados


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Bola de Cristal - Como prever a sentença final lendo as bolas de cristal do juiz
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3 de dez de 2016

Tudo por um centavo


Hoje fui na tal loja "Nova Amarelinha". De cara, na porta, fui obrigado, pelo "segurança" a ensacar minha mochila. Perguntei para ele se ele ensacava também as bolsas das mulheres e ele disse que não. Perguntei então, porque ele acha que eu, por usar mochila nas costas sou considerado bandido e uma mulher com uma bolsa enorme não é? Ele insistiu que ordens são ordens.
Com a mochila ensacada, peguei a ferramenta que procurava e fui para o caixa. Carregando, do meu lado, aquele enorme saco lacrado que parecia um Gasparzinho.

No Caixa, funcionaria informa que o total deu R$ 19,99, registra minha compra no Nota Fiscal Paulista, não emite cupom (sequer perguntou se eu o queria impresso) o que não garante que tenha efetuado o lançamento fiscal e diz, tudo pronto, tchau!
Digo: - Não! Falta o R$ 0,01!
Ela com olhos arregalados> - O senhor vai querer mesmo o R$ 0,01?
Respondo: - Sim, é o certo. Se custa R$ 19,99, tem que me dar R$ 0,01 de troco. Se não tiver moeda de R$0,01, não tem problema, pode dar moeda de R$ 0,05, como determina a lei.
Ela sai a procura de moeda de R$ 0,01, depois de vários minutos ela volta, com o centavo que acharam em algum lugar.



Na saída, ainda peço para o segurança remover o lacre do saco e retirar a mochila de dentro dele, afinal, foi ele quem lacrou.

Um detalhe, mochila para homem é igual bolsa. Nele são colocados o dinheiro, os documentos, pente, etc etc.
Outro detalhe, mochila presa nas costas é melhor garantia de segurança para a loja do que bolsa pendurada no braço. A não ser que dentro da mochila esteja escondido um anãozinho, para furtar as prateleira.

24 de out de 2016

Da responsabilidade por anúncio fraudulento em portais de notícias entretenimento e e-commerce



O oportunismo

Estamos vivendo um momento de bombardeio de falsas publicidades e notícias na internet, onde canais de notícias, informação e entretenimento e agora os grandes e-commerces, estão sendo coniventes com comerciantes fraudulentos e ambos, estão ganhando rios de dinheiro as custas de uma população inocente e desinformada.
São portais de notícia, sites de culinária, páginas de informações médicas, páginas que se dizem protetoras dos direitos dos consumidores e outras mais, inclusive sites de internet de grandes empresas que estão disponibilizando em suas páginas espaços para anunciantes, que ficam, praticamente, misturadas entre suas chamadas de matérias reais.
Somado a isso, entraram no cenário (seguros da impunidade) os grandes e-commerces de redes de lojas famosas, vendendo produtos dentro da loja virtual, alegando ser apenas um portal de divulgação.


Modus operandi

São anúncios preparados pelos fraudulentos comerciantes e oportunistas, como se fossem matérias verdadeiras e sérias e que na verdade empurram o consumidor para uma ratoeira, onde ou ele se depara com um produto falso, uma imitação, um placebo ou uma pirâmide disfarçada.
É conhecido por todos os estudiosos de publicidade o poder de persuasão de um texto apelativo, somado a a associação de um personagem público ou uma marca famosa.
Então os sites e portais, preparam suas páginas para terem espaços com matérias reais e chamadas para outras matérias reais e espaços para a inserção de anúncios, que se utilizam de associação de palavras com o conteúdo das páginas para apresentá-los.
É a moderna técnica de misturar joio no trigo.
A ferramenta ideal para colocar no mesmo balaio, gatos com mascaras de lebre.

Da Responsabilidade

Portanto é inegável que, quando um consumidor (sim, vamos parar de chamar de internauta as pessoas que navegam na internet, como se fossem, lunáticos e só estivessem viajando no espaço, sem risco de colisão com ávidos aproveitadores), retomando, quando um consumidor está pesquisando um tema de uma doença e chega até um portal importante de notícia e lá encontra um "anúncio" disfarçado de matéria onde promete a cura para aquela ou outra doença, a responsabilidade da empresa que permite tal anúncio, deva ser considerada.
A mesma responsabilidade deve ser considerada à empresa que tem um site de receitas e um consumidor navegando em páginas de receitas, curtindo e anotando determinadas receitas, se depara com uma "pseudo matéria" sobre uma receita saudável, sobre um novo produto alimentar e por impulso, clica neste anúncio e segue até a compra daquele produto irregular, falso, enganoso ou até nocivo a saúde do consumidor.
Pois, o consumidor não compraria aquele produto, aquele alimento ou aquele serviço se não fosse a "ajudinha" dada pelo aval da página considerada confiável, pelo consumidor.

Exemplos

a) Um portal renomado de notícias, publica uma matéria sobre roubos e furtos de carros.
O consumidor lê, e fica preocupado em achar uma solução.
A alguns centímetros da matéria, aparece um belo anúncio de um micro aparelho sendo vendido como rastreador de automóveis, por um preço que, finalmente, o consumidor pode pagar.
Eureka! Pensa o consumidor! Até agradece a Deus (que não tem nada a ver com essa pilantragem! por por o anúncio ali para ele.
O Consumidor compra e depois descobre que na verdade é um aparelhinho de localização para pequenos objetos, como um molho de chaves, um caderno perdido dentro de casa e coisas assim.
O aparelho funciona por Bluetooth (não por satélite como parecia estar anunciado) e só tem alcance de 30 metros. O Aparelho de "rastreamento veicular" sequer funcionará se você estacionar seu veículo, no próprio shopping e entrar no shopping.
Quem o consumidor deve acionar para reaver o prejuízo que além do gasto na compra, pode ser o da própria perda do veículo? O Anunciante que já fechou sua loja na internet e trocou de CNPJ duas vezes? Claro que o consumidor poderá ingressar com a ação contra a empresa que cedeu o espaço para o malandro agir além da empresa que vendeu o produto ou serviço.

b) Um portal de saúde com participação de personagens de programação da TV, publica uma reportagem sobre tratamento estético. Logo ao lado aparece um produto de rejuvenescimento facial.
A consumidora, clica, acessa uma página, passa por etapas de informação cadastral, compra o produto e depois, tem seu cartão clonado, ou o produto não chega ou chega algo diferente e ineficaz?
Inegável a influência do portal de saúde, na decisão da consumidora.
Quando ela pensou em comprar o produto, foi praticamente como se a personalidade famosa, falasse com sua própria voz, compre que eu garanto!

c) Um e-commerce, que agora se intitula portal de vendas, expõe em suas páginas, com grande logotipo da rede de lojas que todos já estão acostumados a comprar, novos produtos, com preços espetaculares (já que não pode vencer os xing-lings) resolve jogar o mesmo jogo sujo.
Em um pequeno canto da página do produto, consta a informação: Vendido e entregue por "uma empresa desconhecida".
O consumidor, procurando a melhor oferta (melhor oferta é a relação entre - preço e + qualidade), se depara com um produto com o -preço, dentro de um e-commerce de uma loja que tem sua marca associada a +qualidade e faz a compra.
Quando o produto chega, não é nada do esperado. O consumidor fica frustrado e quanto tenta devolver o produto (dentro dos 7 dias a que tem direito, conforme CDC, Art. 49.), recebe a resposta da empresa do e-commerce, alegando que avisou que não tinha "nada a ver com o peixe" e que o cliente deve "procurar seus direitos" junto ao vendedor.
Pasmem!
Como podemos admitir que alguns subterfúgios jurídicos (contratos de isenção de responsabilidade) utilizados pelos e-commerces que passam a atuar como portal de divulgação, sendo que estes mesmos e-commerces abocanham até 16% do valor da venda do produto ou serviço, possam continuar sendo usados?

