24 de fev de 2016

Os habitos de cada um



O meu é tentar facilitar a vida das pessoas. (Já ouvi me falarem que sou um chato, por ser assim.)

Conheço uma pessoa que tem o habito de comprar no supermercado um desinfetante sanitário, daqueles de pedra, e colocar no vaso do banheiro de qualquer lugar onde se hospede.
Ai, por mais novo e moderno que seja o lugar, fica com aquele cheirinho de casa velha.

Sei de pessoas que tem o hábito de furtar frutas, docinhos, geleias do café da manhã dos hoteis, para comer depois, se sentir vontade.
Na maioria das vezes, acaba pegando por pegar. Nem come depois.

Conheci pessoas que quando vão comprar algum alimento em algum bar, ou lanchonete, ou mesmo em carrinho de sorvete, ou até mesmo quando vão ser atendidas por garçons, fazem o pedido para todos que estão juntos, sem perguntar o que elas querem.

Hábitos existem aos milhares, cada um mais inusitado que o outro.
Fico observando as pessoas, seus hábitos, suas atitudes.
Alegra-me perceber a diversidade no mundo.

14 de fev de 2016

Zumbi de tomada



Era um dia adorável no SESC, como a tempos eu não tinha.
Tirei a manhã para esquecer as contas e o tempo escasso. Esquecer o corre corre do dia a dia.
Troquei um livro na estante de trocas. Deixei um conto policial americano, por poemas do Quintana.
Visitei as flores e li um pouco, sob o brilho peneirado do sol, entre as madeiras e telas do viveiro de plantas.
Depois, fui até a comedoria, fazer uma pausa na leitura, para comer salgados com refrigerante.
Satisfeito com a refeição, decidi fechar com café e pão de queijo.
Peguei o pedido, e fui até os bancos do outro lado do salão.
Sentei, abri o livro eletrônico e fui comendo pãozim, tomando cafezim e lendo.
Meu 6º sentido me alerta!
Olho para a frente, vejo um novo tipo de zumbi se aproximando.
Cabeça baixa, duas mãos levantadas, até a altura do peito. Fazendo cara de quem tem algo muito importante para resolver, tentando com este olhar, comover as pessoas que estão a sua volta (se é que zumbi tem conhecimento do que está a sua volta), comover para que não a repreendam pelo que está prestes a fazer.
A zumbi, olha para as paredes... aquele olhar de quem está hipnotizado.
Olha em algum ponto imaginário a 30cm do chão.
Procura desesperadamente uma tomada. Como se seu enslavingphone, fosse morrer em segundos, sem o socorro.
Sim, ela trás em suas mãos flutuantes, seu enslavingphone, na esquerda o aparelho, com seu cabo, saindo de suas entranhas, como se fosse um cordão umbilical, embaralhado no ar, ligado a outra mão onde um carregador que mais parece um desfibrilador, está empunhado com seus pinos para frente, pronto para invadir a primeira tomada que encontrar.
Até ouço seu pensamento:
- Tomada! Tomada!
- Preciso de uma tomada!!!!
Para meu azar, a única tomada deste lado do salão, está ao meu lado.40cm do meu quadril...
Recolho o meu corpo com medo de ser abocanhado, quando ela acopla seu carregador a tomada.
Um brilho de sangue novo correndo pelo corpo, surge em seu rosto.
Ela carrega, ali, de pé, apoiada contra a mureta, por alguns segundos. tempo apenas para dar sobrevida ao seu enslavingphone, então, retira o carregador e procura outro lugar mais confortável.
Não encontra, pega uma cadeira do grupo de leitura e arrasta até perto da tomada.
Zumbis são assim  mesmo, não pensam em mais nada a não ser conseguir o que lhe garanta vida por mais alguns momentos.
Passa um tempo e quando ela já está para sair dali, como que se já tivesse sugado a alma de uma pobre vítima, aproxima-se outra Zumbi... está com uma sede ainda maior... trás em suas mãos flutuantes, um notebook de 15 polegadas, com ainda mais cabos, pois, além do desfibrilador ela usa um mouse.
Sumo dali, em busca de um lugar mais seguro, longe de tomadas.


13 de fev de 2016

Documentos públicos com fé

Lei orgânica do Município de Votorantim

DAS VEDAÇÕES

 Art.  17 Ao  Município  é  vedado:

I  ‐  estabelecer  cultos  religiosos  ou  igrejas,  subvencioná‐los,  embaraçar‐lhes  o  funcionamento  ou  manter com  eles  ou  os  seus  representantes,  relações  de  dependência  ou  aliança,  ressalvada,  na  forma  da  lei,  a colaboração  de  interesse  público;

II  ‐  recusar  fé  aos  documentos  públicos;



Fala sério!
Para estarem elencados assim, em sequência. Foi para confundir ou por confusão?

Ou...
Documentos públicos tem direito de frequentar cultos religiosos?

