3 de out. de 2016

Hidrocor Marca texto Pilot Pen Lumi Color 200-S




Alguns produtos superam em muito as expectativas dos clientes.
Superam, também o plano durabilidade do próprio fabricante.
É o caso deste conjunto de canetas hidrocores, marca texto, Pilot Pen Lumi Color 200-S.
Tenho a impressão de que o conjunto foi comprado em 1996, na Kalunga no centro da cidade de Campinas, na época em que era sócio de um escritório de Cobrança e Advocacia, na cidade.


Em todo caso, vamos considerar para a análise, apenas a data de validade do produto, que está carimbado na embalagem:
MAR/2007




Veja que todas as canetinhas (exceto a verde que foi perdida) continuam com tinta e estamos em OUT/2016!


Note na primeira foto que o corpo das canetinhas, não deformaram, suas tampas continuam justas e as letras estão bem nítidas no corpo das canetinhas.

Ok! Não foram usadas todos os dias, nem o dia todo, mesmo assim, quantas canetinhas duram tanto?
A tinta não evapora, nem resseca. O corpo plástico não deforma.


Comente, compartilhe sua experiência com algum produto que te surpreendeu positivamente.

Atualização
05/02/2017 - Finalmente a tinta da canetinha amarela acabou.
Comprei para reposição uma de mesma marca e modelo SL, agora com o corpo todo na cor da tinta.]


Atualização
09/10/2021 - A tinta da nova canetinha amarela acabou. (a anterior durou 20 anos, a atual, durou 4 anos).

Wi-Fi Grátis



Sentido-se sozinho?
Libere a senha do seu roteador e verá sua casa, sempre, cheia de visitas.

27 de set. de 2016

A menina que pisca sorrindo




Quando Deus percebe que estamos tentando nos manter fechados, cegos as suas mensagens ele nos manda pequenos avisos.
Recadinhos que vão aos poucos quebrando nossa rigidez, nossa muralha de isolamento.
Assim foi com um reencontro que vivi no final do ano de 2015.
Andava com a cabeça metido em resolver problemas, pensando em soluções e correndo atrás de compromissos até que uma bela tarde, Ele me enviou um destes avisos.
Caminhava eu pela rua quando, avistei uma arvore de uma espécie que havia feito parte da minha época dos bancos escolares. (Publiquei um texto a respeito do reencontro. Acesse o link se desejar conhecer mais sobre a arvore  "Uma velha amiga dos tempos de escola")
Ela trouxe junto, doces lembranças, resgatando em meu peito, sentimentos quase esquecidos.
Nem sabia porque eu havia escolhido este título, para o texto. Achei até exagerado mas, algo me dizia para manter o título do texto. Sentia que algo maior estava por vir. Porém, não sabia o que seria.
Pouco tempo depois, descobri o que Deus tinha reservado para mim.
Tinha aberto meu baú de sentimentos, que eu ha muito tempo trancara.
Me deixou pronto para um novo reencontro, ainda mais especial.
Seria mais um entre tantos que acontecem em nossas vidas, e talvez nem teria dado a devida atenção, se continuasse, com os olhos tapados pelo auto isolamento que eu havia imposto a mim.
Depois de um tempo de conversas, por meios eletrônicos, tivemos nosso momento face a face.
A conversa rolava alegre, divertida, descontraída, com tantas lembranças e revelações que surgiam, até que em certo momento... ela piscou, sorrindo!
Momento mágico!
Coisa de cinema!
Fui transportado para um mundo onde nada mais existia, além da certeza de ter reencontrado a menina dos meus sonhos.
Um reencontro com a menina que pisca sorrindo.
Não tem como explicar, aquela piscadinha com o sorriso. É único, diferente de todo sorriso que já vi na vida. O máximo que consigo descrever ainda não passa a imagem clara do que é aquele sorriso.
É algo com um punhado de meiguice, salpicado de felicidade e gotinhas de provocação.
Aquela imagem me acompanhou por décadas e eu nem acreditava que voltaria a reencontrá-la.
Minha reação foi a mesma de antes. Fiquei fascinado com o piscar, único e especial, daquela menina.
E o tempo passado? Não afetou em nada?
Sim, o tempo tornou mais belo aquele gesto.
Agora, a menina é uma mulher. Assim, ficou ainda mais belo e fascinante, depois de tantos anos, saber que ela continua tão especial.
Só este breve reencontro, já valeu toda uma vida.



Agradeço a Deus pelos seus "avisos prévios"  e pela vida repleta de belos presentes, que Ele me deu.

1 de set. de 2016

Submarino anunciando notebook a R$0,00 no facebook



O pessoal do submarino deve achar que o cliente é tonto.
Deve achar que está fazendo uma baita publicidade, anunciando um produto de mais de R$ 2.500,00 por R$ 0,00, em anúncio pago no facebook, para quando o público clicar, encontrar a piada de que já foram vendidos.
Acontece que as publicidades no facebook, podem ser retiradas assim que a loja souber que o estoque zerou porém, os espertos do Submarino estão, o dia todo de hoje (31/08/2016), anunciando o mesmo produto pelos tais R$ 0,00, com estoque esgotado desde as 9:00 da manhã.


Estão com esta artimanha, jogando o nome da empresa na lama, levando ao descrédito público (se é que ainda tem algum), empurrando os clientes para outras lojas mais confiáveis.


Você amigo empresário, comerciante ou proprietário de uma prestadora de serviços, não use este recurso. Quando desejar atrair a atenção do cliente, cumpra o anunciado.
A mesma energia que gera a compulsão por comprar nos seus clientes, gera a revolta quando ele se sente enganado.

6 de jul. de 2016

Saindo do sedentarismo

A esquerda eu em 1995, no final da faculdade de Direito. No centro, em 2013, quando cheguei a 100Kg. A direita eu em 2015.