Omissões e desculpas

As argumentações das empresas responsáveis por permitirem em suas páginas os anúncios, para fugirem da responsabilidade são as mais variadas e absurdas.

1)Alegam até que os anúncios são impossíveis de serem filtrados.
Embora eles mesmos saibam que as ferramentas de divulgação como as do Google, tem ferramentas práticas para a filtragem, como demonstra a matéria noticiada no Tecnoblog no início de 2016, com o título:
O Google bloqueou 780 milhões de anúncios perigosos em 2015
https://tecnoblog.net/190678/google-bloqueio-anuncios-maliciosos/

2) Alegam que são apenas canais de divulgação e se isentam de qualquer responsabilidade sobre os produtos e serviços oferecidos.
Normalmente, colocam essas informações em cantinhos escondidos de suas páginas ou no contrato inicial de associação do consumidor ao portal ou site.
Oras, chega de ficarem em cima do muro!
Se realmente acham que não possuem tal responsabilidade, basta não permitirem o redirecionamento imediato dos anúncios para as páginas de destino e sim, antes, que passe por uma página de alerta com DIZERES IMENSOS, alertando que se trata de uma PUBLICIDADE e de cujo PRODUTO o site ou portal ou mesmo as personalidades citadas, possuem TOTAL DESCONHECIMENTO sobre sua QUALIDADE e EFICÁCIA.
Não fazem isso pois, perderiam anunciantes ou seja, sabem do valor da influência de sua empresa, marca ou personalidade, nas vendas.
Além do mais, se dentro da loja física, quando os comerciantes põe um produto a venda ou um serviço são solidariamente responsáveis pela "Qualidade de Produtos e Serviços, da Prevenção e da Reparação dos Danos", Capitulo IV do CDC, nos casos em que os fabricantes não puderem ser responsabilizados, Art. 13, I e II e quando não conservar o produto adequadamente, se perecível, Art. 13, III, o mesmo deverá ocorrer na venda eletrônica.
Então não adianta alegar que aquela pequena nota que informa "vendido e entregue por" vale como IDENTIFICAÇÃO CLARA de seu fabricante, produtor, construtor ou importador.


3) Alegam que quem tem que ser mais esperto é o consumidor pra não cair em anúncio furado.
São estes mesmos grupos econômicos que estão interessados em pessoas desinformadas, em "cultura de massa" preparada para gerar novos consumidores?
Jogo desleal!
"Grandes corporações entregam pistolas emperradas nas mãos dos consumidores"

Considerações

Não temos falta de leis para punição dos responsáveis. Temos sim é falta de ombridade.
Falta as pessoas o engajamento.
As corporações são formadas por pessoas como nós. Assim, se elas são omissas e coniventes, é porque nós, como pessoas, também estamos agindo assim.
Viramos o rosto e saímos de perto do balcão, quando vamos vemos um consumidor sendo induzido por um vendedor a comprar o produto mais caro ou o que tem mais defeitos.
Deixamos o vendedor de bilhete premiado fazer mais uma vítima, enquanto rimos da desgraça alheia.
Agradecemos quando o vendedor pisca o olho e cochicha para nós que como somos mais espertos ele não vai enganar que produto x é ruim.

Sei que a guerra entre comerciantes aproveitadores e consumidores honestos  vem de longa data.
Como registrado na passagem Levítico 19:35,36
"Não prejudiquem os outros, usando medidas falsas de comprimento, peso ou capacidade. 
Usem balanças certas, pesos certos e medidas certas..."

De qualquer modo, chegou a hora de darmos um basta na  isenção de responsabilidade, no jogo do "corpo fora", do "lavo minhas mãos".

Hora de vencermos esta etapa, avançarmos um pouco mais.


Fundamentação Jurídica

Abaixo estão os fundamentos que permitem a responsabilização das empresas que administram portais, sites, blogs e canais de informação e entretenimento e portais de e-commerces.

CDC - Lei nº 8.078/1990

CAPÍTULO III – Dos Direitos Básicos do Consumidor
Art. 6º São direitos básicos do consumidor:
IV – a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;

CAPÍTULO IV – Da Qualidade de Produtos e Serviços, da Prevenção e da Reparação dos Danos

SEÇÃO II – Da Responsabilidade pelo Fato do Produto e do Serviço
Art. 13. O comerciante é igualmente responsável, nos termos do artigo anterior, quando:
I – o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não puderem ser identificados;
II – o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador;
III – não conservar adequadamente os produtos perecíveis.


CAPÍTULO V – Das Práticas Comerciais

SEÇÃO I – Das Disposições Gerais
Art. 29. Para os fins deste Capítulo e do seguinte, equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não, expostas às práticas nele previstas.

SEÇÃO II – Da Oferta
Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.
Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.[4]
Parágrafo único. As informações de que trata este artigo, nos produtos refrigerados oferecidos ao consumidor, serão gravadas de forma indelével.

SEÇÃO III – Da Publicidade
Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.
Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.
Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
§ 1º É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
§ 2º É abusiva, dentre outras, a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
§ 3º Para os efeitos deste Código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.
§ 4º (Vetado)
Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina.

TÍTULO II – Das Infrações Penais
Art. 61. Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste Código, sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas nos artigos seguintes.

Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços:
Pena – Detenção de três meses a um ano e multa.
§ 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta.
§ 2º Se o crime é culposo:
Pena – Detenção de um a seis meses ou multa.

Art. 67. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva:
Pena – Detenção de três meses a um ano e multa.

Art. 68. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança:
Pena – Detenção de seis meses a dois anos e multa.

Art. 75. Quem, de qualquer forma, concorrer para os crimes referidos neste Código, incide nas penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade, bem como o diretor, administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover, permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas.

Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste Código:
I – serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade;
II – ocasionarem grave dano individual ou coletivo;
III – dissimular-se a natureza ilícita do procedimento;
IV – quando cometidos:
a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja manifestamente superior à da vítima;
b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental, interditadas ou não;
V – serem praticados em operações que envolvam alimentos, medicamentos ou quaisquer outros produtos ou serviços essenciais.

Provas


O portal da revista Exame chega a chamar de NOTÍCIAS a sessão em que cada matéria publicada é uma venda de produto ou serviço.
O Megacurioso até recomenda as chamadas dos produtos para o consumidor, como se fossem simples matérias.


