16 de nov de 2008

Ekeko restaurado


Ekeko Dios de la abundancia

Este personagem entrou para a vida da minha família, mais precisamente para a parte da família de minha mãe, a mais de 25 anos (talvez 30 anos).
Veio de uma viagem à bolívia de meu tio Domingos e, se não me falha a memória, minha avó, fizeram.
Éra um senhor baixinho e gordinho, de sorriso largo, humilde e que trazia em suas costas, com extrema alegria, representações de lar, dinheiro, comida e etc.
Pouco antes da meia noite no reveillon era trazido à mesa da ceia.
Acabou virando uma brincadeira entre as crianças que movimentava toda a festa.
Quem ia dar pinga para o Ekeko?
Essa era a grande questão!
Cada um com seu olhar e seu pensamento diferente, fitava aquela boneco.
Eu particularmente, observava todos os detalhes, as cores, os objetos que carregava, sua simbologia e queria descobrir sua origem.
Os tempos passaram e o Ekeko foi envelhecendo, junto com todos.
Caiu diversas vezes e foi colado, seu gesso foi ficando fraco e por ser uma estátua oca, começo a ruir. Os alimentos que carregava, mesmo tendo sido trocados em certa data, por novos, já estavam roídos e carunchados.
Uma certa noite de reveillon ele caiu e não foi mais possível ser remendado.
Foi então, que eu o peguei, juntando os cacos e o trouxe para minha casa.
Lancei, então, 2 desafios para mim:
1) Restaurar o mais próximo possível de sua forma original
2) utilizar materiais que encontrasse dentro de casa
E assim, sem pressa, fui fazendo.
Preenchi o interior dele com cera de velas, para dar sustentação ao gesso.
Usei o mesmo material para cobrir falhas e trincos no corpo.
Na cabeça ou melhor, no que deveria ser a cabeça, fiz com papel, cera e cola.
A pintura foi feita em partes com tinta a óleo e em outras partes com tinta acrílica,, que já tinha em casa.
Pesquisa na internet foi feita para encontrar imagens do Ekeko e de suas miniaturas.
Toda sua lenda foi resgatada!
Montei novas miniaturas, que agora eu sabia serem chamadas de "Alasitas".
Criei uma caixa com Eva para guardá-lo melhor e protegê-lo.
Em sua caixa coloquei, também, um envelope com o texto de sua origem.
Texto esse que reproduzi abaixo.
Como todas as minhas outras realizações, esta restauração, não tem valor monetário. Seu único valor é o sentimental!


Nota: Como agora o Ekeko é um cidadão do mundo, ganhou novas "alasitas". Euro, bolivares e reais, passaporte, carteira de trabalho, automóvel e cartão de crédito.


La leyenda del Ekeko
dios de la abundancia



Mucho antes de la conquista española, vivía en el Altiplano un hombre aymará llamado Iqiqu. Era bajito, humilde, generoso y alegre. Su bondad era tal que donde iba, daba armonía a las existencias, cultivaba las buenas relaciones, reunía a los enamorados. Por otra parte daba consejos avisados y su sola presencia garantizaba días felices a todos.

Para mejorar todavía sus virtudes, "el Apu Qullana Qullo" (Dios el Padre Divino), que vivía en las alturas sagradas del « khuno Qullo » (Montana Sagrada), le regaló unas calidades maravillosas. Así logró realizar grandes hazañas, como mover piedras enormes, secar ríos enteros, abrir o desplazar montañas. Lo hizo con todo corazón, con todo su entusiasmo, todo le obedecía, y por esto mismo, la gente lo seguía sin vacilar.

Tradición

En la mitología y el folclore de Bolivia, El Ekeko es la figura del dios de la fortuna y el dios de la casa en varias comunidades aymará hablantes,. Se dice que siempre hay que tener el ekeko "Cargado" para tener la prosperidad de todo aquello que haga falta o de necesidad básica (comida), etc..). La tradicoin tambien dice que el Ekeko no es algo que se compre o adquiera para uno mismo, mas al contrario este debe ser obsequio de otra persona. En otras áreas las personas le ofrecen billetes de banco y / o monedas para obtener dinero, cereales para una buena cosecha, y un poco de comida para asegurar la prosperidad en general.

Las Alasitas

Las "alasitas" son miniaturas de todo tipo de objetos que se venden en mercados y ferias en varias ciudades de Bolivia al inicio de la época de lluvias, pero especialmente en La Paz el 24 de enero de cada año. « Alasita » es una palabra aymará que significa « cómprame ». Es una celebración a Ekeko, dios de la abundancia a quien se regala miniaturas representando los sueños que uno desea ver concretizados en el transcurso del año que empieza (una maleta para un viaje, un coche para tener uno al año, una bolsa de arroz para tener comida todo el año, .). Resultado de una creencia en la magia imitativa: cuando ya se posee la cosa en miniatura, será más fácil tenerlo en grande!