Sedentários
Dois seres estavam sedentários, a muito tempo parados.
Muitas águas rolaram nos mais de 15 anos que ficamos sem pedalar, a bike Caloi e eu.
Ela estava parada, empoeirada, tomando sol, de um lado só, enquanto eu estava engordando e perdendo saúde, aos poucos, de forma tão imperceptível aos meus olhos que eu ainda me achava capaz de praticar esportes... um dia, se necessário.

A primeira tentativa
Saímos, para 20Km de pedalada.
Achava eu que ainda tinha condicionamento e segui no ritmo do meu amigo que já praticava ciclismo a um bom tempo.
Não era um percurso difícil. Era praticamente uma reta, margeando o Rio Sorocaba, mesmo assim, não aguentei e abri o bico, quando estava bem perto de chegar no apartamento.
Sorte que parei no topo de uma subidinha e avisei meu amigo que ia desmai...
Apagão!
Ele me segurou a tempo de não bater a cabeça no chão.
Logo veio o socorro do "Brimo" do restaurante Árabe ali na Washington Luiz, com uma garrafinha de água gelada.
Eu preocupado com não criar mais transtorno para meu amigo, que já estava atrasado para um compromisso família, chamei a minha esposa (na época), para vir me pegar, pois, dali até o apartamento tinha uma intransponível subida.
Ela chegou, ralhando como sempre, desmontamos a bike e colocamos no porta malas do carro.
Depois, coloquei no quartinho de despejo do estacionamento e ficou lá por um bom tempo.

Segunda tentativa
Agora, já aprendendo com o erro da tentativa anterior, comecei a me preparar aos poucos.
Primeiro, pesquisando orientações de treino, relembrando velhos exercícios físicos.
Adicionando uma dieta saudável. Deixando de lado as guloseimas e porcarias da vida moderna.

30 minutos de caminhada
Lembro do dia que iniciei a etapa da caminhada medicinal, diária, de 30 minutos.
Desci do apartamento, com roupas antigas, porém, adequadas fui para a calçada mais reta que tinha no quarteirão e dei o 1º passo.
Ao contrário do que disse o Astronauta, este foi um pequeno passo para a humanidade, mas, um grande passo para um homem sedentário.
Ganhei confiança...
Dei o segundo passo, comecei a ver que era possível me locomover com prazer e, ao final de alguns poucos minutos já estava suando, se o corpo não era de atleta, com meus 100Kg, pelo menos suava como um atleta em momento de superação.
Suor corria em bicas!
Continuei caminhando, afinal, a proposta era caminhar por pelo menos 30 minutos.
Então, comecei a sentir aquele gosto de "ferrugem" na boca, que a gente sente quando está sangrando. Coração no extremo do limite, ponteiro do marcador mental já me avisava que estava no "vermelho".
Conclui os 30 minutos, já contando com o retorno para o Apto.

Banho gelado
Bem gelado, com massagem nas pernas, muita água goela abaixo e um descanso mais que merecido, no sofá.
Não deixei o ânimo esfriar!
Pensei como poderia ajudar meu corpo a voltar a um condicionamento mínimo para não sentir que ia morrer, ao final de 30 minutos de caminhada lenta.

Natação
Escolhi voltar a nadar.
Comprada a sunga (enorme) e o óculos de natação, lá fui eu para sessões de natação.
Como eu sabia que estava fora de forma, não quis entrar para as aulas de natação, então, eu treinava onde tivesse espaço no cantinho de entretenimento da piscina.
Treinava a respiração, batia perninha segurando na borda da piscina, tudo como nos velhos tempos de natação na piscina da AFE.
Fui aumentando o fôlego aos poucos, intercalando com os 30 minutos diários de caminhada.

Um passo de cada vez
Assim fui avançando. Quando já não me sentia tão exausto com 30 minutos de caminhada, "desenterrei" a bicicleta, remontei ela e passei a pedalar.
Comemorei cada pequeno avanço!
O aumento da velocidade de deslocamento, encurtando as distâncias.
A primeira brisa no rosto.
Os sinais físicos de progresso.
Não foi uma salto, foi um trilhar, passo a passo, pedalada a pedalada.
Primeiro só nas retas e com a marcha mais leve.
Quando chegava nas subidas, não tinha vergonha, descia e empurrava a bicicleta.
Mantinha meu objetivo de melhorar a saúde. Sabia que com o tempo aquelas subidas seriam vencidas.
Treinos diários, nada era desculpa para deixar de treinar. Sim, sem perceber o que um desafio titânico, já tinha se transformado em treino prazeroso.
Não deu para pedalar as 19:00h? Sem problema! Pedalava as 20:00h, 22:00h ou até pelas manhãs.
Planejava o percurso com antecedência, de acordo com os objetivos:
Consolidar os ganhos de saúde ou fortalecer mais o corpo.
Chegou o dia de arriscar passar pelo tobogã, perto do SESC, seguir até a marginal Dom Aguirre e lá ampliar os treinos, fui tranquilo, empurrando nas subidas, mantendo as pedaladas nas descidas. Nada de "descer na banguela".
Primeiro dia nesse percurso, voltei exausto.
Segundo dia, um outro amigo me convidou para pedalar com ele, um domingo de manhã. Ele acabara de comprar uma bike nova. Sofri calado, para acompanhá-lo.
Ganhei até um elogio dele, por, como ele disse: Eu não ser um cara que atrasa a pedalada dele. Porque ele não gosta de pedalar com cara lento.
Treinei a semana toda e no domingo seguinte ele novamente me convidou para pedalar.
Já estávamos com condicionamento igual, já que ele, só pedalava aos domingos.
Mais uma semana de treino, eu aumentando as voltas no percurso e no sábado já estava fazendo média de 40Km por dia.
Novo domingo, novo convite do amigo, pedalamos eu tomando o cuidado para não deixar o amigo para trás (heheheh), mesmo assim, acho que ele notou algo.
Desse dia em diante, ele nunca mais quis pedalar comigo.
Coisas da vida!