O portal Terra promove venda de Capsulas de emagrecimento e outras coisas, pelo menos aqui aparece preço, para dar ideia que é venda, mesmo assim...



Gizmodo, também, recomenda matérias e produtos dos mais malucos imagináveis.


Manifeste sua opinião, acrescente a informação que desejar!
Proponho o debate!

10/01/2017 - Ações que já estão sendo iniciadas:
Alibaba inicia processo contra vendedores de itens falsificados

21 de out de 2016

Assistência Técnica sem técnica de assistência



Visito uma Assistência Técnica, em busca de uma peça para minha Serra Tico-tico e, encontro um cenário curioso.
Tanto pela atitudes dos funcionários como pela quantidade de cartazes (com horários de atendimento diferentes), pregadas a porta de vidro que está fechada.

Acompanhe a cena:
1) Funcionário entrou lá e não saia para dar a resposta à minha pergunta.
2) Uma mulher chegou com a chave do portão na mão, abriu entrou e quando eu perguntei se ela trabalhava lá ela, com olho arregalado e voz assustada, disse que não trabalhava lá.
3) Pedi para que ela encontrasse o fujão lá dentro e ele voltasse com a resposta e ele voltou com um número anotado em um papel, pedindo para ligar após as 15:00h e perguntou o que era a máquina que eu tinha falado para ele, pois ele nunca viu uma.

Já os cartazes:

Proibido
1 cartaz informa que é proibido estacionar e parar (com ameaça de guincho e multa com fotos e câmera)
1 cartaz informa que é proibido estacionar ali, de segunda a domingo, 24horas (por dia) e indica que as pessoas devem guardar 1 metro de distância das faixas amarelas.Diz também: Conforme o código de Trânsito!! (Pelo menos tem um "Muito obrigado" impresso nesse cartaz)
(mas, quando a porta está aberta para atender cliente, ninguém vai encontrar os cartazes.)
1 cartas informa que é proibido fumar no local (esse não tem outro em conflito)

Horários
2 cartazes informam que abrem das 9:00h às 17:00h com uma hora de almoço.
1 cartas informa um telefone e um horário das 9:00h às 14:00h e das 15:30h às 17:00h (são uma hora e meia de almoço e só atendem por telefone?
1 cartaz informa que abrem das 9:00h às 13:30h e das 15:30h às 17:00h (são duas horas de almoço!!!!)
E finalmente um cartaz informa Abertura das 15:00h às 17:00h!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
1 cartaz mostra instruções detalhadas de como o cliente deve proceder para ser atendido.

A grande notícia
1 cartaz informa que aceitam cartões. Inclusive o ELO (Milagre)
Para entender a piada, leia: Cartão ELO de Cartão do Futuro a Cartão sem Futuro

A lei
No Código de Trânsito Brasileiro, no Cápitulo XV Das Infrações, consta a infração:
    Art. 181. Estacionar o veículo:
 IX - onde houver guia de calçada (meio-fio) rebaixada destinada à entrada ou saída de veículos:
        Infração - média;
        Penalidade - multa;
        Medida administrativa - remoção do veículo;

E o Anexo II que dispõe sobre as sinalizações informa:
2. SINALIZAÇÃO HORIZONTAL É um subsistema da sinalização viária que se utiliza de linhas, marcações, símbolos e legendas, pintados ou apostos sobre o pavimento das vias. Têm como função organizar o fluxo de veículos e pedestres; controlar e orientar os deslocamentos em situações com problemas de geometria, topografia ou frente a obstáculos; complementar os sinais verticais de regulamentação, advertência ou indicação. Em casos específicos, tem poder de regulamentação.

Não encontrei na lei nenhuma orientação de que os carros devem ficar a 1 metro da faixa amarela.

Impressões
Parece que o que a Assistência Técnica mais quer é que nenhum cliente chegue perto.
A equipe tem medo até de consertar as coisas.

Sugestão sarcástica
Como ainda tem espaço nos vidros da porta, podem por uns cartazes com os dizeres:
"Cuidado com o Cão Feroz".

Considerações reais
Mais uma vez, reforço que o problema está na gestão. Talvez os funcionários estejam fazendo exatamente o que o chefe manda, a exemplo:
- Mudamos o horário de atendimento. Vai lá na porta e cola este novo cartaz!
ou
- Cliente é tudo folgado. Quebra as coisas e depois pensa que a gente vai consertar de graça! Despacha o cara e manda falar antes com o SAC do fabricante.

Porque não orientam os funcionários de forma mais correta.
Ninguém é obrigado saber consertar de tudo (mesmo que seja uma assistência técnica de uma determinada marca) porém, os funcionários devem pelo menos conhecerem os produtos da marca que são a Assistência Técnica.
Basta pedir para folhearem o catálogo da marca e lerem um pouco sobre os produtos.
Fazendo isso de forma positiva. Demonstrando os benefícios pessoais e profissionais de cada adquirir o conhecimento, todo mundo ganha.

Fica a dica
Qualificar e estimular um funcionário, nunca é risco. Mesmo que tenha medo de perdê-lo para um concorrente. Sempre é investimento. Qualifique, estimule seus funcionários!
Risco, prejuízo é ter uma equipe despreparada, desqualificada.

13 de out de 2016

Serra Tico Tico Mallory MTT 380


Eu tinha uma serra Tico Tico meia boca, comprei sabendo disso.
Vinha com um jogo de três lâminas (meia boca, claro) de brinde.


Como as lâminas quebravam no meio do trabalho, sempre acabei terminando a obra usando uma solução manual.
Assim a Serra Tico Tico Mallory MTT 380, continuou, praticamente nova, até hoje.
Como resolvi fazer alguns trabalhos manuais, entre um cliente e outro no escritório...


comprei, então, lâminas de verdade, para a Serra e... 


A serra quebrou!

Agora começa a maratona de conserto.
Procurar a peça. Nem a fábrica tem esse produto em linha.
Encontrar uma peça similar, já que a ferramenta tem cara de chinesinha.
Fazer o reparo e voltar a obra.

Se alguém souber onde encontro a peça de metal que prende a lâmina, agradeço a indicação.


Atualização:
14/10/2016 - Resposta da Mallory
"Nossa empresa agradece seu e-mail e salientamos a importância em tê-lo como cliente. Informamos que o produto citado se encontra fora de linha, por este motivo não iremos dispor de peças de reposição para o mesmo"

Tradução:
Fona-se!

Atualização 20/10/2016
Encontrei modelos semelhantes, na internet.
Mondial FST-01 - 400W
Ford 350W FS-30
Famastil 480W Ref.: P2165.480
Misaki MS 028
Agora vou nas assistências técnicas ver se encontro a peça.

Atualização 12/11/2016
Outro modelo que, pelo manual é exatamente igual
Black+Decker KS455

Obs.: Todas as Serras Tico-Tico acima são fabricadas na china, muda só o nome do importador na etiqueta.