9 de fev de 2016

Tempo de vida x Valor da vida x Qualidade de vida


Hoje vivemos mais e talvez, por isso mesmo, o valor que damos a cada minuto de vida é menor.
É como se uma vida tivesse um valor predeterminado e esse valor fosse dividido pelos minutos que vivemos. Deste modo, hoje, se é possível viver em média até 65, 70 anos, o valor do minuto é inferior do que no passado, quando uma pessoa vivia em média, 45 anos.
A brevidade da vida, no passado, parece que impulsionava as pessoas a viverem mais, aproveitarem mais cada minuto dos poucos anos de vida que teriam.
Hoje, pelo contrário, o que vemos são pessoas, correndo atrás de coisas, comprando, acumulando e deixando de viver, da forma que deveria, seus preciosos minutos, pois, têm, a vã crença de que nos minutos futuros, poderão desfrutar plenamente da vida e recompensar o tempo perdido.
Porém, o que as pessoas esquecem é que; não há volta.
Não há como recuperar o minuto perdido.
Você pode manter seu corpo em forma, porém, não será a mesma coisa que um corpo jovem saudável.
Isso sem contar nos riscos, nas surpresas que o destino nos reserva.
Quem garante que um AVC, uma doença ou fatalidade, não venha a cortar, reduzir ou modificar o tempo que resta?
Com esse desperdício de tempo, a qualidade da vida está pior.
Reflita sobre a qualidade da sua vida!
Está vivendo?

8 de fev de 2016

Namorando na cafeteria


Gosto das cafeterias.
Sou um frequentador assíduo.
Mesmo que pareça um absurdo, para alguns, pagar uma nota por um cafezinho.
Se pensar bem, vai perceber que não é só pelo café que eu gosto das cafeterias.  É pelo carinho com que se é atendido. Pelo, "boa tarde" de alguém conhecido e que ficou, realmente, feliz em te rever.
Cafeterias tem um "que" de "eu gosto de você, mesmo se você só gastar uns trocados".
Não é como entrar em uma revenda de carros, em uma clínica de estética ou loja de grife. 
Os sorrisos não são falsos.
Pode ver. Preste atenção!
Uma cafeteria só vai para frente, se as pessoas que tocam o negócio tem paixão em servir.

Assim, estava eu na cafeteria do Café do Ponto, no Shopping Iguatemi de Sorocaba, tomando meu "Sul de Minas", quando minha namorada, mandou mensagem. Estava ela no shopping de Campo Grande, muito distante daqui.
Sentou para tomar café, também, em uma cafeteria Café do Ponto e comer uma fatia de bolo, junto com os filhos.
Enviou uma foto.
Comentamos, trocamos algumas mensagens. Falamos um pouco sobre o que estávamos bebendo e brinquei...
Estamos juntos. Estou na mesa ao lado!
Sim. É uma brincadeira boba. Imagina quase 900km de distância e eu dizer isso.
Coisa de louco. Alguns vão dizer.
Claro! Vou responder.
Uma deliciosa brincadeira, que aquece o coração, como um bom café e que só os que amam vão entender.

Disk Encrenca - Entrega sem check list



Check list para entregadores de alimentos:

No estabelecimento
Todo o pedido está aqui nesta embalagem?
Tem refrigerante?
Tem troco?
Qual o endereço? (conferir no mapa se não conhecer o local)

No cliente
Se apresentar (pelo interfone e não pela buzina)
Entregar o pedido certo
Entregar a bebida certa
Entregar o troco certo e, é claro,
não esquecer de pegar o dinheiro com o cliente.


Agora eu pergunto:
É difícil as empresas adotarem esse check list?

3 de fev de 2016

Uma aliança por 10 centavos


Aprendi aos trancos e barrancos que, quanto mais nervoso eu ficava, mais eu perdia.
Mesmo assim, fiquei algumas vezes, nervoso.
Não é bom estarmos assim.
Ficamos parte cegos, parte surdos, parte burros.
Falamos demais e falamos besteiras demais.
Sempre quando fico nervoso, tento me lembrar da imagem do Pato Donald, dando seus chiliques. Pulando e quackeando.
Quanto mais nervoso, ficava, mais atrapalhado ficava, mais coisas erradas aconteciam.
Na ultima vez que perdi a cabeça, lembro de ter enfiado a aliança de casamento no bolso do shorts que estava usando.
Caminhei o supermercado. Fiz compras do dia.
Fui para o caixa. Ainda com a carga da irritação. Coisa que não devia ter feito. Devia ter esfriado a cabeça.
Enfiei a mão no bolso para pegar algo, ouvi um barulho de metal caindo e quicando.
Como estava puto demais para me ligar ao que estava acontecendo e irritado demais para por os óculos, prossegui na fila.
Logo, quem estava atrás, me chamou aponto para algo no chão e disse:
- aquilo é teu?
Aborrecido, devo ter virado com uma cara de losta, olhei para o chão, abaixou 3 peguei a Moeda de 10 centavos que estava no chão. Enquanto fazia uma cara de "putz! Pôr que me incomodou por 10 centavos?"
Fui para casa, ainda puto com o ocorrido, antes e não quis saber de pegar a aliança no shorts.
Manhã seguinte, vou pegar a aliança e cadê a dita cuja?
Corri para o supermercado e nada de alguém ter encontrando e devolvido a aliança.
Acho que estes 10 centavos, ficarão gravados para sempre. Para que eu não deixei mais a raiva tomar conta de mim.