Mundo novo
Junto com as pedaladas diárias, um mundo novo, chegou.
Novas roupas compradas, pois as velhas já não estavam servindo.
Novos rostos descobertos. Rostos de pessoas de passagem, ou de pessoas pedalando, pessoas correndo, caminhando e até, pessoas que estavam batendo papo em plena ciclovia, com suas roupas de igreja e a falta de conhecimento do que era aquela calçada vermelha ao lado da calçada comum.
Estava sozinho nas pedaladas e ao mesmo tempo não estava.
Já tinha me sentido só em plena multidão e até no casamento.
Agora era diferente.
Ora competia comigo mesmo, pedalando uma marcha mais pesada que na volta anterior, ou mais acelerado, ora competia com um ciclista que passava por mim e seguia a minha frente.
Transformava-o em "batedor" sem ele sequer ter consciência disso, pois, seguia a uma distância respeitosa.
Até velhos amigos, reencontrei pelos caminhos, chegando a pedalar junto por alguns domingos.

Altos e baixos
Tinha começado, com um passo, e terminado com a sensação de que ia morrer, depois de pouco mais de 1km de caminhada, no primeiro dia de nova vida.
E já estava conseguindo chegar a até até 60Km de pedalada, sem parar, sem descer do "banco". Parando apenas nos cruzamentos e para socorrer alguma pessoa, quando necessário.
Assim fechei os meses de Março de 2014 com 800km de pedalada, Abril, com 600Km e maio com outros 600Km.
Mesmo quando o divórcio surgiu, parei de treinar. Apenas fiz uns ajustes necessários.
Troquei de cidade, vim para Araraquara e passei a pedalar em novos percursos.
Depois de alguns meses, voltei para Sorocaba, como a bike ficou em Araraquara, por um tempo, comecei a correr sozinho, me preparar para encarar o "Clube da Corrida do SESC".
Depois de um tempo, já acreditando que não ia fazer muito feio, me inscrevi no clube da corrida.

Competições
Nova etapa, agora com treinos orientados pessoalmente, já que antes eu estudava lições de treinos em vídeos, revistas e sites especializados.
No clube conheci pessoas com as personalidades mais variadas.
Eu continuava fiel ao meu plano "secreto" de recuperar saúde.
Não fui pego pelo tal do vício de buscar a superação pessoal a qualquer custo.
Toda oportunidade de acompanhar incentivar alguém, de dar apoio, para mim era válida e deixava de lado a pressa, contudo, nunca saia da técnica. Falava o estritamente necessário, controlando a respiração e as passadas, atento ao percurso.
Assim, não participei de muitas competições, porém, procurei fazer uma de cada modalidade, até chegar ao objetivo final.
Embora os treinos no clube fossem só de quarta e sexta, eu continuei treinando diariamente, correndo e depois que busquei a bike em Araraquara, correndo e pedalando nos dias de recuperação dos treinos.
Focado no ganho de saúde e na superação das "limitações" declaradas pelos médicos, em decorrência do acidente gravíssimo que sofri aos 18 anos, segui aumentando a quilometragem.
Segui um bom plano de treinos. Como manda o "figurino", intercalando corridas curtas, médias, longões, tiros, exercícios físicos, pois, por um tempo, também, fiz um pouco de Ginástica Multifuncional, no SESC, além de treinar em casa.
O que me capacitou para participar das competições relacionadas, abaixo:
1ª - 16/11/2014 - Bauru - caminhada 4k
2ª - 07/12/2014 - Ipiranga - corrida de revezamento - 5k - 33 minutos
3ª - 31/12/2014 - Araraquara - Corrida de Santo Onofre - 7K - 45:22 minutos 168º
4ª - 01/03/2015  - São Paulo - 1/2 Maratona Internacional de São Paulo - 22K - 2:28:15
5ª - 17/05/2015 - Bertioga - 10K na areia, posição 191º, -  01:11:46
6ª - 28/06/2015 - Belenzinho - 6K, Tempo liquido 00:37:38
7ª - 09/08/2015 – Sorocaba – 11K, 4a. Corrida e caminhada Legal OAB Sorocaba - 1:14:08, 35º na categoria, 150º no geral
8ª - 13/09/2015 – Sorocaba – 10k, Correr e Caminhar - Posição 146 Masculino Tempo 01:06:15
9ª - 18/10/2015 – Santos – Corrida dos Comerciários - Posição 197 - 10k, Tempo 01:01:00 Equipe SOROCABA
10ª - 31/12/2015 - Araraquara - Corrida de Santo Onofre - Posição 188 na categoria - 6,53K - 45:49 Minutos
11ª - 24/04/2016 - 15 Milhas da Meia Maratona de SP - 3:09:57 - 1913º colocado. 280º na categoria.

Conclusão
Como pode ver, nunca subi no pódio, nem ganhei troféu, por outro lado, também nunca sofri lesões nas competições. Chegava inteiro, alegre, leve, sem dores, com condição de observar e curtir toda a beleza da competição e dos eventos após a chegada.
Sofri uma lesão, doméstica, quando enfiei o pé esquerdo dentro de um buraco no asfalto ao montar na moto, o que me custou reprogramar a meta final das competições, desta fase.
Assim, após me poupar por meses, reduzindo a carga de exercícios e protegendo bem o pé, nos dias de competição, faltando pouco mais de um mês da Maratona de SP de 2016, pedi minha reclassificação para a prova das 15 milhas.
Acho que fiz o certo, ao reconhecer que não tinha conseguido me preparar para uma Maratona.
Sei que valeu tudo que vivi até aqui, as amizades, as superações positivas, as alegrias e comemorações, como a do dia que consegui pedalar onde havia desmaiado anos antes, ou o dia que dava pulos de alegria, feito criança, por ter chegado ao primeiro 6K de distância em um treino.
Hoje sou uma pessoa mais leve em todos os sentidos, fruto dos anos de vida de bônus, que ganhei de Deus, com o simples gesto de dar o primeiro passo no dia que acreditei que podia voltar a ter saúde.
Agora chego ao fim de um ciclo...

O começo de um novo ciclo
Tenho algumas opções na manga, todas visando fazer bom uso, destes anos "Bônus" de vida.
Já fiz um pequeno "ensaio" e foi bom.