Atualização 08/12/2016
Ainda não consegui adquirir a peça "porta lâmina". Continuo com a ferramenta parada.
Vamos a atualização da saga!
Assistências técnicas
Mondial em e-mail respondeu que seu atendimento é exclusivamente via rede de assistência técnica. Lembrando que aqui em Araraquara, temos duas empresas que prestam assistência para a Mondial. A primeira disse que não tem a peça e mandou procurar outra. A segunda empresa, relatei o atendimento aqui "Assistência Técnica sem técnica de assistência"
Ford em email respondeu que a ferramenta não está mais em linha, portanto não tem mais a peça para reposição.
Famastil - Nem responde os emails.
Misaki - Não tem assistência técnica.
Black+Decker - Uma assistência técnica local, lá no centro de Araraquara, disse não ter a peça. Outra no Altos da Vila, (super atencioso) se prontificou a encomendar e entregá-la em 7 dias, por R$ 7,00 junto com 2 parafusos de fixação. Já se passaram 45 e nada da peça chegar. Nem entrar em contato e justificar.
Por e-mail a assistência Black+Decker de São Carlos não respondeu (acho que nem sabem como abrir a caixa de e-mail).
A fábrica da Black+Decker, também não responde emails.
Einhell email enviado em 06/12/2016, resposta no dia 08/12/2016. Vide abaixo.
Toolmix email enviado em 06/12/2016
SuperTork email enviado em 06/12/2016

Atualização final 23/12/2016
Isso ficou mais longo que Star Wars!
Finalmente !
De todas as empresas contatadas a única que deu uma resposta prática foi a Einhell (anote o nome para quando for escolher uma ferramenta).
Na resposta no dia 08/12/2016, (apenas 2 dias após eu enviar o email para eles. O que é um recorde de eficiência!) informaram que o atendimento deveria ser feito por uma assistência técnica da marca e como não tem assistência deles aqui em Araraquara, recomendaram alguns parceiros de São Paulo e dois sites de peças para reposição.
Seguindo a dica, encontrei no site da empresa Reposição Online o Porta Lâmina idêntico, para a Tico-Tico Black+Decker KS455.
Preço: R$ 1,74 + frete = R$ 17,21.
Hoje, 23/12/2016, chegou o porta lâmina. Já montei na ferramenta e testei.

Agora vou continuar o trabalho que estava realizando e atrasou por falta de respeito das Assistências Técnicas brasileiras, com o cliente.

3 de out de 2016

Hidrocor Marca texto Pilot Pen Lumi Color 200-S




Alguns produtos superam em muito as expectativas dos clientes.
Superam, também o plano durabilidade do próprio fabricante.
É o caso deste conjunto de canetas hidrocores, marca texto, Pilot Pen Lumi Color 200-S.
Tenho a impressão de que o conjunto foi comprado em 1996, na Kalunga no centro da cidade de Campinas, na época em que era sócio de um escritório de Cobrança e Advocacia, na cidade.


Em todo caso, vamos considerar para a análise, apenas a data de validade do produto, que está carimbado na embalagem:
MAR/2007




Veja que todas as canetinhas (exceto a verde que foi perdida) continuam com tinta e estamos em OUT/2016!


Note na primeira foto que o corpo das canetinhas, não deformaram, suas tampas continuam justas e as letras estão bem nítidas no corpo das canetinhas.

Ok! Não foram usadas todos os dias, nem o dia todo, mesmo assim, quantas canetinhas duram tanto?
A tinta não evapora, nem resseca. O corpo plástico não deforma.


Comente, compartilhe sua experiência com algum produto que te surpreendeu positivamente.

Wi-Fi Grátis



Sentido-se sozinho?
Libere a senha do seu roteador e verá sua casa, sempre, cheia de visitas.

27 de set de 2016

A menina que pisca sorrindo




Quando Deus percebe que estamos tentando nos manter fechados, cegos as suas mensagens ele nos manda pequenos avisos.
Recadinhos que vão aos poucos quebrando nossa rigidez, nossa muralha de isolamento.
Assim foi com um reencontro que vivi no final do ano de 2015.
Andava com a cabeça metido em resolver problemas, pensando em soluções e correndo atrás de compromissos até que uma bela tarde, Ele me enviou um destes avisos.
Caminhava eu pela rua quando, avistei uma arvore de uma espécie que havia feito parte da minha época dos bancos escolares. (Publiquei um texto a respeito do reencontro. Acesse o link se desejar conhecer mais sobre a arvore  "Uma velha amiga dos tempos de escola")
Ela trouxe junto, doces lembranças, resgatando em meu peito, sentimentos quase esquecidos.
Nem sabia porque eu havia escolhido este título, para o texto. Achei até exagerado mas, algo me dizia para manter o título do texto. Sentia que algo maior estava por vir. Porém, não sabia o que seria.
Pouco tempo depois, descobri o que Deus tinha reservado para mim.
Tinha aberto meu baú de sentimentos, que eu ha muito tempo trancara.
Me deixou pronto para um novo reencontro, ainda mais especial.
Seria mais um entre tantos que acontecem em nossas vidas, e talvez nem teria dado a devida atenção, se continuasse, com os olhos tapados pelo auto isolamento que eu havia imposto a mim.
Depois de um tempo de conversas, por meios eletrônicos, tivemos nosso momento face a face.
A conversa rolava alegre, divertida, descontraída, com tantas lembranças e revelações que surgiam, até que em certo momento... ela piscou, sorrindo!
Momento mágico!
Coisa de cinema!
Fui transportado para um mundo onde nada mais existia, além da certeza de ter reencontrado a menina dos meus sonhos.
Um reencontro com a menina que pisca sorrindo.
Não tem como explicar, aquela piscadinha com o sorriso. É único, diferente de todo sorriso que já vi na vida. O máximo que consigo descrever ainda não passa a imagem clara do que é aquele sorriso.
É algo com um punhado de meiguice, salpicado de felicidade e gotinhas de provocação.
Aquela imagem me acompanhou por décadas e eu nem acreditava que voltaria a reencontrá-la.
Minha reação foi a mesma de antes. Fiquei fascinado com o piscar, único e especial, daquela menina.
E o tempo passado? Não afetou em nada?
Sim, o tempo tornou mais belo aquele gesto.
Agora, a menina é uma mulher. Assim, ficou ainda mais belo e fascinante, depois de tantos anos, saber que ela continua tão especial.
Só este breve reencontro, já valeu toda uma vida.



Agradeço a Deus pelos seus "avisos prévios"  e pela vida repleta de belos presentes, que Ele me deu.

1 de set de 2016

Submarino anunciando notebook a R$0,00 no facebook



O pessoal do submarino deve achar que o cliente é tonto.
Deve achar que está fazendo uma baita publicidade, anunciando um produto de mais de R$ 2.500,00 por R$ 0,00, em anúncio pago no facebook, para quando o público clicar, encontrar a piada de que já foram vendidos.
Acontece que as publicidades no facebook, podem ser retiradas assim que a loja souber que o estoque zerou porém, os espertos do Submarino estão, o dia todo de hoje (31/08/2016), anunciando o mesmo produto pelos tais R$ 0,00, com estoque esgotado desde as 9:00 da manhã.


Estão com esta artimanha, jogando o nome da empresa na lama, levando ao descrédito público (se é que ainda tem algum), empurrando os clientes para outras lojas mais confiáveis.


