23 de out de 2009

Krakatoa


Estive visitando alguns bares de Araraquara, fazendo análises e degustando cervejas.
Fui convidado a conhecer o "Mais sofisticado bar de Araraquara" o Krakatoa.
O atendimento em resumo, foi desastroso.
Pedimos uma cerveja premium e ele nos serviu como se fosse uma "cerveja de bêbado", ou seja, como se fosse uma marca qualquer.
Quando a garrafa já estava vazia, ele pegou no gargalo dela, levantou um pouco e perguntou: - Querem outra Skol?
Pedimos o cardápio para escolher outra cerveja premium e... recebemos um recebemos um pedaço de papel, úmido e roído.


Claro que o garçom não fazia a menor ideia do que era uma degustação de cervejas, portanto, a cada nova cerveja que ele trazia, tentava servir no mesmo copo da cerveja anterior.
Pedimos para que os copos fossem substituídos, o que o garçom fez a contra gosto por duas vezes e na terceira já alegou que não tinha mais copos disponíveis oferecendo taças de vinho para nossa degustação.
Na quarta vez, lavei minha taça com água mineral, depositando o líquido do enxague na tina de gelo.
Quando decidimos tomar uma cerveja "normal" optamos pela Antartica que tinha um enorme poster na parede.
A resposta do garçom foi de que não tinham cerveja Antartica.
Depois destas e de outras falhas, pedimos finalmente a conta.
Quando a conta chegou, pedimos para o garçom dividir o valor da conta, pelo número de integrantes da mesa... e ele entrou em pânico!
Será que ele pensou que quando falamos "Divida essa conta por 4!" ele entendeu que pedimos para parcelar em 4 pagamentos mensais?
A "cara" que ele fez foi incrível, dava vontade de por ele sentado no chão e ficar brincando de "cute, cute, cute, bilu, bilu, bilu!" Até passar o pânico dele.

Agora eu pergunto: A culpa do péssimo atendimento é de quem?
Do garçom somente, ou também e principalmente do proprietário, que não deve nem ter treinado seus funcionários e apresentado os produtos da casa?

Enquanto tudo isso acontecia, o jovem proprietário estava com os cotovelos apoiado do lado de fora do balcão, chacoalhando e olhando uma garrafa de Whisk Red Label, contra a luz!


ATENÇÃO: Observe que este é um relato realizado em Outubro de 2009.