Quer arriscar um palpite? Ver se advinha qual é o meu plano?
Comente.

16 de mai. de 2016

Anotar o pedido!




Este pequeno gesto, que demonstra grande atenção e cuidado com o que o outro deseja, está esquecido em nossa sociedade.

Vi o representante da Elma Chips fingindo anotar dr cabeça o pedido do cliente dono de bar.
O cliente analisava o item que desejava. Pedia a quantidade que precisava é o representante fingindo anotar.
Foi para o carro e voltou com o que queria vender.


Vi também a atendente da padaria, que terá que preencher a comanda em papel, para o cliente pagar, no caixa, porque não faz isso antes, quando o cliente faz o pedido.
Não! Ela anota na cabeça, mesmo sendo super "atenciosa", sai para limpar uma mesa e quando volta, já esqueceu parte do pedido.

Conheci um funcionário que pediu ajuda com um trabalho de faculdade.
Prontamente, me dispus a ajudá-lo, reservamos uma hora do final do expediente para eu passar as orientações solicitadas.
Para espanto, no primeiro dia ele não pegou um papel e caneta para anotar as orientações.
Insisti para que tomasse notas do que eu ia falar e ele relutantemente, pegou uma caneta e meia folha de rascunho.
No segundo dia, sentou ao meu lado, para as orientações, sem papel, sem caneta, novamente.
Sequer, pegou o rascunho que perdeu em algum lugar.
No terceiro dia, encerrei a brincadeira. Depois de constatar que, novamente, não tinha papel e caneta para as anotações.


Quanto tempo, é perdido, com essa tola atitude de não anotar o pedido no ato e depois perguntar mais de uma vez para confirmar?
Quanto prejuízo é causado quando a comida errada é servida, o produto errado é entregue ou o serviço errado é prestado?
Quanto sofrimento, irritação e briga são evitados com o pronto e eficiente atendimento é prestado?

Se você quer se destacar, anote.
Destacar não é só no sentido profissional.
Quer ser notado, lembrado, como alguém de valor, faça as anotações necessárias, quando alguém fala com você.
Preste mais atenção no que o cliente pede, o outro pede, os familiares pedem.
Não existe vergonha em precisar anotar, pelo contrário. Andar com um bloco de papel e uma lápis ou caneta é positivo. Pode até tomar nota em arquivo digital, aliás, excelente recurso.

Certo está o "Manuel", que sempre tem um bloquinho de papel no bolso e um lápis preso na orelha.

11 de mai. de 2016

Irreconhecíveis


Diário de bordo No. 72911027256

Este planeta é muito maluco!
Cada dia algo novo me surpreende.
Acreditam que os terráqueos não conseguem reconhecer um rosto, de uma pessoa, se a pessoa colocar um simples óculos (artefato que circulam os olhos quando não conseguem enxergar direito ou precisam proteger os olhos) ou mudam a posição de distribuição dos pelos capilares.

Outro dia mesmo, estava eu em um Tribunal e apresentei meu documento de identidade terráquea.
A atendente, olho para a foto do documento, olho para meu rosto, voltou para a foto e perguntou:
- O Dr. é o senhor mesmo?
Respondi que sim e ela comentou que eu estava muito diferente.
Na foto as diferenças eram um rosto levemente mais gordo e, cavanhaque e bigode.

Curiosa a forma de identificação dos terráqueos!
Parece coisa de história de entretenimento, mas é real.

Aqui bandidos e heróis se escondem atrás de um simples óculos, de uma pequena barba ou um minusculo bigode.

10 de mai. de 2016

O Leproso Social


Assim ele se sentia.
Um leproso.
Caminhava sozinho pelas ruas.
Sentava na mesa de uma cafeteria, sem companhia.
As pessoas que passavam por ele, olhavam-no de forma estranha, talvez por não entenderem como alguém podia estar sozinho, por tanto tempo.
Não importava o que fizesse.
Por mais que corresse atrás das pessoas, até literalmente, quando começou a praticar esportes, continuava sendo evitado.
Na fila do supermercado, um solitário comprando petiscos para um fim de semana.
As poucas pessoas que se aproximavam dele, invariavelmente, com um pouco mais de convívio, o deixavam.
Tentou descobrir a causa.
Durante a adolescência, achou que tinha bafo, depois, pensou ter cheiro ruim.
Devia ter algo de errado com ele, para afastar tanto assim, as pessoas.
Dupla personalidade, talvez?
Quem sabe?
Vai que ele se via um cara normal, mas na verdade era uma pessoa detestável.
Era quieto, fico expansivo, depois, voltou a se fechar.
Assim, tornou-se um recluso.
Busco se conformar com seu destino.
Sua pergunta de toda noite, para seu único amigo, no momento de sua oração, era: Por quê?

8 de mai. de 2016

Correndo na contramão




Parte do participantes das corridas de rua estão correndo sem preparo ou, pior, preparados de forma errada.
Estão sendo incitados a competirem, além das forças, além de suas capacidades.
Não percebem que quem ou o que as estimulam a isso está interessado no milionário mercado das lesões.
Sim!
São empresas, com campanhas do tipo: "Arrebente seus músculos que depois passando meu remédio X, vai se sentir bem".
"Coma meu alimento Y que estará pronto para se arrebentar até esgotarem suas forças"
São "profissionais" agitando suas bandeirolas do "corra o máximo que não puder, depois venham na minha clínica que faço uma massagem ou um tratamento e tudo bem".
Estes participantes, estão defendendo esse estilo de vida de correr "abestado" e torcer para não sofrer NOVA lesão, da mesma forma que um fumante defende o cigarro.

  • Mata lentamente
  • Faz mal mas, da prazer
  • Se eu vou morrer, posso escolher como.
Esquecem que o ídolo Fidípides não saiu correndo entre Maratona e Atenas, pensando "vou pra me arrebentar!".
Ele foi porque tinha uma missão a cumprir e, infelizmente, depois de cumprida a missão, morreu.