Você amigo empresário, comerciante ou proprietário de uma prestadora de serviços, não use este recurso. Quando desejar atrair a atenção do cliente, cumpra o anunciado.
A mesma energia que gera a compulsão por comprar nos seus clientes, gera a revolta quando ele se sente enganado.

6 de jul de 2016

Saindo do sedentarismo

A esquerda eu em 1995, no final da faculdade de Direito. No centro, em 2013, quando cheguei a 100Kg. A direita eu em 2015.

Sedentários
Dois seres estavam sedentários, a muito tempo parados.
Muitas águas rolaram nos mais de 15 anos que ficamos sem pedalar, a bike Caloi e eu.
Ela estava parada, empoeirada, tomando sol, de um lado só, enquanto eu estava engordando e perdendo saúde, aos poucos, de forma tão imperceptível aos meus olhos que eu ainda me achava capaz de praticar esportes... um dia, se necessário.

A primeira tentativa
Saímos, para 20Km de pedalada.
Achava eu que ainda tinha condicionamento e segui no ritmo do meu amigo que já praticava ciclismo a um bom tempo.
Não era um percurso difícil. Era praticamente uma reta, margeando o Rio Sorocaba, mesmo assim, não aguentei e abri o bico, quando estava bem perto de chegar no apartamento.
Sorte que parei no topo de uma subidinha e avisei meu amigo que ia desmai...
Apagão!
Ele me segurou a tempo de não bater a cabeça no chão.
Logo veio o socorro do "Brimo" do restaurante Árabe ali na Washington Luiz, com uma garrafinha de água gelada.
Eu preocupado com não criar mais transtorno para meu amigo, que já estava atrasado para um compromisso família, chamei a minha esposa (na época), para vir me pegar, pois, dali até o apartamento tinha uma intransponível subida.
Ela chegou, ralhando como sempre, desmontamos a bike e colocamos no porta malas do carro.
Depois, coloquei no quartinho de despejo do estacionamento e ficou lá por um bom tempo.

Segunda tentativa
Agora, já aprendendo com o erro da tentativa anterior, comecei a me preparar aos poucos.
Primeiro, pesquisando orientações de treino, relembrando velhos exercícios físicos.
Adicionando uma dieta saudável. Deixando de lado as guloseimas e porcarias da vida moderna.

30 minutos de caminhada
Lembro do dia que iniciei a etapa da caminhada medicinal, diária, de 30 minutos.
Desci do apartamento, com roupas antigas, porém, adequadas fui para a calçada mais reta que tinha no quarteirão e dei o 1º passo.
Ao contrário do que disse o Astronauta, este foi um pequeno passo para a humanidade, mas, um grande passo para um homem sedentário.
Ganhei confiança...
Dei o segundo passo, comecei a ver que era possível me locomover com prazer e, ao final de alguns poucos minutos já estava suando, se o corpo não era de atleta, com meus 100Kg, pelo menos suava como um atleta em momento de superação.
Suor corria em bicas!
Continuei caminhando, afinal, a proposta era caminhar por pelo menos 30 minutos.
Então, comecei a sentir aquele gosto de "ferrugem" na boca, que a gente sente quando está sangrando. Coração no extremo do limite, ponteiro do marcador mental já me avisava que estava no "vermelho".
Conclui os 30 minutos, já contando com o retorno para o Apto.

Banho gelado
Bem gelado, com massagem nas pernas, muita água goela abaixo e um descanso mais que merecido, no sofá.
Não deixei o ânimo esfriar!
Pensei como poderia ajudar meu corpo a voltar a um condicionamento mínimo para não sentir que ia morrer, ao final de 30 minutos de caminhada lenta.

Natação
Escolhi voltar a nadar.
Comprada a sunga (enorme) e o óculos de natação, lá fui eu para sessões de natação.
Como eu sabia que estava fora de forma, não quis entrar para as aulas de natação, então, eu treinava onde tivesse espaço no cantinho de entretenimento da piscina.
Treinava a respiração, batia perninha segurando na borda da piscina, tudo como nos velhos tempos de natação na piscina da AFE.
Fui aumentando o fôlego aos poucos, intercalando com os 30 minutos diários de caminhada.

Um passo de cada vez
Assim fui avançando. Quando já não me sentia tão exausto com 30 minutos de caminhada, "desenterrei" a bicicleta, remontei ela e passei a pedalar.
Comemorei cada pequeno avanço!
O aumento da velocidade de deslocamento, encurtando as distâncias.
A primeira brisa no rosto.
Os sinais físicos de progresso.
Não foi uma salto, foi um trilhar, passo a passo, pedalada a pedalada.
Primeiro só nas retas e com a marcha mais leve.
Quando chegava nas subidas, não tinha vergonha, descia e empurrava a bicicleta.
Mantinha meu objetivo de melhorar a saúde. Sabia que com o tempo aquelas subidas seriam vencidas.
Treinos diários, nada era desculpa para deixar de treinar. Sim, sem perceber o que um desafio titânico, já tinha se transformado em treino prazeroso.
Não deu para pedalar as 19:00h? Sem problema! Pedalava as 20:00h, 22:00h ou até pelas manhãs.
Planejava o percurso com antecedência, de acordo com os objetivos:
Consolidar os ganhos de saúde ou fortalecer mais o corpo.
Chegou o dia de arriscar passar pelo tobogã, perto do SESC, seguir até a marginal Dom Aguirre e lá ampliar os treinos, fui tranquilo, empurrando nas subidas, mantendo as pedaladas nas descidas. Nada de "descer na banguela".
Primeiro dia nesse percurso, voltei exausto.
Segundo dia, um outro amigo me convidou para pedalar com ele, um domingo de manhã. Ele acabara de comprar uma bike nova. Sofri calado, para acompanhá-lo.
Ganhei até um elogio dele, por, como ele disse: Eu não ser um cara que atrasa a pedalada dele. Porque ele não gosta de pedalar com cara lento.
Treinei a semana toda e no domingo seguinte ele novamente me convidou para pedalar.
Já estávamos com condicionamento igual, já que ele, só pedalava aos domingos.
Mais uma semana de treino, eu aumentando as voltas no percurso e no sábado já estava fazendo média de 40Km por dia.
Novo domingo, novo convite do amigo, pedalamos eu tomando o cuidado para não deixar o amigo para trás (heheheh), mesmo assim, acho que ele notou algo.
Desse dia em diante, ele nunca mais quis pedalar comigo.
Coisas da vida!

Mundo novo
Junto com as pedaladas diárias, um mundo novo, chegou.
Novas roupas compradas, pois as velhas já não estavam servindo.
Novos rostos descobertos. Rostos de pessoas de passagem, ou de pessoas pedalando, pessoas correndo, caminhando e até, pessoas que estavam batendo papo em plena ciclovia, com suas roupas de igreja e a falta de conhecimento do que era aquela calçada vermelha ao lado da calçada comum.
Estava sozinho nas pedaladas e ao mesmo tempo não estava.
Já tinha me sentido só em plena multidão e até no casamento.
Agora era diferente.
Ora competia comigo mesmo, pedalando uma marcha mais pesada que na volta anterior, ou mais acelerado, ora competia com um ciclista que passava por mim e seguia a minha frente.
Transformava-o em "batedor" sem ele sequer ter consciência disso, pois, seguia a uma distância respeitosa.
Até velhos amigos, reencontrei pelos caminhos, chegando a pedalar junto por alguns domingos.

