24 de abr de 2015

Estamos todos emburrecendo


Até pensei em deixar passar estes pequenos fatos, mas, a frequência está cada dia maior.
Então, isto me assusta.
Parece que cada dia que passa as pessoas estão ficando mais desligadas, esquecendo como faz contas, deixando de lembrar como atender uma pessoa. Como ser gentil.

Vamos aos fatos:

Cena 1)
Funcionária da loja, tem que cobrar R$ 18,50 de um cliente.
Cliente entrega R$ 20,00 e pergunta se R$ 0,50 facilitaria o troco.
Funcionária fica confusa, pensa um pouco. Na dúvida pega os R$ 0,50 e devolve para a cliente, R$ 1,50 + R$ 0,50 em moedas.

Cena 2)
Caixa da lojas Americanas em Campinas, em um dos shoppings chics.
Cliente pergunta, tem pendrive de 16Gb? Pegue aquele ali amarelo, de R$ 30,00, atrás de você.
Caixa responde: Não temos pendrive de R$ 30,00,00. Temos este aqui, de R$ 29,99, de 16Gb.
Respondo ironicamente: A bom, poxa, eu pensei que fosse de R$ 30,00, ainda bem né que é de R$ 29,99.

Cena 3)
Loja nova com nome de JellyBread, no Shopping Iguatemi de Campinas.
Cliente: Olá! Do que é feito este (nome do doce) de Pêra? O nome do doce, estava em uma plaquinha indicativa.
Atendente: Ele é feito com pêra.
Cliente já chateada: Sei! E este doce (fala o nome do doce) de Damasco, como ele é?
Atendemente: Bem, esse ai, eu acho que vai damasco.
Cliente já inconformada: Tá bom, então faz o seguinte, arruma para mim um cardápio, que vou escolher lá na mesa.
Atendoente: Vira, pega dois cardápios e entrega para a cliente.
Cliente, olha os cardápios e constata que neles, só tem salgados e lanches. Sequer um pirulito, está listado no cardápio.
(Neste caso, várias outras atrapalhadas, ocorreram, mas, isto, já é matéria para outra publicação.)

Estes três pequenos fatos, são uma leve amostra de para onde está caminhando o atendimento.
Estamos em uma era onde o "self" tem prioridade.
Garçons não esperam o cliente passar na frente dele, quando se cruzam no estabelecimento.
Funcionários ficam conversando entre si, na frente do cliente, como se ele nem existisse. Inclusive no caixa, recebendo o pagamento do cliente e dando o troco.

No meu conceito, os gerentes, os proprietários os "donos da bola" são mais responsáveis por estas atitudes do que os funcionários.
Mas estes, não ficam isentos, totalmente da responsabilidade.
Claro que se o "chefe" não serve de exemplo de qualidade de atendimento, ou se a empresa não tem normas de educação, o funcionário não irá agir da forma adequada, porém, se ele desejar, ele pode sim, se destacar e agir com todo o respeito que o cliente (que é quem paga o salário do funcionário, seja ele de empresa privada ou pública) merece.
E dai, tratar o cliente com respeito, em uma empresa que dá a mínima para isso? O que eu ganho com isso, pode um atendente perguntar.
Ganha, que em um mundo de desqualificados e desinteressados, quem atende com qualidade, reluz, como diamante. Será notado por alguém que fará uma proposta de trabalho, bem mais interessante, para ele.
Não escorregue ladeira abaixo! Não se emburreça!
É preciso amar seus clientes, como se não houvesse amanhã...