Embora a mídia se interesse por mostrar os atletas lesionados em momentos de superação, precisamos compreender que aquilo não é a rotina do atleta.
O verdadeiro atleta (seja amador ou profissional) executa toda uma preparação física, com treinos, exercícios, alimentação e hidratação. Estuda o percurso, analisa a prova e, dependendo do nível da competição, até faz a ambientação ao clima e ao fuso horário do local da prova.

Fico com a seguinte questão na cabeça:
Somos atletas ou somos marionetes usadas por alguns grupos para ganharem dinheiro com o nosso desgaste, nas corridas?

Não há dúvidas que correr faz bem para a saúde. Que competir cria motivações e inspirações transformadoras para as pessoas.
Questiono, aqui, a forma ou a deforma de correr que algumas pessoas adotaram.
Questiono, o "mercantilismo" das competições, mascarado de "popularização" do esporte.

Verifiquem, quantos dos 26000 inscritos (sem contar as pipocas), chegaram cansados porém, sem lesões e quantos chegaram lesionados.

6 de mai. de 2016

Far West


Não sou um cowboy, nem estou à cavalo.
Não uso um chapéu, com a aba cobrindo os olhos porém, a visão que tenho é a mesma.
Sigo na estrada que me leva onde o sol está se pondo.
Belo sol de Araraquara.
Sem dúvida o mais gostoso de partir é o momento de voltar.
Chego a terra que me viu crescer.
Terra que me deu duas filhas, uma família abençoada e um diploma.
Chego no momento em que tudo é dourado.
Logo a noite chega e com ela, os abraços da família.

25 de abr. de 2016

Meia maratona



Foi um longo trabalho, até atingir o objetivo final desta etapa na vida.
Hoje fazendo uma revisão vejo que foi tudo muito mais divertido do que duro.
Foi muito mais gratificante do que penoso.

Meia maratona para cima é outra dinâmica.

Diria até que outra filosofia de vida.
Precisa levar muito a sério toda orientação e treinamento.
Também é preciso aprender a respeitar os limites do corpo.

Tentar completar a prova, mesmo lesionado, se arrastando por + 10 ou 15 Km pode trazer sérias complicações, depois.

Treinei muito duro, para ter condição de simplesmente completar uma meia maratona, ano passado e uma 15 milhas, este ano. O objetivo era ter feito uma maratona e fechar esta fase do projeto com "chave de ouro". Vi que preparo não estava adequado e pedi a reclassificação para a prova de 15 millhas.

Acho a experiência de trotar por 24Km (15 milhas) fantástica. Trotar por 3 horas seguidas. Tendo que administrar o corpo. Saber hora de tomar gel, hora de beber água etc etc é muito interessante.

13 de abr. de 2016

Receita de Receita de Pudim de Leite




Vi essa chamada no facebook, na minha "timeline" então fiquei imaginando como seria...

Vamos a receita de receita de Pudim de leite?


Tome nota!

Ingredientes:
1 folha de papel A4 (pode substituir por 1 folha de caderno)
1 caneta (não recomendamos o uso de lápis, pois, acaba apagando com o tempo.
1 copo de água
1 cadeira
1 Mesa (para apoiar o papel)

Modo de fazer:
Sente na cadeira, e apoie o papel sobre a mesa.
Junte a caneta sobre o papel e comece a escrever a receita de Pudim de leite.
Escreva com boa empunhadora e em ritmo que permita uma boa caligrafia ou, nem mesmo você conseguirá ler a receita depois.
Intercale a escrita com goles de água.

Tempo de preparo:
Depende da sua afinidade com a escrita.
Alguns levam 5 minutos fazendo a receita de forma legível outros levan uns 30 minutos
É mais ou menos a história do fogão. Sabe como é, nunca bate o tempo da receita com o tempo na vida real da sua cozinha.

Rendimento:
Com letras normais, cabe uma ou duas receitas por folha

Armazenamento:
Guarde no meio daquele caderno velho, cheio de farinha e manchas de óleo na gaveta da cozinha.

10 de abr. de 2016

A revolução na educação



Em um primeiro momento, pode parecer simplista o conceito de que todos os problemas "do mundo" ou da sociedade moderna, possam ser solucionados através da educação das pessoas.
Educação, aqui entendido, não somente a questão envolvendo palavrões e insultos ou a omissão deles. Falamos aqui da "educação" no sentido completo da palavra.

Educar é preencher a alma de uma pessoa com conhecimento que permita, ela própria, fazer suas escolhas, tomas suas decisões e encontrar as soluções para seus problemas.

Erros, sofrimentos, dificuldades e autodestruição
No mundo atual, sofremos mais por erros de decisão, erros de escolha, sejam os erros induzidos pela mídia, pela imprensa tendenciosa, seja pela falta de conteúdo, para embasarmos nossas decisões, do que por qualquer outro motivo.
Estamos sendo moldados para termos medos que nos levem a consumir determinados produtos para nos dar proteção. Desejos que nos levem a consumir mais.
A discórdia é semeada entre nós, para que isolados uns dos outros, não possamos, trocar informações e termos "insights" reveladores

O resultado de tudo isso, é o cenário que estamos vendo.
O mundo onde o ser humano caminha para a autodestruição.

Várias soluções nos são apresentadas, como solucionadoras.
O assistencialismo político não é o caminho, mais do que dar a alegada "igualdade de condições" ele escraviza as pessoas.
Cada vez mais, mais e mais será necessário para suprir a demanda crescente ao passo que cada vez menos, menos e menos, quem tem, vai querer compartilhar com os que necessitam.
Armar as pessoas, umas contra as outras e deixar que elas próprias reduzam as populações não é o caminho. Esse processo não tem fim, até que, restando apenas dois humanos, ambos tentem se matar para não ter que dividir o mundo com o outro.