Altos e baixos
Tinha começado, com um passo, e terminado com a sensação de que ia morrer, depois de pouco mais de 1km de caminhada, no primeiro dia de nova vida.
E já estava conseguindo chegar a até até 60Km de pedalada, sem parar, sem descer do "banco". Parando apenas nos cruzamentos e para socorrer alguma pessoa, quando necessário.
Assim fechei os meses de Março de 2014 com 800km de pedalada, Abril, com 600Km e maio com outros 600Km.
Mesmo quando o divórcio surgiu, parei de treinar. Apenas fiz uns ajustes necessários.
Troquei de cidade, vim para Araraquara e passei a pedalar em novos percursos.
Depois de alguns meses, voltei para Sorocaba, como a bike ficou em Araraquara, por um tempo, comecei a correr sozinho, me preparar para encarar o "Clube da Corrida do SESC".
Depois de um tempo, já acreditando que não ia fazer muito feio, me inscrevi no clube da corrida.

Competições
Nova etapa, agora com treinos orientados pessoalmente, já que antes eu estudava lições de treinos em vídeos, revistas e sites especializados.
No clube conheci pessoas com as personalidades mais variadas.
Eu continuava fiel ao meu plano "secreto" de recuperar saúde.
Não fui pego pelo tal do vício de buscar a superação pessoal a qualquer custo.
Toda oportunidade de acompanhar incentivar alguém, de dar apoio, para mim era válida e deixava de lado a pressa, contudo, nunca saia da técnica. Falava o estritamente necessário, controlando a respiração e as passadas, atento ao percurso.
Assim, não participei de muitas competições, porém, procurei fazer uma de cada modalidade, até chegar ao objetivo final.
Embora os treinos no clube fossem só de quarta e sexta, eu continuei treinando diariamente, correndo e depois que busquei a bike em Araraquara, correndo e pedalando nos dias de recuperação dos treinos.
Focado no ganho de saúde e na superação das "limitações" declaradas pelos médicos, em decorrência do acidente gravíssimo que sofri aos 18 anos, segui aumentando a quilometragem.
Segui um bom plano de treinos. Como manda o "figurino", intercalando corridas curtas, médias, longões, tiros, exercícios físicos, pois, por um tempo, também, fiz um pouco de Ginástica Multifuncional, no SESC, além de treinar em casa.
O que me capacitou para participar das competições relacionadas, abaixo:
1ª - 16/11/2014 - Bauru - caminhada 4k
2ª - 07/12/2014 - Ipiranga - corrida de revezamento - 5k - 33 minutos
3ª - 31/12/2014 - Araraquara - Corrida de Santo Onofre - 7K - 45:22 minutos 168º
4ª - 01/03/2015  - São Paulo - 1/2 Maratona Internacional de São Paulo - 22K - 2:28:15
5ª - 17/05/2015 - Bertioga - 10K na areia, posição 191º, -  01:11:46
6ª - 28/06/2015 - Belenzinho - 6K, Tempo liquido 00:37:38
7ª - 09/08/2015 – Sorocaba – 11K, 4a. Corrida e caminhada Legal OAB Sorocaba - 1:14:08, 35º na categoria, 150º no geral
8ª - 13/09/2015 – Sorocaba – 10k, Correr e Caminhar - Posição 146 Masculino Tempo 01:06:15
9ª - 18/10/2015 – Santos – Corrida dos Comerciários - Posição 197 - 10k, Tempo 01:01:00 Equipe SOROCABA
10ª - 31/12/2015 - Araraquara - Corrida de Santo Onofre - Posição 188 na categoria - 6,53K - 45:49 Minutos
11ª - 24/04/2016 - 15 Milhas da Meia Maratona de SP - 3:09:57 - 1913º colocado. 280º na categoria.

Conclusão
Como pode ver, nunca subi no pódio, nem ganhei troféu, por outro lado, também nunca sofri lesões nas competições. Chegava inteiro, alegre, leve, sem dores, com condição de observar e curtir toda a beleza da competição e dos eventos após a chegada.
Sofri uma lesão, doméstica, quando enfiei o pé esquerdo dentro de um buraco no asfalto ao montar na moto, o que me custou reprogramar a meta final das competições, desta fase.
Assim, após me poupar por meses, reduzindo a carga de exercícios e protegendo bem o pé, nos dias de competição, faltando pouco mais de um mês da Maratona de SP de 2016, pedi minha reclassificação para a prova das 15 milhas.
Acho que fiz o certo, ao reconhecer que não tinha conseguido me preparar para uma Maratona.
Sei que valeu tudo que vivi até aqui, as amizades, as superações positivas, as alegrias e comemorações, como a do dia que consegui pedalar onde havia desmaiado anos antes, ou o dia que dava pulos de alegria, feito criança, por ter chegado ao primeiro 6K de distância em um treino.
Hoje sou uma pessoa mais leve em todos os sentidos, fruto dos anos de vida de bônus, que ganhei de Deus, com o simples gesto de dar o primeiro passo no dia que acreditei que podia voltar a ter saúde.
Agora chego ao fim de um ciclo...

O começo de um novo ciclo
Tenho algumas opções na manga, todas visando fazer bom uso, destes anos "Bônus" de vida.
Já fiz um pequeno "ensaio" e foi bom.

Quer arriscar um palpite? Ver se advinha qual é o meu plano?
Comente.

16 de mai de 2016

Anotar o pedido!




Este pequeno gesto, que demonstra grande atenção e cuidado com o que o outro deseja, está esquecido em nossa sociedade.

Vi o representante da Elma Chips fingindo anotar dr cabeça o pedido do cliente dono de bar.
O cliente analisava o item que desejava. Pedia a quantidade que precisava é o representante fingindo anotar.
Foi para o carro e voltou com o que queria vender.


Vi também a atendente da padaria, que terá que preencher a comanda em papel, para o cliente pagar, no caixa, porque não faz isso antes, quando o cliente faz o pedido.
Não! Ela anota na cabeça, mesmo sendo super "atenciosa", sai para limpar uma mesa e quando volta, já esqueceu parte do pedido.

Conheci um funcionário que pediu ajuda com um trabalho de faculdade.
Prontamente, me dispus a ajudá-lo, reservamos uma hora do final do expediente para eu passar as orientações solicitadas.
Para espanto, no primeiro dia ele não pegou um papel e caneta para anotar as orientações.
Insisti para que tomasse notas do que eu ia falar e ele relutantemente, pegou uma caneta e meia folha de rascunho.
No segundo dia, sentou ao meu lado, para as orientações, sem papel, sem caneta, novamente.
Sequer, pegou o rascunho que perdeu em algum lugar.
No terceiro dia, encerrei a brincadeira. Depois de constatar que, novamente, não tinha papel e caneta para as anotações.