Como é possível parar esse processo e até mesmo revertê-lo, se nada tem funcionado?
A solução, aliás a única solução possível é a educação das pessoas.Não é só uma questão de ser bondoso, justo, religioso, etc, etc e etc,
Até mesmo o maior dos egocêntricos, se pensar bem, vai chegar a mesma conclusão.
Não estaremos seguros, enquanto existir uma única pessoa que não tenha sido privilegiada com a luz do conhecimento, da instrução, da informação.

Do conhecimento ao autoconhecimento
O conhecimento, nos mostra o quanto somos, pequenos dentro do universo, ao mesmo tempo tão especiais e importantes, como cada um dos outros seres.
O conhecimento nos leva a admirar a luta pela vida de uma simples planta ao brotar. Uma pequena flor, ao abrir suas pétalas.
Nos faz compreender os ciclos da natureza, a força de suas águas, da energia do sol, a importância da luz e da noite.

"A pessoa com maior bagagem de informações, sofre menos em sua vida.
Ela encontra soluções mais rapidamente, encontra mais opções de soluções, inclusive."

Como iniciar esse processo de educação de forma efetiva?
De todas as formas que temos disponíveis atualmente, de distribuirmos o conhecimento creio que a que verdadeiramente vá revolucionar o processo de educação, está no uso de e-reader (leitores digitais) para as crianças, carregados com exemplares dos melhores livros já escritos, independente da época em que foram publicados.
De todas as matérias. Sejam de estudos, literatura.

Porque um e-reader?
Primeiro porque são os equipamentos melhores desenvolvidos para a leitura. Sua tecnologia de eink (tinta eletrônica) permite que um leitor eletrônico possa ser lido por horas e horas, dias e dias, antes de precisar de uma nova recarga.
Seu consumo de energia é baixíssimo.
Dentro de um e-reader, mesmo nos modelos mais baratos, cabem milhares de livros. E ainda podem receber memória adicional para armazenarem mais livros.
Livros escolares, então! Podem ser atualizados a cada nova edição, com uma simples conexão na internet ou em um computador.
Você sabia que a dificuldade em entender o conteúdo é o principal motivo para as pessoas abandonarem a leitura?
Um e-reader trás embutido, dicionários. Acessíveis com o simples toque do dedo sobre a palavra desconhecida.
E-readers foram criados pensando em solucionar a maioria das dificuldades de leitura.
Não ocupam grandes espaços no armazenamento e transporte. 
Estão sempre acessíveis.
Podem ajustar o tamanho da letra e intensidade das letras de acordo com a necessidade visual do leitor.
Possuem marcadores de páginas.
Permitem anotações.
Livros digitais, são baixados rapidamente em qualquer banda de internet, até nos pacotes mais lentos e menores.

Obs.: Minha única preocupação era. Onde os jovens pobres iriam encontrar energia elétrica para recarregarem seus leitores.
Se já estamos tão bonzinhos que permitimos que as pessoas recarreguem seus "Smartphones" em rodoviárias, lanchonetes, escolas, etc, porque não vamos permitir que recarreguem seus leitores digtais?

Livros digitais x Livros Impressos
Livros digitais são de produção bem mais barata do que os livros impressos, o que permite que os livros antigos e fora do interesse comercial das editoras possam ser lidos, novamente.
Sim, livros fora de moda ficam encalhados em prateleiras, então, as editores, simplesmente, deixam de publicá-los.
Além disso, as editores perdem o direito de exclusividade sobre um livro, quando um livro cai em "Domínio público". - No Brasil isto ocorre no primeiro janeiro, após o aniversário de 70 anos da morte do autor. O que reduz o preço dos livros, já que qualquer um pode publicá-lo. Deixando de ser interessante para a editora.

O futuro pode começar agora
Imagine uma criança, crescendo, com acesso a uma fonte enorme de informação confiável.
Jovens trocando livros digitais.
Saraus de leitura, acontecendo pelos cantos. Em bares, cafeterias, clubes.
Pessoas descobrindo o desejo de escrever bem, para ter seu livro publicado.

O que está impedindo a revolução cultural começar?
Interesses políticos (sim, sempre eles).
Interesses comerciais (dos famintos por dinheiro).
Interesses religiosos (das falsas igrejas, claro).

Tempo para colhermos os resultados
Uma ou duas gerações, para começarmos a ver os efeitos da revolução, rotineiramente. Porém, em pouco tempo veremos mudanças pontuais, visíveis no rosto de cada criança contemplada com um leitor digital.

Custo da revolução
Um leitor digital, chega a ser vendido por algo em torno de US$ 99.00. Isto porque ainda é visto como um produto comercial. Imagine como os preços poderão ser reduzidos quando a escala de distribuição for maior. Quando grandes grupos começarem a negociar a compra destes equipamentos para a distribuição para as pessoas?

Livros digitais são encontrados gratuitamente, tanto os de domínio público em grandes bibliotecas virtuais, confiáveis, como com preços promocionais nas editoras.
Fora que, muitos autores adorariam colaborar com a revolução, com algum de seus títulos, graciosamente.

Debates
Queridos leitores, o que acham da ideia?
Vamos discutir o tema?
Debater?
Procurar viabilidade para iniciarmos a revolução?

17 de mar. de 2016

Manual Básico de Desenho e Pintura


Para quem está iniciando nas artes, como eu, estava em 1997, eis um pequeno resumo das principais informações e dicas de pintura.

Está no formato epub.
Baixe o arquivo, leia no seu smartphone, tablet, computador de mesa.

Clique aqui!

13 de mar. de 2016

Como acabar com os políticos corruptos


Dias atrás, me perguntaram até onde vai essa "poca vergonha política"? Essa roubalheira! Se não tinha como acabar com os políticos corruptos?

Minha resposta não agradou quem fez a pergunta.


1) Enquanto nós, cidadãos, continuarmos agindo, pensando mais em nosso benefício do que no benefício de nossa comunidade, continuaremos tendo políticos corruptos.
Citei um exemplo:
Um homem, está em um vestiário de um clube, olha no chão e vê um par de chinelos.
Olha para um lado, olha para o outro, ninguém por perto.
Abaixa, pega os chinelos, poe na mochila e fica todo feliz que encontrou um par de chinelos novos.
Depois conta para os amigos: - Imagina se eu ia deixar lá? Novinho! Lá esquecido! Se eu não pego, alguém ia pegar!