Quanto tempo, é perdido, com essa tola atitude de não anotar o pedido no ato e depois perguntar mais de uma vez para confirmar?
Quanto prejuízo é causado quando a comida errada é servida, o produto errado é entregue ou o serviço errado é prestado?
Quanto sofrimento, irritação e briga são evitados com o pronto e eficiente atendimento é prestado?

Se você quer se destacar, anote.
Destacar não é só no sentido profissional.
Quer ser notado, lembrado, como alguém de valor, faça as anotações necessárias, quando alguém fala com você.
Preste mais atenção no que o cliente pede, o outro pede, os familiares pedem.
Não existe vergonha em precisar anotar, pelo contrário. Andar com um bloco de papel e uma lápis ou caneta é positivo. Pode até tomar nota em arquivo digital, aliás, excelente recurso.

Certo está o "Manuel", que sempre tem um bloquinho de papel no bolso e um lápis preso na orelha.

11 de mai de 2016

Irreconhecíveis


Diário de bordo No. 72911027256

Este planeta é muito maluco!
Cada dia algo novo me surpreende.
Acreditam que os terráqueos não conseguem reconhecer um rosto, de uma pessoa, se a pessoa colocar um simples óculos (artefato que circulam os olhos quando não conseguem enxergar direito ou precisam proteger os olhos) ou mudam a posição de distribuição dos pelos capilares.

Outro dia mesmo, estava eu em um Tribunal e apresentei meu documento de identidade terráquea.
A atendente, olho para a foto do documento, olho para meu rosto, voltou para a foto e perguntou:
- O Dr. é o senhor mesmo?
Respondi que sim e ela comentou que eu estava muito diferente.
Na foto as diferenças eram um rosto levemente mais gordo e, cavanhaque e bigode.

Curiosa a forma de identificação dos terráqueos!
Parece coisa de história de entretenimento, mas é real.

Aqui bandidos e heróis se escondem atrás de um simples óculos, de uma pequena barba ou um minusculo bigode.

8 de mai de 2016

Correndo na contramão




Parte do participantes das corridas de rua estão correndo sem preparo ou, pior, preparados de forma errada.
Estão sendo incitados a competirem, além das forças, além de suas capacidades.
Não percebem que quem ou o que as estimulam a isso está interessado no milionário mercado das lesões.
Sim!
São empresas, com campanhas do tipo: "Arrebente seus músculos que depois passando meu remédio X, vai se sentir bem".
"Coma meu alimento Y que estará pronto para se arrebentar até esgotarem suas forças"
São "profissionais" agitando suas bandeirolas do "corra o máximo que não puder, depois venham na minha clínica que faço uma massagem ou um tratamento e tudo bem".
Estes participantes, estão defendendo esse estilo de vida de correr "abestado" e torcer para não sofrer NOVA lesão, da mesma forma que um fumante defende o cigarro.

  • Mata lentamente
  • Faz mal mas, da prazer
  • Se eu vou morrer, posso escolher como.
Esquecem que o ídolo Fidípides não saiu correndo entre Maratona e Atenas, pensando "vou pra me arrebentar!".
Ele foi porque tinha uma missão a cumprir e, infelizmente, depois de cumprida a missão, morreu.

Embora a mídia se interesse por mostrar os atletas lesionados em momentos de superação, precisamos compreender que aquilo não é a rotina do atleta.
O verdadeiro atleta (seja amador ou profissional) executa toda uma preparação física, com treinos, exercícios, alimentação e hidratação. Estuda o percurso, analisa a prova e, dependendo do nível da competição, até faz a ambientação ao clima e ao fuso horário do local da prova.

Fico com a seguinte questão na cabeça:
Somos atletas ou somos marionetes usadas por alguns grupos para ganharem dinheiro com o nosso desgaste, nas corridas?

Não há dúvidas que correr faz bem para a saúde. Que competir cria motivações e inspirações transformadoras para as pessoas.
Questiono, aqui, a forma ou a deforma de correr que algumas pessoas adotaram.
Questiono, o "mercantilismo" das competições, mascarado de "popularização" do esporte.

Verifiquem, quantos dos 26000 inscritos (sem contar as pipocas), chegaram cansados porém, sem lesões e quantos chegaram lesionados.

6 de mai de 2016

Far West


Não sou um cowboy, nem estou à cavalo.
Não uso um chapéu, com a aba cobrindo os olhos porém, a visão que tenho é a mesma.
Sigo na estrada que me leva onde o sol está se pondo.
Belo sol de Araraquara.
Sem dúvida o mais gostoso de partir é o momento de voltar.
Chego a terra que me viu crescer.
Terra que me deu duas filhas, uma família abençoada e um diploma.
Chego no momento em que tudo é dourado.
Logo a noite chega e com ela, os abraços da família.

25 de abr de 2016

Meia maratona



Foi um longo trabalho, até atingir o objetivo final desta etapa na vida.
Hoje fazendo uma revisão vejo que foi tudo muito mais divertido do que duro.
Foi muito mais gratificante do que penoso.

Meia maratona para cima é outra dinâmica.

Diria até que outra filosofia de vida.
Precisa levar muito a sério toda orientação e treinamento.
Também é preciso aprender a respeitar os limites do corpo.

Tentar completar a prova, mesmo lesionado, se arrastando por + 10 ou 15 Km pode trazer sérias complicações, depois.

Treinei muito duro, para ter condição de simplesmente completar uma meia maratona, ano passado e uma 15 milhas, este ano. O objetivo era ter feito uma maratona e fechar esta fase do projeto com "chave de ouro". Vi que preparo não estava adequado e pedi a reclassificação para a prova de 15 millhas.

Acho a experiência de trotar por 24Km (15 milhas) fantástica. Trotar por 3 horas seguidas. Tendo que administrar o corpo. Saber hora de tomar gel, hora de beber água etc etc é muito interessante.

13 de abr de 2016

Receita de Receita de Pudim de Leite




Vi essa chamada no facebook, na minha "timeline" então fiquei imaginando como seria...

Vamos a receita de receita de Pudim de leite?


Tome nota!

Ingredientes:
1 folha de papel A4 (pode substituir por 1 folha de caderno)
1 caneta (não recomendamos o uso de lápis, pois, acaba apagando com o tempo.
1 copo de água
1 cadeira
1 Mesa (para apoiar o papel)

Modo de fazer:
Sente na cadeira, e apoie o papel sobre a mesa.
Junte a caneta sobre o papel e comece a escrever a receita de Pudim de leite.
Escreva com boa empunhadora e em ritmo que permita uma boa caligrafia ou, nem mesmo você conseguirá ler a receita depois.
Intercale a escrita com goles de água.

Tempo de preparo:
Depende da sua afinidade com a escrita.
Alguns levam 5 minutos fazendo a receita de forma legível outros levan uns 30 minutos
É mais ou menos a história do fogão. Sabe como é, nunca bate o tempo da receita com o tempo na vida real da sua cozinha.