Acha exagero?

Então deixa contar outra situação.

2) Um cidadão, encontra na sua uma carteira recheada de dinheiro, em plena semana de pagamento.
Olha para os lados, cobre a carteira com o pé, arrasta ela para um canto, abaixa discretamente e a pega.
Poe no meio das suas coisas e vai embora, feliz que achou uma grana. Depois, doa 10%  para alguma obra assistencial, por via das dúvidas e leva os documentos no correio para ver se devolvem pro dono, já que 2a. via de documento é um parto, né?
Do dinheiro, nem um pio, afinal de contas, se a outra pessoa perdeu é porque não estava precisando ou não faz falta.

Quer mais?
Leia esta!

3) Fila do supermercado. Caixa rápido.
Consumidor com um carrinho lotado de compra, pegando fila porque ali é mais rápido e ele está com pressa.

4) Área reservada para deficiente físico em estacionamento.
Vou parar aqui mesmo, porque vai ser rapidinho.

5) Uma pessoa compra um automóvel, por 1/3 do preço, de uma pessoa que chegou dizendo: - Olha! Este carro tinha sido comprado por uma pessoa lá na Bahia (ou outro estado bem longe) e ele não pagou as parcelas, então o carro foi pego pelo banco e agora o banco esta vendendo mais barato.
Só vamos deixar no nome do outro por enquanto pra não ter que refazer o contrato e aumentar o preço. Vai usando, que logo, logo, vem a transferência no seu nome.

6) E quando crescemos achando que a pessoa mais legal é a que vive dando presentinhos?

7) Enquanto continuar o pensamento que, jogando lixo e esgoto nos rios, quem vai se ferrar é só o "outro" que mora rio abaixo, muita coisa não vai mudar no futuro.

8) Quando participamos de uma corrida como "pipoca" sem pagarmos inscrição e bebemos a água de quem pagou para participar, estamos saciando a sede de um microcorrupto.

9) Estacionar em local proibido para esperar alguém e abrir o capô do carro para fingir que o carro quebrou, para enganar o guarda, se ele aparecer.

10) Cidadão com um belo carrão importado, para o trânsito de metade de um cruzamento, porque está com o carro atravessado na pista, esperando o melhor momento de fazer uma conversão proibida.

11) Pessoa (jovem universitária) acaba de se mudar para um novo condomínio, manda recado para o síndico dizendo que quer conversar, puxa para um canto e propõe:
- Eu acho que está caro o que estão pagando pela faxina. Posso arrumar para um "parente" vir fazer a faxina, eu faço ela pedir um valor mais baixo e você embute no serviço a faxina do meu apto."

Sim, cada pequena atitude dessa é que faz nosso pais ter tantos políticos corruptos.
Lembra daquela aula na escola? - O político é um representante do povo!

Dizem que "a ocasião faz o ladrão". Errado! A  ocasião faz o ladrão levar o que tem disponível.
Ou ele é ou não é uma pessoa que está disposta a se apropriar da coisa alheia.

Se a pessoa cresce levando pra casa, chinelos, carteiras, furando filas, desrespeitando regras e achando que melhor pessoa é a que dá mais presentes, quando tiver um cargo público vai continuar agindo assim, só que não é só uma carteira ou um chinelo que ele vai encontrar, por perto.

É difícil mudar? Sim, é! Não vou mentir. Porém, não é impossível.
Não é uma atitude de rompante cívico, com passeatas momentâneas, como se fosse um dia de copa do mundo, que vai mudar o pais.
Não é pintando a cara em um dia e no outro, pegando o pendrive alheio que vamos construir uma grande nação!

Aliás, grande nação já somos!
Maior do que muitas outras por ai que pensamos que são melhores que a nossa, mas isso, é tema para outro dia.


Eduque seus filhos e eduque os filhos dos outros, sempre que possível.
Ensine-os que o que é certo é certo sempre. O que é errado é errado sempre.

Quando ele for eleito, saberá o que fazer!

24 de fev. de 2016

Os habitos de cada um



O meu é tentar facilitar a vida das pessoas. (Já ouvi me falarem que sou um chato, por ser assim.)

Conheço uma pessoa que tem o habito de comprar no supermercado um desinfetante sanitário, daqueles de pedra, e colocar no vaso do banheiro de qualquer lugar onde se hospede.
Ai, por mais novo e moderno que seja o lugar, fica com aquele cheirinho de casa velha.

Sei de pessoas que tem o hábito de furtar frutas, docinhos, geleias do café da manhã dos hoteis, para comer depois, se sentir vontade.
Na maioria das vezes, acaba pegando por pegar. Nem come depois.

Conheci pessoas que quando vão comprar algum alimento em algum bar, ou lanchonete, ou mesmo em carrinho de sorvete, ou até mesmo quando vão ser atendidas por garçons, fazem o pedido para todos que estão juntos, sem perguntar o que elas querem.

Hábitos existem aos milhares, cada um mais inusitado que o outro.
Fico observando as pessoas, seus hábitos, suas atitudes.
Alegra-me perceber a diversidade no mundo.