Rendimento:
Com letras normais, cabe uma ou duas receitas por folha

Armazenamento:
Guarde no meio daquele caderno velho, cheio de farinha e manchas de óleo na gaveta da cozinha.

10 de abr de 2016

A revolução na educação



Em um primeiro momento, pode parecer simplista o conceito de que todos os problemas "do mundo" ou da sociedade moderna, possam ser solucionados através da educação das pessoas.
Educação, aqui entendido, não somente a questão envolvendo palavrões e insultos ou a omissão deles. Falamos aqui da "educação" no sentido completo da palavra.

Educar é preencher a alma de uma pessoa com conhecimento que permita, ela própria, fazer suas escolhas, tomas suas decisões e encontrar as soluções para seus problemas.

Erros, sofrimentos, dificuldades e autodestruição
No mundo atual, sofremos mais por erros de decisão, erros de escolha, sejam os erros induzidos pela mídia, pela imprensa tendenciosa, seja pela falta de conteúdo, para embasarmos nossas decisões, do que por qualquer outro motivo.
Estamos sendo moldados para termos medos que nos levem a consumir determinados produtos para nos dar proteção. Desejos que nos levem a consumir mais.
A discórdia é semeada entre nós, para que isolados uns dos outros, não possamos, trocar informações e termos "insights" reveladores

O resultado de tudo isso, é o cenário que estamos vendo.
O mundo onde o ser humano caminha para a autodestruição.

Várias soluções nos são apresentadas, como solucionadoras.
O assistencialismo político não é o caminho, mais do que dar a alegada "igualdade de condições" ele escraviza as pessoas.
Cada vez mais, mais e mais será necessário para suprir a demanda crescente ao passo que cada vez menos, menos e menos, quem tem, vai querer compartilhar com os que necessitam.
Armar as pessoas, umas contra as outras e deixar que elas próprias reduzam as populações não é o caminho. Esse processo não tem fim, até que, restando apenas dois humanos, ambos tentem se matar para não ter que dividir o mundo com o outro.

Como é possível parar esse processo e até mesmo revertê-lo, se nada tem funcionado?
A solução, aliás a única solução possível é a educação das pessoas.Não é só uma questão de ser bondoso, justo, religioso, etc, etc e etc,
Até mesmo o maior dos egocêntricos, se pensar bem, vai chegar a mesma conclusão.
Não estaremos seguros, enquanto existir uma única pessoa que não tenha sido privilegiada com a luz do conhecimento, da instrução, da informação.

Do conhecimento ao autoconhecimento
O conhecimento, nos mostra o quanto somos, pequenos dentro do universo, ao mesmo tempo tão especiais e importantes, como cada um dos outros seres.
O conhecimento nos leva a admirar a luta pela vida de uma simples planta ao brotar. Uma pequena flor, ao abrir suas pétalas.
Nos faz compreender os ciclos da natureza, a força de suas águas, da energia do sol, a importância da luz e da noite.

"A pessoa com maior bagagem de informações, sofre menos em sua vida.
Ela encontra soluções mais rapidamente, encontra mais opções de soluções, inclusive."

Como iniciar esse processo de educação de forma efetiva?
De todas as formas que temos disponíveis atualmente, de distribuirmos o conhecimento creio que a que verdadeiramente vá revolucionar o processo de educação, está no uso de e-reader (leitores digitais) para as crianças, carregados com exemplares dos melhores livros já escritos, independente da época em que foram publicados.
De todas as matérias. Sejam de estudos, literatura.

Porque um e-reader?
Primeiro porque são os equipamentos melhores desenvolvidos para a leitura. Sua tecnologia de eink (tinta eletrônica) permite que um leitor eletrônico possa ser lido por horas e horas, dias e dias, antes de precisar de uma nova recarga.
Seu consumo de energia é baixíssimo.
Dentro de um e-reader, mesmo nos modelos mais baratos, cabem milhares de livros. E ainda podem receber memória adicional para armazenarem mais livros.
Livros escolares, então! Podem ser atualizados a cada nova edição, com uma simples conexão na internet ou em um computador.
Você sabia que a dificuldade em entender o conteúdo é o principal motivo para as pessoas abandonarem a leitura?
Um e-reader trás embutido, dicionários. Acessíveis com o simples toque do dedo sobre a palavra desconhecida.
E-readers foram criados pensando em solucionar a maioria das dificuldades de leitura.
Não ocupam grandes espaços no armazenamento e transporte. 
Estão sempre acessíveis.
Podem ajustar o tamanho da letra e intensidade das letras de acordo com a necessidade visual do leitor.
Possuem marcadores de páginas.
Permitem anotações.
Livros digitais, são baixados rapidamente em qualquer banda de internet, até nos pacotes mais lentos e menores.

Obs.: Minha única preocupação era. Onde os jovens pobres iriam encontrar energia elétrica para recarregarem seus leitores.
Se já estamos tão bonzinhos que permitimos que as pessoas recarreguem seus "Smartphones" em rodoviárias, lanchonetes, escolas, etc, porque não vamos permitir que recarreguem seus leitores digtais?

Livros digitais x Livros Impressos
Livros digitais são de produção bem mais barata do que os livros impressos, o que permite que os livros antigos e fora do interesse comercial das editoras possam ser lidos, novamente.
Sim, livros fora de moda ficam encalhados em prateleiras, então, as editores, simplesmente, deixam de publicá-los.
Além disso, as editores perdem o direito de exclusividade sobre um livro, quando um livro cai em "Domínio público". - No Brasil isto ocorre no primeiro janeiro, após o aniversário de 70 anos da morte do autor. O que reduz o preço dos livros, já que qualquer um pode publicá-lo. Deixando de ser interessante para a editora.

O futuro pode começar agora
Imagine uma criança, crescendo, com acesso a uma fonte enorme de informação confiável.
Jovens trocando livros digitais.
Saraus de leitura, acontecendo pelos cantos. Em bares, cafeterias, clubes.
Pessoas descobrindo o desejo de escrever bem, para ter seu livro publicado.

O que está impedindo a revolução cultural começar?
Interesses políticos (sim, sempre eles).
Interesses comerciais (dos famintos por dinheiro).
Interesses religiosos (das falsas igrejas, claro).

Tempo para colhermos os resultados
Uma ou duas gerações, para começarmos a ver os efeitos da revolução, rotineiramente. Porém, em pouco tempo veremos mudanças pontuais, visíveis no rosto de cada criança contemplada com um leitor digital.

Custo da revolução
Um leitor digital, chega a ser vendido por algo em torno de US$ 99.00. Isto porque ainda é visto como um produto comercial. Imagine como os preços poderão ser reduzidos quando a escala de distribuição for maior. Quando grandes grupos começarem a negociar a compra destes equipamentos para a distribuição para as pessoas?

Livros digitais são encontrados gratuitamente, tanto os de domínio público em grandes bibliotecas virtuais, confiáveis, como com preços promocionais nas editoras.
Fora que, muitos autores adorariam colaborar com a revolução, com algum de seus títulos, graciosamente.

Debates
Queridos leitores, o que acham da ideia?
Vamos discutir o tema?
Debater?
Procurar viabilidade para iniciarmos a revolução?