14 de fev. de 2016

Zumbi de tomada



Era um dia adorável no SESC, como a tempos eu não tinha.
Tirei a manhã para esquecer as contas e o tempo escasso. Esquecer o corre corre do dia a dia.
Troquei um livro na estante de trocas. Deixei um conto policial americano, por poemas do Quintana.
Visitei as flores e li um pouco, sob o brilho peneirado do sol, entre as madeiras e telas do viveiro de plantas.
Depois, fui até a comedoria, fazer uma pausa na leitura, para comer salgados com refrigerante.
Satisfeito com a refeição, decidi fechar com café e pão de queijo.
Peguei o pedido, e fui até os bancos do outro lado do salão.
Sentei, abri o livro eletrônico e fui comendo pãozim, tomando cafezim e lendo.
Meu 6º sentido me alerta!
Olho para a frente, vejo um novo tipo de zumbi se aproximando.
Cabeça baixa, duas mãos levantadas, até a altura do peito. Fazendo cara de quem tem algo muito importante para resolver, tentando com este olhar, comover as pessoas que estão a sua volta (se é que zumbi tem conhecimento do que está a sua volta), comover para que não a repreendam pelo que está prestes a fazer.
A zumbi, olha para as paredes... aquele olhar de quem está hipnotizado.
Olha em algum ponto imaginário a 30cm do chão.
Procura desesperadamente uma tomada. Como se seu enslavingphone, fosse morrer em segundos, sem o socorro.
Sim, ela trás em suas mãos flutuantes, seu enslavingphone, na esquerda o aparelho, com seu cabo, saindo de suas entranhas, como se fosse um cordão umbilical, embaralhado no ar, ligado a outra mão onde um carregador que mais parece um desfibrilador, está empunhado com seus pinos para frente, pronto para invadir a primeira tomada que encontrar.
Até ouço seu pensamento:
- Tomada! Tomada!
- Preciso de uma tomada!!!!
Para meu azar, a única tomada deste lado do salão, está ao meu lado.40cm do meu quadril...
Recolho o meu corpo com medo de ser abocanhado, quando ela acopla seu carregador a tomada.
Um brilho de sangue novo correndo pelo corpo, surge em seu rosto.
Ela carrega, ali, de pé, apoiada contra a mureta, por alguns segundos. tempo apenas para dar sobrevida ao seu enslavingphone, então, retira o carregador e procura outro lugar mais confortável.
Não encontra, pega uma cadeira do grupo de leitura e arrasta até perto da tomada.
Zumbis são assim  mesmo, não pensam em mais nada a não ser conseguir o que lhe garanta vida por mais alguns momentos.
Passa um tempo e quando ela já está para sair dali, como que se já tivesse sugado a alma de uma pobre vítima, aproxima-se outra Zumbi... está com uma sede ainda maior... trás em suas mãos flutuantes, um notebook de 15 polegadas, com ainda mais cabos, pois, além do desfibrilador ela usa um mouse.
Sumo dali, em busca de um lugar mais seguro, longe de tomadas.


13 de fev. de 2016

Documentos públicos com fé

Lei orgânica do Município de Votorantim

DAS VEDAÇÕES

 Art.  17 Ao  Município  é  vedado:

I  ‐  estabelecer  cultos  religiosos  ou  igrejas,  subvencioná‐los,  embaraçar‐lhes  o  funcionamento  ou  manter com  eles  ou  os  seus  representantes,  relações  de  dependência  ou  aliança,  ressalvada,  na  forma  da  lei,  a colaboração  de  interesse  público;

II  ‐  recusar  fé  aos  documentos  públicos;



Fala sério!
Para estarem elencados assim, em sequência. Foi para confundir ou por confusão?

Ou...
Documentos públicos tem direito de frequentar cultos religiosos?

9 de fev. de 2016

Tempo de vida x Valor da vida x Qualidade de vida


Hoje vivemos mais e talvez, por isso mesmo, o valor que damos a cada minuto de vida é menor.
É como se uma vida tivesse um valor predeterminado e esse valor fosse dividido pelos minutos que vivemos. Deste modo, hoje, se é possível viver em média até 65, 70 anos, o valor do minuto é inferior do que no passado, quando uma pessoa vivia em média, 45 anos.
A brevidade da vida, no passado, parece que impulsionava as pessoas a viverem mais, aproveitarem mais cada minuto dos poucos anos de vida que teriam.
Hoje, pelo contrário, o que vemos são pessoas, correndo atrás de coisas, comprando, acumulando e deixando de viver, da forma que deveria, seus preciosos minutos, pois, têm, a vã crença de que nos minutos futuros, poderão desfrutar plenamente da vida e recompensar o tempo perdido.
Porém, o que as pessoas esquecem é que; não há volta.
Não há como recuperar o minuto perdido.
Você pode manter seu corpo em forma, porém, não será a mesma coisa que um corpo jovem saudável.
Isso sem contar nos riscos, nas surpresas que o destino nos reserva.
Quem garante que um AVC, uma doença ou fatalidade, não venha a cortar, reduzir ou modificar o tempo que resta?
Com esse desperdício de tempo, a qualidade da vida está pior.
Reflita sobre a qualidade da sua vida!
Está vivendo?

8 de fev. de 2016

Namorando na cafeteria


Gosto das cafeterias.
Sou um frequentador assíduo.
Mesmo que pareça um absurdo, para alguns, pagar uma nota por um cafezinho.
Se pensar bem, vai perceber que não é só pelo café que eu gosto das cafeterias.  É pelo carinho com que se é atendido. Pelo, "boa tarde" de alguém conhecido e que ficou, realmente, feliz em te rever.
Cafeterias tem um "que" de "eu gosto de você, mesmo se você só gastar uns trocados".
Não é como entrar em uma revenda de carros, em uma clínica de estética ou loja de grife. 
Os sorrisos não são falsos.
Pode ver. Preste atenção!
Uma cafeteria só vai para frente, se as pessoas que tocam o negócio tem paixão em servir.

Assim, estava eu na cafeteria do Café do Ponto, no Shopping Iguatemi de Sorocaba, tomando meu "Sul de Minas", quando minha namorada, mandou mensagem. Estava ela no shopping de Campo Grande, muito distante daqui.
Sentou para tomar café, também, em uma cafeteria Café do Ponto e comer uma fatia de bolo, junto com os filhos.
Enviou uma foto.
Comentamos, trocamos algumas mensagens. Falamos um pouco sobre o que estávamos bebendo e brinquei...
Estamos juntos. Estou na mesa ao lado!
Sim. É uma brincadeira boba. Imagina quase 900km de distância e eu dizer isso.
Coisa de louco. Alguns vão dizer.
Claro! Vou responder.
Uma deliciosa brincadeira, que aquece o coração, como um bom café e que só os que amam vão entender.